Conferência da Juventude: arrogância de uma minoria a favor do aborto, diz bispo
Arrogância de minoria quer tachar juventude brasileira de abortista, comenta bispo
Recente conferência em Brasília indicou aborto entre prioridades dos jovens
Por Alexandre Ribeiro - ZENIT
Dom João Carlos Petrini, bispo auxiliar de Salvador (Bahia), especialista em bioética considera que a recente Conferência da Juventude realizada em Brasília, que apontou o aborto entre as prioridades dos jovens, revela a «arrogância» e «prepotência» de uma minoria que quer a legalização do aborto no país.
A 1ª Conferência Nacional da Juventude reuniu 2 mil delegados, em Brasília, de 27 a 30 de abril. Os participantes elegeram e formataram 22 prioridades, de um universo de 4,5 mil propostas apontadas por conferências estaduais de jovens realizadas entre os meses de fevereiro e março.
A prioridade número 11 diz: «Implementar políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos e a legalização do aborto». Também são prioridades, entre outras, o fim do serviço militar obrigatório e a criação de programas alternativos e o investimento de 10% do Produto Interno Bruto na educação. A Conferência reivindica, ainda, a criação de uma política nacional de juventude e meio-ambiente, a ampliação e qualificação de programas e projetos de esportes, a garantia do acesso à terra para jovens do meio rural, na faixa etária dos 16 aos 31 anos, independente do estado civil, por meio da reforma agrária e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
A Conferência foi promovida pelo governo brasileiro por meio do Conselho Nacional de Juventude, um órgão consultivo que assessora o governo na formulação de diretrizes da ação governamental. Esse Conselho conta com 60 membros, sendo 20 integrantes de órgãos governamentais e 40 representantes de movimentos e organizações juvenis.
Ao lado da presença da Pastoral da Juventude, com um membro (que representaria em nome dos jovens os cerca de 74% da população brasileira que é formada por católicos), figuram entidades como Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis; Grupo E-Jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados; Jovens Feministas de São Paulo; União da Juventude Socialista, entre outras.
Dom João Carlos Petrini, perito no campo da bioética na Conferência de Aparecida, destacou a Zenit que as pesquisas de opinião pública realizadas no Brasil revelam que «a grande maioria da população brasileira é contrária ao aborto e favorável à proteção e à defesa da vida».
De fato, pesquisa realizada em março passado pelo Instituto Datafolha aponta que apenas 10% da população querem a descriminalização do aborto no país.
Mas --prossegue o bispo--, «apesar disso, há uma arrogância, como se quem está com a verdade é essa minoria que de qualquer jeito quer uma brecha para que seja aprovada a legislação que interessa a ela».
Dom Petrini confessou a Zenit que ficou «escandalizado» com alguns resultados desse encontro em Brasília.
Porque, de acordo com o bispo, há diferentes «investidas» de «um certo grupo de poder para conseguir a aprovação do aborto».
Dom Petrini considera que essa minoria «lança mão de todos os recursos possíveis e inclusive com uma certa prepotência», ao induzir grupos que têm «outras finalidades e outros interesses» a uma suposta promoção do aborto, como neste caso, em que uma Conferência como a recém-realizada se atribui o direito de falar em nome de toda juventude brasileira.
Os jovens brasileiros «amam a vida e amam a própria vida, e vivem com entusiasmo e pretendem defender sempre a vida», afirma o bispo.
A juventude «estuda, trabalha, se esforça», «pensando o próprio projeto de vida de uma maneira construtiva e positiva».
Dentro desse horizonte, de acordo com o bispo, «não tem o menor espaço a visão do aborto, porque essa faz parte daquela outra parte da nação que pensa em destruir mais, como se uma força de destruição fosse indispensável para poder ter um futuro melhor».
Recente conferência em Brasília indicou aborto entre prioridades dos jovens
Por Alexandre Ribeiro - ZENIT
Dom João Carlos Petrini, bispo auxiliar de Salvador (Bahia), especialista em bioética considera que a recente Conferência da Juventude realizada em Brasília, que apontou o aborto entre as prioridades dos jovens, revela a «arrogância» e «prepotência» de uma minoria que quer a legalização do aborto no país.
A 1ª Conferência Nacional da Juventude reuniu 2 mil delegados, em Brasília, de 27 a 30 de abril. Os participantes elegeram e formataram 22 prioridades, de um universo de 4,5 mil propostas apontadas por conferências estaduais de jovens realizadas entre os meses de fevereiro e março.
A prioridade número 11 diz: «Implementar políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos e a legalização do aborto». Também são prioridades, entre outras, o fim do serviço militar obrigatório e a criação de programas alternativos e o investimento de 10% do Produto Interno Bruto na educação. A Conferência reivindica, ainda, a criação de uma política nacional de juventude e meio-ambiente, a ampliação e qualificação de programas e projetos de esportes, a garantia do acesso à terra para jovens do meio rural, na faixa etária dos 16 aos 31 anos, independente do estado civil, por meio da reforma agrária e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
A Conferência foi promovida pelo governo brasileiro por meio do Conselho Nacional de Juventude, um órgão consultivo que assessora o governo na formulação de diretrizes da ação governamental. Esse Conselho conta com 60 membros, sendo 20 integrantes de órgãos governamentais e 40 representantes de movimentos e organizações juvenis.
Ao lado da presença da Pastoral da Juventude, com um membro (que representaria em nome dos jovens os cerca de 74% da população brasileira que é formada por católicos), figuram entidades como Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis; Grupo E-Jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados; Jovens Feministas de São Paulo; União da Juventude Socialista, entre outras.
Dom João Carlos Petrini, perito no campo da bioética na Conferência de Aparecida, destacou a Zenit que as pesquisas de opinião pública realizadas no Brasil revelam que «a grande maioria da população brasileira é contrária ao aborto e favorável à proteção e à defesa da vida».
De fato, pesquisa realizada em março passado pelo Instituto Datafolha aponta que apenas 10% da população querem a descriminalização do aborto no país.
Mas --prossegue o bispo--, «apesar disso, há uma arrogância, como se quem está com a verdade é essa minoria que de qualquer jeito quer uma brecha para que seja aprovada a legislação que interessa a ela».
Dom Petrini confessou a Zenit que ficou «escandalizado» com alguns resultados desse encontro em Brasília.
Porque, de acordo com o bispo, há diferentes «investidas» de «um certo grupo de poder para conseguir a aprovação do aborto».
Dom Petrini considera que essa minoria «lança mão de todos os recursos possíveis e inclusive com uma certa prepotência», ao induzir grupos que têm «outras finalidades e outros interesses» a uma suposta promoção do aborto, como neste caso, em que uma Conferência como a recém-realizada se atribui o direito de falar em nome de toda juventude brasileira.
Os jovens brasileiros «amam a vida e amam a própria vida, e vivem com entusiasmo e pretendem defender sempre a vida», afirma o bispo.
A juventude «estuda, trabalha, se esforça», «pensando o próprio projeto de vida de uma maneira construtiva e positiva».
Dentro desse horizonte, de acordo com o bispo, «não tem o menor espaço a visão do aborto, porque essa faz parte daquela outra parte da nação que pensa em destruir mais, como se uma força de destruição fosse indispensável para poder ter um futuro melhor».

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