Eucaristia solene e homilia partilhada

Celebramos a Solenidade do Corpo de Deus. Presidida pelo Superior Geral, a Eucaristia teve início na sala capitular e terminou na capela. Foram realçados os capitulares que celebram este ano jubileus de vida religiosa e sacerdotal.
Da homilia partilhada, destaco a meditação do Superior Geral sobre a presença de Cristo na nossa vida como memorial atualizado. Iniciamos o Capítulo com o episódio de Jesus com os discípulos em Tiberíades, junto ao mar de Tiberíades, num ambiente de uma refeição; daí fomos convidados a conhecer o Ressuscitado, a ouvir a sua voz, a verificar o trabalho, sempre no amor ao Mestre. Fomos vivendo a experiência do Capítulo à luz desta presença de Jesus, como uma refeição preparada por Ele e por todos nós. A imagem de hoje é novamente a de uma refeição, solene na simplicidade dos gestos, imensa no seu significado. O espírito capitular deve iluminar a presença do banquete eucarístico na nossa vida. Vamos voltar agora às nossas realidades locais com a recomendação do Senhor: fazer memória do Senhor, com Cristo no centro do processo das nossas vidas. Fomos escolhidos por Ele para estar com Ele e ser por Ele enviados, sempre em união e em coesão entre nós. A mesa eucarística é sempre comunitária, nas nossas casas, comunidades, paróquias e tantos espaços que vamos percorrer. Somos convidados a partilhar o pão e o vinho, o Corpo do Senhor, em memorial actualizado, porque o Senhor Vivo e Ressuscitado está conosco; é o “vem, Senhor Jesus” do final da anamnese. Somos convidados a deixarmo-nos nutrir e configurar pelo próprio SER de Cristo. Deste encontro nasce sempre anúncio com Palavra e com Vida. Só assim damos vida, estamos ao serviço, como Cristo. A vida torna-se memória viva do Senhor. A Eucaristia reassume toda a nossa vida. Levamos esta memória no Coração de Cristo, na Eucaristia e na Adoração. Do encontro eucarístico com Cristo, centro das nossas vidas e comunidades, brotam de sentido os encontros com os irmãos e a generosidade na missão.
Foi bela e interpeladora a partilha do P. Ornelas. Outras partilhas foram acontecendo, em forma orante: o Capítulo como “momento de comunhão fraterna, de Pentecostes”; “fazer da nossa vida uma Eucaristia contínua”, no dizer do Padre Dehon; a consciência de que nesta “vida em abundância”, há que lutar para que as centenas de milhões de pessoas “sem pão e sem comer” tenham o mesmo que nós temos, pelo menos.
A Eucaristia terminou com a cantoria do hino “Caritas Christi urget nos”, apelo de São Paulo e do Padre Dehon, que o Capítulo nos convida a revisitar sem cessar: “O amor de Cristo nos impulsiona…”
Manuel Barbosa, scj - Província Portugal
Da homilia partilhada, destaco a meditação do Superior Geral sobre a presença de Cristo na nossa vida como memorial atualizado. Iniciamos o Capítulo com o episódio de Jesus com os discípulos em Tiberíades, junto ao mar de Tiberíades, num ambiente de uma refeição; daí fomos convidados a conhecer o Ressuscitado, a ouvir a sua voz, a verificar o trabalho, sempre no amor ao Mestre. Fomos vivendo a experiência do Capítulo à luz desta presença de Jesus, como uma refeição preparada por Ele e por todos nós. A imagem de hoje é novamente a de uma refeição, solene na simplicidade dos gestos, imensa no seu significado. O espírito capitular deve iluminar a presença do banquete eucarístico na nossa vida. Vamos voltar agora às nossas realidades locais com a recomendação do Senhor: fazer memória do Senhor, com Cristo no centro do processo das nossas vidas. Fomos escolhidos por Ele para estar com Ele e ser por Ele enviados, sempre em união e em coesão entre nós. A mesa eucarística é sempre comunitária, nas nossas casas, comunidades, paróquias e tantos espaços que vamos percorrer. Somos convidados a partilhar o pão e o vinho, o Corpo do Senhor, em memorial actualizado, porque o Senhor Vivo e Ressuscitado está conosco; é o “vem, Senhor Jesus” do final da anamnese. Somos convidados a deixarmo-nos nutrir e configurar pelo próprio SER de Cristo. Deste encontro nasce sempre anúncio com Palavra e com Vida. Só assim damos vida, estamos ao serviço, como Cristo. A vida torna-se memória viva do Senhor. A Eucaristia reassume toda a nossa vida. Levamos esta memória no Coração de Cristo, na Eucaristia e na Adoração. Do encontro eucarístico com Cristo, centro das nossas vidas e comunidades, brotam de sentido os encontros com os irmãos e a generosidade na missão.
Foi bela e interpeladora a partilha do P. Ornelas. Outras partilhas foram acontecendo, em forma orante: o Capítulo como “momento de comunhão fraterna, de Pentecostes”; “fazer da nossa vida uma Eucaristia contínua”, no dizer do Padre Dehon; a consciência de que nesta “vida em abundância”, há que lutar para que as centenas de milhões de pessoas “sem pão e sem comer” tenham o mesmo que nós temos, pelo menos.
A Eucaristia terminou com a cantoria do hino “Caritas Christi urget nos”, apelo de São Paulo e do Padre Dehon, que o Capítulo nos convida a revisitar sem cessar: “O amor de Cristo nos impulsiona…”
Manuel Barbosa, scj - Província Portugal



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