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1. Não matar. É o mandamento de Deus.
A vida das pessoas é única, original,
irrepetível. A cultura da vida faz parte da
educação para o trânsito. O consumismo nos
transforma em homicidas nas estradas e ruas.
2. Fazer da estrada um instrumento de
união, não de morte. A rua, as estradas
são de todos, são um bem social, comum,
comunitário. Por isso, não podemos ser
egoístas, prepotentes, donos das ruas e
estradas, mas devemos fazer delas um meio,
um lugar de comunhão. |
3. Ser prudente, correto e gentil. Estas são
as três virtudes do motorista. Elas são
desdobramentos do amor fraterno. A cortesia supera a
grosseria, a correção protege o bem comum e a
prudência leva ao bom senso, ao reto agir e a ter
cuidado.
4. O motorista deve ter caridade, ser sensível
com o próximo. É como o bom samaritano, tem zelo
pelos outros e socorre as vítimas. O motorista é
como um anjo da vida, guarda e cuida da vida pessoal
e dos outros. Caminhemos na estrada de Jesus. Ele é
o caminho.
5. Não transformar o carro numa expressão de
poder. Ter automóvel não é status, poder,
dominação, superioridade. Quem pensa assim está no
estágio da infantilidade e das aparências. O carro é
para servir, nunca deve ser ocasião para o pecado. É
lamentável fazer do automóvel um meio de orgulho e
vaidade. A lei do mais forte é a lei da selva.
6. Convencer aos que não têm condições de
dirigir, a não fazê-lo. Pessoas alcoolizadas,
drogadas, sonolentas, sem habilitação, em alto
estado emocional ou que não observam as leis do
trânsito, não devem dirigir.
7. Ajudar as famílias dos acidentados. Um
acidente de trânsito prejudica muitas pessoas,
famílias inteiras e à comunidade. O pecado do
trânsito é um pecado social, comunitário, que fere
muitas pessoas. É dever ético ajudar as famílias dos
acidentados. Há muitas maneiras de ajudar.
8. Reunir o culpado do acidente e a vítima para
que possam perdoar-se. A raiva, a mágoa, o
ressentimento são tão negativos quanto os males
físicos. Sem o perdão é difícil esquecer os males
sofridos, obter a cura física e emocional, inclusive
a cura dos traumas.
9. Na rua seja protegida a parte mais vulnerável.
São as crianças, os idosos, os doentes, os
pedestres. A educação para o trânsito tem
orientações para os pedestres e para a comunidade.
Portanto, é um conjunto de responsabilidades: o
motorista, o pedestre, o carro, a estrada.
10. Ser responsável para com o próximo. Ter
carro, correr, vencer, lucrar são realidades da vida
moderna, que convidam para o consumismo e interesses
pessoais. Esquecemos facilmente dos outros, do
próximo, dos irmãos. Martin Luther King dizia: “Ou
vivemos como irmãos, ou morreremos como loucos”.
Sejamos responsáveis e pacientes no trânsito para
não sermos pacientes nos hospitais.
Dom Orlando Brandes - presidente da Comissão para a
Vida e a Família da CNBB
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