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Promessas do Coração de Jesus |
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“Farei reinar a paz em suas famílias”
Conta-se que certa vez um rei havia decidido entrar em
guerra com o país vizinho. Enviou, então, exploradores para
sondar o terreno e decidir como realizar a invasão com o
menor risco possível. O rei enviara os seus mais valentes
soldados. Quando eles voltaram, informaram ao rei que era
impossível fazer a guerra. Exatamente, no único local seguro
morava um jovem casal com dois filhinhos. Eram muito
felizes, amavam-se profundamente e haviam acolhido com muita
alegria o grupo que fora explorar o terreno. Jamais,
disseram eles, havíamos sido recebidos por alguém dessa
maneira e com tanta alegria. Jamais sentimos uma paz tão
grande. A alegria e a paz dessa família contagiou a todos
nós. Não temos condições de voltar lá, armados e destruir o
que vimos.
Não era possível fazer a guerra, porque não se podia passar
por aí e destruir a paz e a alegria daquela família. Lenda,
estória ou história verdadeira... Eu não sei. Mas, essa
história é sempre verdadeira. Quando, numa família,
cultiva-se o amor e a alegria da vida familiar, haverá paz
naquela casa. Ela se irradia e contamina tudo ao seu redor.
E é ainda a base da paz na sociedade e mesmo entre as
nações. Onde existe o amor, a guerra acaba.
É claro que a paz não se resume em ausência de problemas ou
conflitos. É preciso ir mais longe, é preciso cultivar o
amor, a hospitalidade, a acolhida de todos, a começar pelas
pessoas da própria casa. Isso só será possível se houver
algo, ou melhor, Alguém que sustenta tudo.
Para que o Coração de Jesus possa cumprir essa segunda
promessa, ele precisa ter seu lugarzinho lá em casa, na
nossa família. Precisamos convidar o Príncipe da Paz
(nascido naquela noite de Belém) para entrar e reinar em
nosso lar. Penso que um passo importante seja a consagração
da família ao Coração de Jesus. Seria muito bom fazer a
entronização de uma imagem ou gravura do Coração de Jesus
nas casas. Mais ainda: precisamos redescobrir ou reinventar
a oração em família. Somente se encontrarmos tempo para
estar com o Senhor na oração, teremos também tempo, amor e
paciência para estar com os outros (marido, mulher, filhos,
pais...) e fazer de nossa casa um lugar onde todos têm
vontade de ficar ou voltar.
Aquele e aquela que tiver tempo para estar com o Coração de
Cristo, aprender dele e beber da fonte do amor, terá
condições de ser portador/a de paz para os seus, para a sua
família. A dose de amor necessária para uma dedicação tão
grande como a exigida pelo amor de um pai, de uma mãe, em
seu lar, somente existe no Coração de Cristo, que nos amou
até o fim e deu a vida por isso, sem perguntar se nós
merecíamos ou não.
E, quando lá em casa se cultivar esse amor gratuito,
aprendido no Coração de Cristo, nada poderá destruir a nossa
paz. Não haverá mais ódio, inveja ou divisão. Nenhum
sofrimento nos fará perder a fé. O amor e o perdão darão
sempre as cartas. E Cristo continuará cumprindo a sua
promessa: “Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz” (Jo
14, 27).
Pe. Francisco Sehnem, scj
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