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 12 Promessas do Coração de Jesus

 

 

 

“Farei reinar a paz em suas famílias”

Conta-se que certa vez um rei havia decidido entrar em guerra com o país vizinho. Enviou, então, exploradores para sondar o terreno e decidir como realizar a invasão com o menor risco possível. O rei enviara os seus mais valentes soldados. Quando eles voltaram, informaram ao rei que era impossível fazer a guerra. Exatamente, no único local seguro morava um jovem casal com dois filhinhos. Eram muito felizes, amavam-se profundamente e haviam acolhido com muita alegria o grupo que fora explorar o terreno. Jamais, disseram eles, havíamos sido recebidos por alguém dessa maneira e com tanta alegria. Jamais sentimos uma paz tão grande. A alegria e a paz dessa família contagiou a todos nós. Não temos condições de voltar lá, armados e destruir o que vimos.

Não era possível fazer a guerra, porque não se podia passar por aí e destruir a paz e a alegria daquela família. Lenda, estória ou história verdadeira... Eu não sei. Mas, essa história é sempre verdadeira. Quando, numa família, cultiva-se o amor e a alegria da vida familiar, haverá paz naquela casa. Ela se irradia e contamina tudo ao seu redor. E é ainda a base da paz na sociedade e mesmo entre as nações. Onde existe o amor, a guerra acaba.

É claro que a paz não se resume em ausência de problemas ou conflitos. É preciso ir mais longe, é preciso cultivar o amor, a hospitalidade, a acolhida de todos, a começar pelas pessoas da própria casa. Isso só será possível se houver algo, ou melhor, Alguém que sustenta tudo.

Para que o Coração de Jesus possa cumprir essa segunda promessa, ele precisa ter seu lugarzinho lá em casa, na nossa família. Precisamos convidar o Príncipe da Paz (nascido naquela noite de Belém) para entrar e reinar em nosso lar. Penso que um passo importante seja a consagração da família ao Coração de Jesus. Seria muito bom fazer a entronização de uma imagem ou gravura do Coração de Jesus nas casas. Mais ainda: precisamos redescobrir ou reinventar a oração em família. Somente se encontrarmos tempo para estar com o Senhor na oração, teremos também tempo, amor e paciência para estar com os outros (marido, mulher, filhos, pais...) e fazer de nossa casa um lugar onde todos têm vontade de ficar ou voltar.

Aquele e aquela que tiver tempo para estar com o Coração de Cristo, aprender dele e beber da fonte do amor, terá condições de ser portador/a de paz para os seus, para a sua família. A dose de amor necessária para uma dedicação tão grande como a exigida pelo amor de um pai, de uma mãe, em seu lar, somente existe no Coração de Cristo, que nos amou até o fim e deu a vida por isso, sem perguntar se nós merecíamos ou não.

E, quando lá em casa se cultivar esse amor gratuito, aprendido no Coração de Cristo, nada poderá destruir a nossa paz. Não haverá mais ódio, inveja ou divisão. Nenhum sofrimento nos fará perder a fé. O amor e o perdão darão sempre as cartas. E Cristo continuará cumprindo a sua promessa: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz” (Jo 14, 27).

Pe. Francisco Sehnem, scj

 

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