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Promessas do Coração de Jesus |
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“As almas fervorosas, que se aproximam do
meu Coração, chegarão rapidamente a uma grande perfeição”
Não é muito difícil acreditar na oitava promessa de Cristo a
Margarida Maria. Quando Jesus apresentou são Cláudio la
Colombière a santa Margarida Maria, afirmou ser ele seu
‘amigo perfeito’, acrescentando reconhecer nele um servo
fiel. E, sem dúvida, as duas coisas caminham sempre juntas.
Não é possível ser amigo, amar alguém e não lhe prestar
serviço. Cláudio foi alguém que se deixou seduzir pelo amor
do Coração de Jesus. A iniciativa do amor é sempre do
Coração de Jesus. Ele continua hoje a fazer o convite:
“Venham a mim todos, entrem na minha escola, porque sou
manso e humilde de Coração”. E todos os que se deixam atrair
por esse Coração, aceitam entrar na sua escola e tornar-se
seus familiares, muito rapidamente, atrairão também outros
corações, porque a convivência com o Coração de Cristo
transforma, revoluciona toda sua vida.
Dele recebemos a água viva que, logo, transforma-se em fonte
de água em nós, transborda e invade tudo ao nosso redor. Ele
veio, também, trazer fogo a terra e quer que ele arda. Os
que bebem do amor de Cristo se elevarão rapidamente a uma
grande perfeição. Os que se aproximam do fogo,
necessariamente se aquecerão. Quem realmente entra na escola
do Coração de Cristo, que nos amou até o fim e deu vida por
nós, bem depressa será presença do seu amor para os irmãos e
as irmãs.
A perfeição que Jesus espera de nós é, sem dúvida, a
gratuidade no amor.
Um dia, são Francisco examinava em si mesmo as virtudes que
deveria ter um frade perfeito. Lembrando seus bons frades,
dizia que ele precisaria ter a fé de frei Bernardo; a
simplicidade e a pureza de frei Ângelo, juntamente com sua
cortesia e gentileza; a distinção e o bom senso natural de
frei Masseo e sua bela e piedosa eloqüência; o elevado grau
de contemplação de frei Gil; a prece virtuosa e constante de
frei Rufino; a paciência de frei Junípero; o vigor corporal
e espiritual de frei João da Laudes; a caridade de frei
Rogério, cuja vida inteira e a conversão foram inspiradas
por uma fervente caridade; enfim a inquietação de frei Lúcio
que, quando começava a gostar de um lugar, já se punha a
caminho, para não esquecer que ‘não temos aqui morada
permanente’.
Francisco se esforçava por adquirir todas essas virtudes. No
entanto, no final de sua vida, quando os frades lhe pediam
uma bênção e a expressão de sua última vontade, mandou
chamar à sua presença frei Bento de Pirato e pediu-lhe que
escrevesse: “Eu dou a bênção a todos os meus frades aqui
presentes e a todos os que vierem a entrar na Ordem, até o
fim do mundo. Que eles, em minha memória, de minha bênção e
de meu testamento, se amem sempre uns aos outros, com eu os
amei e amo”.
Francisco havia aprendido que há muitas virtudes
importantes, mas deixou como testamento o que ele descobrira
como o mais importante na escola do Coração de Cristo.
Deixou o mesmo testamento que Jesus já havia deixado para os
discípulos e para todos nós: “Amai-vos uns aos outros como
eu vos amei”. O santo havia se transformado em presença do
amor de Cristo para os seus. Agora pede que eles façam o
mesmo. E, se nós permitirmos, a promessa do Coração de Jesus
também se cumprirá em nós: seremos, logo, perfeitos em nosso
amor a Deus e aos irmãos.
Pe. Francisco Sehnem, scj
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