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 12 Promessas do Coração de Jesus

 

 

 

“As almas fervorosas, que se aproximam do meu Coração, chegarão rapidamente a uma grande perfeição”

Não é muito difícil acreditar na oitava promessa de Cristo a Margarida Maria. Quando Jesus apresentou são Cláudio la Colombière a santa Margarida Maria, afirmou ser ele seu ‘amigo perfeito’, acrescentando reconhecer nele um servo fiel. E, sem dúvida, as duas coisas caminham sempre juntas. Não é possível ser amigo, amar alguém e não lhe prestar serviço. Cláudio foi alguém que se deixou seduzir pelo amor do Coração de Jesus. A iniciativa do amor é sempre do Coração de Jesus. Ele continua hoje a fazer o convite: “Venham a mim todos, entrem na minha escola, porque sou manso e humilde de Coração”. E todos os que se deixam atrair por esse Coração, aceitam entrar na sua escola e tornar-se seus familiares, muito rapidamente, atrairão também outros corações, porque a convivência com o Coração de Cristo transforma, revoluciona toda sua vida.

Dele recebemos a água viva que, logo, transforma-se em fonte de água em nós, transborda e invade tudo ao nosso redor. Ele veio, também, trazer fogo a terra e quer que ele arda. Os que bebem do amor de Cristo se elevarão rapidamente a uma grande perfeição. Os que se aproximam do fogo, necessariamente se aquecerão. Quem realmente entra na escola do Coração de Cristo, que nos amou até o fim e deu vida por nós, bem depressa será presença do seu amor para os irmãos e as irmãs.

A perfeição que Jesus espera de nós é, sem dúvida, a gratuidade no amor.

Um dia, são Francisco examinava em si mesmo as virtudes que deveria ter um frade perfeito. Lembrando seus bons frades, dizia que ele precisaria ter a fé de frei Bernardo; a simplicidade e a pureza de frei Ângelo, juntamente com sua cortesia e gentileza; a distinção e o bom senso natural de frei Masseo e sua bela e piedosa eloqüência; o elevado grau de contemplação de frei Gil; a prece virtuosa e constante de frei Rufino; a paciência de frei Junípero; o vigor corporal e espiritual de frei João da Laudes; a caridade de frei Rogério, cuja vida inteira e a conversão foram inspiradas por uma fervente caridade; enfim a inquietação de frei Lúcio que, quando começava a gostar de um lugar, já se punha a caminho, para não esquecer que ‘não temos aqui morada permanente’.

Francisco se esforçava por adquirir todas essas virtudes. No entanto, no final de sua vida, quando os frades lhe pediam uma bênção e a expressão de sua última vontade, mandou chamar à sua presença frei Bento de Pirato e pediu-lhe que escrevesse: “Eu dou a bênção a todos os meus frades aqui presentes e a todos os que vierem a entrar na Ordem, até o fim do mundo. Que eles, em minha memória, de minha bênção e de meu testamento, se amem sempre uns aos outros, com eu os amei e amo”.

Francisco havia aprendido que há muitas virtudes importantes, mas deixou como testamento o que ele descobrira como o mais importante na escola do Coração de Cristo. Deixou o mesmo testamento que Jesus já havia deixado para os discípulos e para todos nós: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. O santo havia se transformado em presença do amor de Cristo para os seus. Agora pede que eles façam o mesmo. E, se nós permitirmos, a promessa do Coração de Jesus também se cumprirá em nós: seremos, logo, perfeitos em nosso amor a Deus e aos irmãos.

Pe. Francisco Sehnem, scj

 

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