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Promessas do Coração de Jesus |
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“Os pecadores acharão em meu Coração a fonte
e o oceano infinito de misericórdia”
João Paulo II escreveu, na carta circular Dives in
misericordia (Deus rico em misericórdia), que “a Igreja
professa, de modo particular, a misericórdia de Deus e a
venera, voltando-se para o Coração de Cristo”. E explica
que, quando nos aproximamos do Coração de Cristo, nós
descobrimos nele o amor misericordioso do Pai. Entendemos,
ainda, que a missão principal de Jesus, aqui na terra, foi
revelar esse amor de bondade e misericórdia do Pai.
Jesus veio falar do Pai, do seu amor, um amor de perdão e de
misericórdia. Já no seu tempo, muitos tiveram dificuldades
para entender esse amor de Deus. Todos concordam que é
preciso amar os pobres, os necessitados, os sofredores, os
doentes. Mas amar e perdoar aqueles que pecam e até causam
sofrimentos aos outros não parece muito lógico.
Assim mesmo, Jesus continuava a insistir. Contava histórias
ou estórias, como a da ovelha perdida, a do filho pródigo e
a do bom samaritano. Aquele samaritano deu o seu tempo, o
seu conforto, a sua segurança e o seu dinheiro a um inimigo,
caído à beira da estrada. Ele superou as diferenças de raça,
de classe social e de religião. Mostrou ter um coração
gentil e misericordioso. Nessas histórias, Jesus queria
revelar-nos o rosto de seu Pai. No Coração de Cristo, temos
a revelação definitiva da misericórdia de Deus.
Jesus perdoou os pecados do paralítico, da pecadora pública.
De repente, encontram o Mestre tomando refeições nas casas
dos cobradores de impostos e visitando até o chefe dos
cobradores de impostos. Para entendermos bem o que isso
significava, basta lembrar que eles tinham uma fama bem
ruinzinha. Os romanos dominavam a terra de Jesus e os
publicanos (cobradores de impostos) cobravam imposto dos
seus irmãos judeus para o imperador pagão. Era o máximo de
degradação possível.
E Jesus falou coisas estranhas, como: “Felizes os
misericordiosos, porque obterão misericórdia”. “Eu quero a
misericórdia e não os sacrifícios”. “Não vim chamar os
justos, mas os pecadores”. “As prostitutas vos precederão no
Reino de Deus”.
Os evangelistas continuam escrevendo: ele teve compaixão e
ensinou com muita paciência. Teve compaixão e multiplicou o
pão para os famintos. Teve compaixão e curou os doentes.
Teve compaixão e perdoou os pecados. Teve compaixão e
ressuscitou o jovem de Naim, devolveu a vida a Lázaro. A
situação de ignorância, de fome, de doença, de sofrimento,
de pecado e morte atinge o Coração de Jesus e ele vai ao
encontro, sente necessidade de assumir como sua a realidade
de cada um.
Tudo isso fez de Jesus Cristo alguém muito próximo das
pessoas e que todas entendessem a sua mensagem. Muitas
vezes, também nós sentimos essa presença amiga, esse amor de
perdão e de misericórdia. A certeza da misericórdia do
Coração de Jesus é um convite para nunca perdermos a
esperança. João Paulo II, ainda na Dives in misericordia,
afirma que “hoje, como Igreja, viveremos uma vida autêntica
somente quando professarmos e proclamarmos a misericórdia, o
mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando
aproximarmos as pessoas das fontes da misericórdia do
Salvador”.
Pe. Francisco Sehnem, scj
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