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Promessas do Coração de Jesus |
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“As pessoas que propagarem essa devoção
terão para sempre seus nomes inscritos no meu coração”
Há algum tempo, eu escrevia que Deus, nosso Pai, tem um
problema de memória: ele perdoa; ele esquece nossos pecados.
Mas, quando se trata dos seus amigos, o seu Coração de Pai
jamais esquece o nome de alguém. Agora, ele já não sofre
mais da memória. Poderíamos lembrar as palavras do profeta
Isaías (49, 15): “Pode uma mãe esquecer-se daquele que
amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E
mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis
que estás gravado na palma de minhas mãos”.
Georges Skodlorg (místico dominicano e arcebispo de Lund, na
Suécia) colocava nos lábios de Cristo estas palavras: “Como
o selo (carimbo) deixa na cera a marca de sua forma, assim o
grande e forte amor com que eu amo os homens, imprimiu em
mim, em minhas mãos, em meus pés e até no meu coração a
imagem dos meus amigos de tal forma que agora sou incapaz de
esquecê-los”.
Quando dizemos que Nosso Senhor nos inscreveu no livro do
seu Coração, queremos dizer que continuamos a viver, para
sempre, nos seus pensamentos, no seu amor. Os místicos
diziam que o lado de Cristo foi transpassado para que fosse
impresso em seu coração o sinal do amor que ele nos tem,
para que esse amor jamais possa ser apagado e para que nós
possamos penetrar até o mais íntimo do seu Coração.
Teresa D’Ávila escrevia no seu Poema do Amor: “O amor, minha
bem-amada, foi capaz de traçar em mim a tua imagem com uma
perfeição tal que o mestre (pintor) mais hábil jamais
conseguiria imitar. Foi o meu amor que te fez bela como um
sonho. Tu estás desenhada tão bem, tão perfeita e
profundamente no meu coração que, se um dia te perderes,
basta procurares no meu Coração que ainda estarás lá. Eu
jamais te apagarei. Tu poderás procurar-te e te encontrarás
em mim. Tu, então, te verás gravada, reproduzida ao vivo no
meu Coração e sentirás uma alegria imensa, quando perceberes
que a tua imagem ainda continua perfeita em mim” (História
de Santa Teresa, les Bollandistes, T. II, p.507).
A profunda amizade com que o Coração de Cristo quer
presentear seus amigos, aqueles que propagam sua devoção,
será motivo de grande alegria, de confiança e de serenidade.
Ele não é somente nosso amigo para sempre, mas é também o
nosso Deus, a quem foi dado todo poder. O Coração de Cristo
é, para nós, a onipotência à disposição da misericórdia
divina. É a encarnação da misericórdia do Pai. Se estivermos
gravados em seu Coração para sempre, nada mais nos poderá
separar dele. Nada precisaremos temer.
Margarida Maria lembra-nos que temos também a nossa parte a
fazer. Nós podemos ajudar a gravar nossos nomes no Coração
do Senhor, através de nossa caridade, do amor ao Coração de
Cristo e aos irmãos. Ela fala até que é “o ouro da caridade
pura” que ajudará a gravar nossos nomes no Coração de
Cristo. Essa promessa é para todos os que cultivam em si
mesmos o amor e ajudam os irmãos e as irmãs a encontrar o
amor, a misericórdia, no Coração de Cristo.
Pe. Francisco Sehnem, scj
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