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PADRE JOÃO LEÃO
DEHON
Sociólogo,
escritor, advogado e padre Fundador da Congregação dos Padres
do Sagrado Coração de Jesus. Sua vida foi um constante
caminhar. Sonhador, lutador, teve decepções, surpresas alegres e
tristes. Aprendeu a amar a Igreja. Soube ouvir os gritos numa
França cheia de desafios. Fundou jornal, revista, publicou livros,
escreveu muito nos Meios de Comunicação Social de então, e
deixou-nos por herança : O Sagrado Coração de Jesus.
Leão João Dehon nasceu a 14 de março de 1843, em La Capelle, na
França. Seu pai: Julio Alexandre Dehon; sua mãe: Estefânia Adele
Vandelet, devota fervorosa do Coração de Jesus. Tinha um irmão
mais velho: Henrique.
Na noite de Natal
de 1856, Leão sentiu forte chamado ao sacerdócio. Conversou como
pai a respeito. Recebeu um frio "não". Júlio sonhava um futuro
brilhante e diferente para o filho. Jamais permitira que ele se
tornasse sacerdote.
Sem desistir de seu
plano, Leão obedece momentaneamente a seu pai e vai para Paris
estudar Letras e depois Direito.
Durante o período de estudo em Paris, Leão Dehon impôs-se um ritmo
de vida que favorecia sua vocação sacerdotal. Diariamente
participava da missa em São Sulpicio, sua paróquia.
Nesse tempo, também, conheceu um jovem estudante de arqueologia,
que se tornaria seu grande amigo: Leão Palustre. Com esse amigo,
Dehon fez várias viagens: à Inglaterra (1862), à Alemanha, aos
países escandinavos, à Europa Central (1863), A 23 de agosto de
1864, empreendeu com ele uma longa viagem de 10 meses pelo sul da
Alemanha, Suíça, Norte da Itália, Grécia, Egito, Palestina (Terra
Santa), Ásia Menor, Hungria e Áustria.
No fim dessa viagem, Leão parte diretamente para Roma, onde chega
a 14 de junho de 1865. Estava firmemente decidido a seguir sua
vocação sacerdotal. A viagem à Terra Santa confirmara o chamado do
Senhor: "Vem e segue-me! Também te farei pescador de homens!".
Em Roma, mora no colégio francês, Santa Clara, matricula-se no
curso de filosofia e, depois de um ano apenas, obtém o doutorado
na matéria (1866). Em 1871, consegue o título de doutor em
teologia e em direito canônico.
Antes, a 19 de dezembro de 1868, é ordenado sacerdote, na Basílica
de São João de Latrão, na presença de seus pais, que aceitam agora
a vocação do filho.
Padre Dehon participou como estenógrafo, das sessões do Concílio
Vaticano I.
Terminados seus estudos em Roma, recebeu sua primeira
transferência. Foi uma grande decepção para ele. Com vários
doutorados em sua bagagem, Padre Dehon esperava trabalhar numa
universidade. E foi nomeado para ser o 7 vigário paroquial de uma
pobre e problemática paróquia: São Quintino.
Apesar de tudo, assumiu sua missão com todo ardor e entusiasmo.
Conhecendo as grandes necessidades daquela cidade, Padre Dehon
teve várias iniciativas de grande repercussão; fundou um
patronato, São José 91872), a Obra dos Círculos Católicos (1873);
um jornal católico (1874); círculos de estudos religiosos e
sociais, com a Conferência de São Vicente de Paulo ( 1875);
promoveu encontros de estudos com os patrões, duas vezes por mês
(1876): o Colégio São João
Sacerdote, culto, santo e dinâmico, muito conhecido na França,
Dehon tinha algo que o inquietava. Não estava satisfeito.
Faltava-lhe algo. Não tinha, porém, clareza o que era realmente.
Depois de um longo discernimento, feito de oração, de diálogo com
sábios sacerdotes e orientadores espirituais, Dehon toma a decisão
de fundar a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.
Data oficial da fundação: 28 de junho de 1878, dia da primeira
profissão do fundador
Temporariamente supressa por determinação da Santa Sé (1883), a
nova Congregação experimentou, depois de sua ressurreição (1884),
um vertiginoso crescimento e um surpreendente impulso missionário
espalhando-se por diversos países.
Além dos trabalhos de governo e animação de sua congregação como
superior geral, Padre Dehon participou dos grandes eventos de
cunho social na agitada França daquele fim de século. Sensível aos
grandes problemas sociais de então, Padre Dehon era protagonista
de congressos e de assembléias, onde se discutiam as questões
sociais, principalmente depois da publicação da Rerum Novarum, da
qual foi um incansável divulgador e defensor. Sem dúvida, pode-se
dizer que era um missionário da doutrina social da Igreja.
Proferiu conferências (principalmente em Roma), escreveu artigos
em jornais e revistas, publicou livros sobre o tema social.
Padre Dehon faleceu no dia 12 de agosto de 1925, aos 82 anos de
idade. Seus restos mortais repousam na Igreja de São Martinho, em
São Quintino, França.
"Por Ele vivi, por Ele morro", foram suas últimas palavras. |
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A CONGREGAÇÃO DOS PADRES DO
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Nós,
Sacerdotes e Religiosos do Sagrado Coração de Jesus, procuramos
fazer da união com o Amor de Deus o princípio e o centro de nossa
vida.
No Coração
do Mundo
Em toda a parte
onde estamos fazemos a experiência contínua de um mundo marcado
pelo mal e, assim mesmo, na busca de realizar suas mais profundas
aspirações: a verdade, a justiça, o amor e a liberdade (cf. Regra
de Vida, 36).
Reconhecemos
que nossa vocação, como nos lembra João Paulo II (14.06.89), "é
sempre mais atual, porque a sociedade de hoje sente ainda mais a
necessidade de se encontrar com o Coração de Cristo para encontrar
paz, serenidade, conforto e perdão".
Vivendo nossa
vocação, queremos encarnar e testemunhar o primado do amor no
mundo e nos empenharmos sem reservas por uma humanidade nova no
Coração de Cristo. (cf. Regra de Vida, 39).
Nós,
Sacerdotes do Sagrado Coração, nos apresentamos como dehonianos,
como seguidores do nosso Fundador, o Servo de Deus, Pe. João Leão
Dehon, verdadeiro apóstolo do amor e da reparação ao Coração de
Jesus. Nos propomos viver e vivificar o carisma de Pe. Dehon, sua
espiritualidade e sua obra na Igreja e no mundo.
A Congregação
dehoniana, fundada em 1978, difundiu-se com vitalidade crescente,
procurando sempre responder às expectativas sociais e religiosas
do povo. Nossa presença ainda è modesta diante das exigências da
fé e da salvação da humanidade. Sustentada pelo amor salvífico de
Cristo e pela materna proteção da Virgem Maria, consegue ser uma
presença atuante e eficaz: paróquias, missões, movimentos
eclesiais, ensino, formação dos jovens, imprensa, apostolado e
promoção social entre os pobres, operários e marginalizados.
Com amor
consagramos ao Senhor nossa vida e nossas energias para proclamar
o evangelho do amor e servir aos irmãos, sobretudo nas situações e
áreas mais difíceis e necessitadas.
Nossa
experiência religiosa è uma missão e uma proposta concreta, um
convite, para aqueles que se sentem animados pelo Espírito e
dispostos a doar-se totalmente para que a Civilização do Amor
ganhe corpo entre a humanidade e surja o Reino do Coração de
Jesus.
No Coração
de Deus
"Eu vos deixo
o mais maravilhoso dos tesouros: o Coração de Jesus. Ele pertence
a todos mas tem um carinho especial pelos sacerdotes que lhe são
consagrados e se dedicam completamente a seu amor" (Testamento
espiritual de Pe. Dehon).
Discípulos
de Pe. Dehon, queremos, fazer da união com Cristo, no seu amor
pelo Pai e pelos homens, o princípio e o centro de nossa vida.
(Regra de Vida, 17)
Através de
tudo o que fazemos, em situações tão diversas, nós, dehonianos,
somos chamados a inserir-nos no movimento do amor redentor, em
espírito de oblação, para reconduzir nossa vida e a da humanidade
às suas origens: o Coração de Deus.
No Coração
da Igreja
A vocação
dehoniana, centrada no mistério do Coração de Cristo, fonte da
Igreja, nos situa no coração da própria Igreja como "profetas
do Amor e ministros da reconciliação". "Nosso Instituto é, por
natureza, um instituto apostólico. Assim sendo, de bom grado nos
colocamos a serviço da Igreja nas mais diversas tarefas pastorais"
(Regra de Vida, 30).
Nosso
autêntico serviço à Igreja se funda na vida de oração e na oblação
e se expressa particularmente nas atividades missionárias, na
formação do clero e de religiosos, no ministério junto aos
pequenos e humildes, no compromisso para instaurar o reino de
justiça e de caridade cristã nas almas e na sociedade, na
dedicação constante para que a comunidade humana, santificada pelo
Espírito Santo, se torne Povo de Deus e oblação agradável ao
Senhor. (cf. Regra de Vida, 31-32).
Onde moramos
e trabalhamos?
Somos cerca de
2300 padres e irmãos trabalhando em 38 países.
África do
Sul,Argentina, Bielo-Rússia, Canadá, Equador, Espanha, Finlândia,
Índia, Irlanda, Madagáscar, Moldávia, Congo, Uruguai, Albânia,
Áustria, Brasil, Chile, Escócia, Estados Unidos, França,
Indonésia, Itália, México, Polónia, Suíça, Venezuela, Alemanha,
Angola, Bélgica, Camarões, Croácia, Eslovênia, Filipinas, Holanda,
Inglaterra, Luxemburgo, Moçambique, Portugal e Ucrânia.
Como
congregação, estamos divididos em Províncias, Regiões e Distritos,
como formas de administração.
Um número sempre
crescente de províncias, regiões e distritos mantêm sua própria
Web Site, com informações sobre seu trabalho, na língua local.
Através dos links com esta página, você pode entrar em alguns
destes sites.
O que
fazemos?
Nosso Instituto
è, por natureza, um instituto apostólico. Assim sendo, de bom
grado, nos colocamos a serviço da Igreja nas mais diversas tarefas
pastorais.
Cuidamos de paróquias, colégios,
faculdades, obras sociais, além de promover movimentos como os
Leigos Dehonianos e a Missão Dehoniana Juvenil.
Embora não
tenha sido fundado em vista de uma obra determinada, o Instituto
recebeu do Fundador certas orientações apostólicas, que
caracterizam sua missão na Igreja.
Para Padre
Dehon, fazem parte dessa missão a adoração eucarística, em
espírito de amor e de oblação, como autêntico serviço de Igreja
(cf. NQ, 01.03.1893), "e o ministério junto aos pequenos e
humildes, os operários e os pobres" (cf. Souvenirs XV), para
"anunciar-lhes as insondáveis riquezas de Cristo" (cf. Ef 3,8).
Em vista
desse ministério, Padre Dehon dá grande importância à formação dos
padres e dos religiosos.
A atividade
missionária constitui para ele uma forma privilegiada de serviço
apostólico.
Em tudo isso,
sua preocupação constante é que a comunidade humana, santificada
pelo Espírito Santo, torne-se uma oferta agradável a Deus (cf.Rm
15,16).
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