05 Dezembro 2007

Renan é absolvido mais uma vez pelo Senado

Por 48 votos contra 29, o peemedebista foi absolvido em votação secreta no plenário.
Antes do início da votação de sua cassação, Renan renunciou à presidência do Senado.

Exatamente dois meses e 22 dias após ter sido absolvido do primeiro processo de cassação, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) saiu mais uma vez vitorioso do plenário do Senado Federal. Com 29 votos pela cassação, 48 pela absolvição e três abstenções, ele foi, novamente, inocentado pelos colegas em votação secreta. Renan abriu mão de seu voto.

Os senadores julgaram improcedente a denúncia na qual Renan é acusado de quebrar o decoro por conta da suposta sociedade por meio de "laranjas" (terceiros) em duas emissoras de rádio e em um jornal no Estado de Alagoas.

No primeiro processo, em que Renan era acusado de pagar despesas pessoais com recursos do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Junior, ele foi absolvido com o apoio de 40 senadores e de outros seis que se abstiveram. Naquela ocasião, 35 senadores votaram pela cassação.

Para que um senador fique sem mandato é necessário o apoio de 41 de 81 senadores da Casa. Como a votação é secreta, o presidente interino, Tião Viana (PT-AC), também participou da votação.

A diferença é que, nesta terça (4), a sessão foi televisionada e aberta ao público. A votação prosseguiu secreta, apesar de tramitarem na Câmara e no Senado, desde 2001, propostas que terminam com esta modalidade de voto em processos de cassação.

A decisão, no entanto, não afasta a possibilidade de que Renan Calheiros tenha, mais uma vez, que enfrentar o plenário. Ele ainda responde por três outros processos de cassação.

O relator do processo julgado nesta terça, Jefferson Péres (PDT-AM), admite, no entanto, que o placar desta terça é defintivo. "A decisão está tomada em relação a todos os processos. Ele será absolvido dos outros também", disse Péres.

Com informações de G1

04 Dezembro 2007

Renan Calheiros renuncia à presidência do Senado


O senador Renan Calheiros renunciou à Presidência do Senado, após seis meses de denúncias e de duas licenças em decorrência dos processos de cassação a que responde no Conselho de Ética da Casa.Pela primeira vez na história do Senado Federal um presidente da casa renuncia ao cargo.

O senador Renan Calheiros do PMDB de Alagoas anunciou em plenário antes da votação do processo a que responde por quebra de decoro parlamentar, Renan é acusado de comprar, em nome de terceiros duas emissoras de rádio e um jornal, em Alagoas.

Em discurso, o senador agradeceu o tempo como presidente do senado e disse que agiu de acordo com sua "consciência". Essa é a segunda vez que o plenário julga processo contra Renan Calheiros, em setembro ele foi absolvido pela denúncia, apresentada pelo PSOL, em que era acusado de pagar despesas pessoais com recursos de uma construtora.

Renan Calheiros disse que não renunciou antes, para não parecer que era culpado, "não adotei esse gesto antes porque poderia sugerir naquele momento aceitação de inverdades. Essa interpretação não me pareceu a mais conveniente, mas agi de acordo com a minha consciência. É uma das horas mais difíceis da minha vida".

E a sessão que era para votar o processo contra o senador virou uma sessão de discursos em defesa à imagem da casa e do ex-presidente do senado.

Os senadores continuam reunidos no plenário para a votação do processo de cassação de Renan Calheiros.


Texto: Canção Nova Notícias