21 de março de 2010

A SECRETARIA DA MISERICÓRDIA



Jesus veio ao nosso planeta como Salvador. Seu nome, traduzido para a nossa língua, corresponde a Salvador. Por certo, você conhece alguém com esse nome. Aliás, o nome Jesus indica exatamente sua missão salvífica. Quando o arcanjo Gabriel anunciou o seu nascimento, disse: “Por-lhe-ás o nome de Jesus, porque ele vem para salvar o povo de seus pecados” (Mt 1,21).
Nos três anos de sua vida pública, Jesus pôs em execução todo um programa salvador. Anunciou todas as verdades a respeito de Deus, a respeito do sentido e do destino da vida humana, bem como o signi-ficado de todas as coisas terrenas e celestes. Ao mesmo tempo, foi realizando a salvação, convertendo os corações, perdoando os pecadores, curando todo tipo de doenças e enfermidades, expulsando os demônios, ressuscitado mortos, e realizando muitas maravilhas, a fim de que cressem nele. Crendo, o aceitassem como Salvador e aceitassem as verdades por ele ensinadas.
Sabendo que sua passagem terrena seria breve, Jesus providenciou tudo quando seria necessário a fim de que o processo de salvação prosseguisse até o fim dos tempos. Jesus fundou a sua Igreja, e nela dei-xou todos os meios e instrumentos, a fim de que o processo de salvação da humanidade prossiga. Na Igreja encontramos todas as fontes de graças salvíficas bem como todos os meios e instrumentos de salvação. Na Igreja encontramos Deus Pai com seu infinito amor paterno e misericordioso; encontramos Jesus ressusci-tado que, por sua presença viva, continua anunciando e fazendo a salvação acontecer; encontramos o Espíri-to Santo, agente secreto e dinamizador de todas as graças de salvação e de santidade; encontramos Maria, os Anjos e Santos, que nos estimulam com seu exemplo e intercedem por nós. Na Igreja temos a Palavra de Deus, luz que ilumina os corações e os orienta pelos caminhos de Deus; temos os sete Sacramentos, quais sete grandes fontes de graças de salvação e de santidade; temos a hierarquia que torna visível a presença de Jesus e exerce todas as funções para a salvação e santidade do povo de Deus; temos a riqueza da liturgia e de todas as ações e orações litúrgicas; temos os sacramentais e muitas maravilhosas tradições religiosas que, em síntese, são e precisam ser canais de graças de salvação e de santidade para o povo de Deus.
Tudo procede do Deus salvador, e tudo converge para o ser humano que precisa ser salvo. O rela-cionamento entre o Deus vivo e o ser humano é um relacionamento essencialmente salvífico, salvador. Pois todo ser humano precisa de salvação, e quem salva é Deus.

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JA PENSOU NISSO ?



Impressiona-me muito uma realidade! Na justiça humana, quando uma pessoa comete um delito, e se comprova deveras que o delito aconteceu, quer mais ou menos grave, ela é julgada e “sempre condenada”, de acordo com a lei, não importando se a pessoa se arrepende ou não. Na justiça divina, ocorre o contrário. Sempre que o pecador reconhece o erro e se arrepende, por mais grave que seja o erro, ele é “sempre perdoado”! Sempre! Todas as vezes! Que maravilha divina! A confissão é sempre a hora do perdão! Jamais da condenação! A sentença é sempre positiva. E sempre a mesma: “Eu te perdôo!... Vai, e não peques mais!... Por que carregar culpas, erros, pecados, que poderiam nos condenar para a vida eterna, se podemos ser perdoados com tanta facilidade, e sempre? Por que não procurar sempre o perdão de Jesus na Confissão?
Já pensou também nisto? - A confissão é “remédio... e vitamina”. Remédio para curar o pecado, as fraquezas humanas, as tendências viciosas, as conseqüências dos pecados, enfim, os males espirituais, psicológicos e emocionais, ligados aos pecados. Vitamina para fortalecer a graça santificante que puxa, induz para a santidade; para fortificar a vida cristã de cada dia, a pratica das virtudes, a realização das boas obras. Aliás, é por esta segunda razão que muitos Santos do passado e do presente celebravam a confissão toda semana, ou até mais vezes por semana. Ouvi um sacerdote dizer que o Papa se confessa mais vezes por se-mana. Com certeza não é por causa de pecados, mas para buscar graças divinas. Será que muitas forças do Papa não procedem dos encontros que faz com Jesus vivo, na Confissão? Estes Santos são expertos: buscam na confissão as vitaminas, as forças para vencer as dificuldades e para crescer na santidade. São mesmo bem expertos! Deveríamos também nós ficarmos assim expertos!
Já pensou também nisto? – A Confissão não é um momento de tristeza, de fossa, de depressão, de medo. Ela é um momento de reconciliação, de paz, de alegria, de esperança e de trasbordamento de vida. Por quê? Porque acontece o perdão total, a reconciliação com Deus, consigo e com os irmãos. Porque não somos condenados, mas perdoados. Deveríamos sair da confissão pulando de alegria, sorrindo e cantando, exatamente porque fomos perdoados. Não condenados.
Já pensou em fazer uma maravilhosa confissão em preparação para a festa do natalício de Jesus? Uma confissão que seja um profundo encontro pessoal com Jesus?

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16 de março de 2010

A CRUZ: FONTE DE SALVAÇÃO


O imperador romano Constantino, filho de Santa Helena, converteu-se ao cristianismo e favoreceu decisivamente a liberdade dos cristãos, e a difusão da Igreja por toda parte, no império romano. Constantino mandou construir duas basílicas em Jerusalém: uma sobre o Calvário e outra sobre o Santo Sepulcro. Elas foram dedicadas e consagradas no dia 13 de setembro de 335. A partir de então, no dia seguinte, 14 de setembro, reunia-se o povo em solenidade para mostrar o que havia restado da Santa Cruz de Jesus, ensinando e exortando os cristãos sobre o significado da cruz. Desse costume louvável surgiu a festa da Santa Cruz, celebrada nesse dia 14 de setembro. A essa data acrescentou-se a lembrança da vitória do imperador Heráclio sobre os persas, em 630, dos quais o imperador arrebatou e recuperou as relíquias da Santa Cruz, então levadas de volta solenemente para Jerusalém. Desde esse acontecimento, celebramos na mesma data a festa do triunfo da cruz de Jesus Cristo.

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A CRUZ - NOSSA IDENTIDADE



A cruz é o sinal que identifica os cristãos. Este sinal de identidade surgiu do fato histórico e místico da morte de Jesus Cristo, pregado numa cruz. O plano divino de Deus Pai para a salvação da humanidade devia passar pela encarnação, vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus. A paixão e morte de Jesus, na cruz, foi o preço exigido por Deus Pai para a salvação da humanida-de. A entrega livre e voluntária que Jesus fez de si mesmo à vontade salvífica do Pai, abraçando e carregando a cruz, deixando-se crucificar, sofrendo todos os horrores de uma crucificação e morrendo na cruz, resultou na salvação da humanidade, bem como em todas as graças e bênçãos já alcançadas, e em todas as que ainda irão acontecer na humanidade. A paixão, a morte e a res-surreição de Jesus são a fonte de todas as graças e bênçãos que já aconteceram desde a criação do mundo, e que continuarão a acontecer até o fim dos tempos.
No tempo de Jesus, a cruz era a forma de pena de morte que o direito romano aplicava aos grandes criminosos condenados à morte. Assim como em nossos tempos, onde ainda existe a pena de morte e ela é a aplicada por meio da cadeira elétrica, ou de uma injeção letal, ou por enforca-mento, ou por fuzilamento etc. assim, a lei romana determinava a pena de “crucificação” aos condenados à morte. Esta lei foi aplicada a Jesus, por ter sido condenado à morte. Jesus foi cruci-ficado. A cruz, portanto, era instrumento de condenação, de castigo máximo, de morte.
Com a crucificação e morte de Jesus, a cruz recebeu um “novo” significado. Um signifi-cado, aliás, exatamente oposto. Antes da morte de Jesus, a cruz era símbolo de condenação, de sofrimento e de morte. Agora, após a crucificação e morte de Jesus, a cruz é símbolo de salvação, de vida, de bênção, de libertação, de cura e de santificação. Antes era maldição. Agora é salvação.

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O PODER DA CRUZ DE JESUS



É preciso compreender de imediato que o poder salvífico da cruz não está simplesmente no fato de ela ser uma cruz. Sua força de vida e salvação, de bênção e santidade, não está nas duas traves encaixadas em forma de cruz. O que lhe dá o novo significado é o fato de Jesus, filho de Deus, tê-la abraçado livremente, carregado com paciência e de ter sacrificado sua vida, entre-gando-se à morte de cruz. Quem dá o novo sentido à cruz é Jesus crucificado e ressuscitado. Desvinculada da pessoa de Jesus, a cruz não tem o menor significado, e nenhum poder.
A presença deste sinal em inúmeros lugares: no cimo das torres das igrejas, dentro das catedrais, santuários, igrejas, capelas, oratórios, tumbas de cemitério, bem como em nossas casas, dentro dos carros, pendurada em nosso pescoço etc. bem demonstra a “força do simbolismo” da cruz redentora de Jesus. Ao olharmos para as cruzes, recordamos Jesus crucificado, o qual é a razão de nossa salvação, libertação, bênção e santificação. Quer com o corpo de Jesus pendurado, quer sem ele, a cruz fala muito alto e forte. Ela proclama que possuímos um Salvador. Ela revela que fomos salvos graças à crucificação de Jesus. Ela conclama, grita e insiste para que nós nos apropriemos da salvação realizada por Jesus na cruz. Ela convida a que aceitemos Jesus Cristo, creiamos nele, vivamos em sua Igreja, busquemos a salvação em seus sacramentos e em todos os outros canais de graças e bênçãos existentes na Igreja.
Traçamos muitas vezes o sinal da cruz sobre nós mesmos, exatamente com a finalidade de atrair sobre nós a salvação de Jesus, a proteção do seu poder, as bênçãos de que temos necessida-de, bem como para afastar de nós o inimigo de nossa salvação, com suas tentações e seduções.

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22 de fevereiro de 2010

MÁGOAS DO TIO FALECIDO



“Papai tinha uma empresa em sociedade com um tio, irmão mais velho dele. Por diversos anos a empresa funcionou muito bem, cresceu e deu bons lucros. Tanto meu tio como papai, graças à empresa, construíram boas residências, compraram apartamento na praia, enfim, puderam dar às nossas famílias um muito bom nível de vida.
Após quase vinte anos, papai percebeu que as coisas começaram a tomar rumos estranhos. Enquanto os lucros caíam cada vez mais e a empresa entrou em dificuldades, meu tio enriquecia mais e mais. Para encurtar a história: a empresa faliu, porque devia demais aos fornecedores. Para pagá-los judicialmente, papai teve que vender quase tudo. Só sobrou a casa e um carro. No entanto, meu tio está por cima. Papai descobriu tarde demais que, em vez de pagar os fornecedores, meu tio desviava e aplicava o dinheiro em bancos, em nome de fantasmas. Papai sofreu e sofre muito com tudo o que ocorreu.
Meu tio recentemente teve um câncer no fígado e morreu. Sabe, eu tenho muita mágoa dele e de toda sua família. Pior. Ás vezes me surpreendo sentindo como uma satisfação vingativa por ele ter morrido. Sinto-me muito mal ao perceber isso. Tais sentimentos não me fazem bem. Nem resolvem qualquer problema.”
O desamor entre familiares
Há muitos casos semelhantes de pessoas revoltadas e magoadas por causa de problemas familiares surgidos com fraudes materiais, nas divisões de heranças ou por outras razões semelhantes. As vítimas passam a sofrer duplamente. Sofrem com o problema como tal, e sofrem suas conseqüências, ou seja, sentimentos dolorosos de ódios, raivas, ressentimentos, sentimentos de vingança etc. Mais. Por causa desses sentimentos de desamor surgem, depois, problemas de depressão, desequilíbrios emocionais e tantos outros problemas de saúde física.
Ocorrendo o problema, o que se deve fazer é buscar e aplicar soluções. Principalmente quanto às conseqüências humanas, emocionais. No caso do nosso jovem, com certeza nada poderá recuperar materialmente. Mais importante do que recuperar bens materiais, porém, é curar o coração ferido, curar os sentimentos feridos, curar o íntimo do jovem.
Para conseguir a cura dos corações feridos é preciso trabalhar em duas áreas interiores. Primeira: “eliminar toda a rejeição ao fato ocorrido”, pois o íntimo, o coração não acolhe, não aceita, não quer admitir o que aconteceu, ou seja: a trapaça, a perda dos bens, a queda do nível de vida, e que tudo tenha sido causado pelo próprio tio. Pelo fato de não aceitar, o coração “rejeita” aqueles fatos. Cria-se, portanto, uma rejeição psicológica e emocional. Essa
rejeição torna-se uma força viva, poderosa, ativa, que mantém acesa a chama do desamor, das emoções feridas, como o ódio, a raiva, a mágoa, a vingança, a tristeza e outros. É preciso, pois, desalojar o processo de rejeição, substituindo-o por um processo inverso de “aceitação”. É preciso internalizar uma aceitação de tudo o que ocorreu, e da realidade tal qual é.
É preciso entender que “aceitar” não é justificar, nem aprovar, nem pôr panos quentes, ou afirmar que foi justo, legal e bom o que ocorreu. Não. Esta aceitação necessária para a cura das emoções consiste em acolher o problema como um fato histórico ocorrido e irreversível. Aconteceu? Sim. Aconteceu. É um fato. Não dá para fazer o tempo retornar e evitar o que aconteceu. É preciso, pois, aceitar a realidade histórica dos fatos para eliminar a rejeição e chegar à cura emocional.
Decidir-se a solucionar o problema
Como realizar essa terapia? Procure um lugar tranqüilo. Concentre-se. Raciocine e decida-se aceitar os fatos ocorridos para seu próprio bem e saúde. Fale consigo mesmo, diga seu nome, e afirme que você aceita, que acolhe aqueles fatos. “Eu, Fábio, aceito, acolho como parte de minha vida que papai tenha feito sociedade dom meu tio. Eu aceito. Aceito e acolho que após anos, tio Alfredo tenha começado a trapacear nos negócios. Aceito o fato de ele ter desviado tanto dinheiro. Aceito e acolho que papai jamais tenha suspeitado e ficado alerta. Eu aceito, ainda, que a empresa tenha falido. Aceito e acolho como parte de nossa vida que tenhamos perdido quase tudo. Eu aceito ...” E continua verbalizando essa aceitação em relação a todos os fatos negativos rejeitados por seu coração. Falar prolongadamente. Repetir muito as palavras: eu aceito, eu acolho, eu admito.
Segunda. Curar as feridas emocionais. O coração ficou muito ferido pelos acontecimentos. Para curar essas feridas, nada melhor, nada mais rápido e profundo do que a terapia do perdão. Perdoar tudo. Perdoar profundamente. Perdoar repetidas vezes. Esse perdão não beneficia o tio. Beneficia, sim, a quem perdoa. Pergunto: Quem está ferido? Quem está sofrendo? Conservar o sofrimento resolve algum problema? A solução, pois é perdoar. Ao perdoar, o coração fica curado, as emoções dolorosas são sanadas, e todas as suas seqüelas emocionais ou físicas são eliminadas.
O perdão que cura
Como fazê-lo? Logo após a terapia da aceitação, trazer pela imaginação a pessoa que causou o problema e, conversando com ela, como se estivesse fisicamente presente, perdoá-la de tudo o que aconteceu. Fato por fato. Ofensa por ofensa. Prejuízo por prejuízo. Detalhadamente. “Tio Alfredo, eu o perdôo de todo coração pela sua fraqueza de personalidade, e por um dia ter planejado prejudicar papai e nossa família. Eu o perdôo. Perdôo-o por todo desvio de dinheiro... Pela trapaça com fantasmas... Eu o perdôo por ter criado a crise financeira da empresa... Perdôo-o por ter levado papai a perder quase tudo o que possuía...” Desta forma, se possível falando em voz audível, vai perdoando de tudo quanto ocorreu.
Para que o coração fique plenamente curado e a pessoa possa sentir-me normal, sadia, com todo o problema superado, é preciso repetir esses dois passos: a aceitação e o perdão, por diversas vezes. Muitas vezes. Até sentir-se bem. Até sentir-se curado.

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3 de fevereiro de 2010

O OXIGÊNIO DO AMOR



O oxigênio mais importante e necessário para o seu coração jovem, o alimento mais desejado e melhor saboreado por você, é o amor. De forma particular, o amor afetivo.
A fase tão bela e importante de sua juventude está, natural e necessariamente envolta pela atmosfera do amor. O seu coração jovem deseja e espera receber muito amor dos pais e irmãos, dos familiares e amigos, enfim, de todos aqueles com quem se relaciona. É próprio do seu coração esperar receber amor, muito amor, pois necessita dessa seiva vital para amadurecer, para sentir-se pleno, realizado e feliz. O maior vazio, o mais doloroso e angustiante vazio, é o do coração carente de amor.
Além de desejar e esperar receber muito amor, o seu coração jovem sente uma necessidade incontida de amar, de dar amor afetivo, de sentir-se amando afetivamen-te. Essa experiência faz vibrar seu coração e lhe proporciona uma sensação de felicidade e plenitude, de sucesso e maturidade.
Apesar da experiência desejada do corte definitivo do cordão umbilical, isto é, da busca da liberdade e independência em relação aos seus pais e irmãos, você se sente muito bem quando percebe que está amando afetivamente aos pais, e por isso, consegue dialogar, questionar com amor, conviver em harmonia com eles. É que seu coração sente necessidade de amar afetivamente e gosta de perceber o sucesso desta experiência de amor.
Mais ainda. O seu coração jovem sente necessidade imperiosa de amar a alguém de outro sexo, em quem “achou graça”, e por quem se afeiçoou. Aliás, este impulso é movido por dupla força: o anseio natural de amar, e o desejo existencial de se completar, formando casal.
Embora o anseio de amar a alguém do sexo oposto sempre contenha uma par-cela menor ou maior de desejo erótico, nesse anseio predominam: o êxtase do amor afetivo, a realização que proporciona, a sensação de sucesso no amor, e a plenitude do coração.
Esta experiência do sucesso no amor deixa você feliz. Mais. Ela é importante para sua maturação humana e segurança pessoal. É uma experiência e ventura muito desejáveis para todos os jovens. Quero dizer: oxalá todos os jovens, todos, sem exceção, realizassem com sucesso pleno tal experiência e ventura do “ser amado e do amar”. O fracasso que nenhum jovem deveria experimentar é o do “não ser amado, não sentir-se amado e não conseguir amar”. Esse fracasso quebra a espinha dorsal da personalidade do jovem, gera uma profunda sensação de vazio e infelicidade, leva-o a procurar satisfazer-se com aquilo que não pode preencher, e que muitas vezes, aumenta ainda mais o vazio interior e a sensação de infelicidade.
O oxigênio mais importante é o amor!

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MAMÃE MORREU... AGORA É TARDE!



Piero, um jovem de dezessete anos, um dia foi acordado bem cedo. Deram-lhe uma triste e dolorosa notícia: sua mãe teve um enfarto fulminante e morreu. Foi encontrada morta na cama.
Passados os dias dolorosos do velório, do sepultamento, da grande ausência e saudades, Piero entrou em profundo sentimento de remorso e de auto-condenação. A lembrança dos muitos sofrimentos que havia causado à mãezinha não lhe saíam da mente. Martelavam sua consciência de dia e de noite
Na ânsia de ser livre, de ser dono de seu nariz, de sair de casa e voltar quando quisesse ou bem entendesse, a qualquer hora da noite, sem dar satisfação aos pais, Piero provocou muitos atritos com os pais. Discutiu, brigou, desobedeceu, desabafou, disse palavras pesadas e humilhantes. Jamais aceitou dialogar e chegar a algum acordo com os pais. Fez sua mãe chorar muitas vezes. Ele era a grande preocupação dos pais e de toda a família. Chegou a ficar dias e dias sem sequer cumprimentar seus pais.
A volta ao amor pela dor
A morte súbita da mãe caiu em seu coração como uma bomba. Transtornou todo seu interior. Caiu em si e percebeu quantos e quão grandes sofrimentos havia causado a ela. Percebeu muito bem sua ingratidão, seu desamor, injustiça e maldade cometidas contra os pais.
Um profundo sentimento de arrependimento, de remorso e de abatimento envolveu todo seu ser. Dizia: “Eu daria tudo para poder pedir perdão a mamãe e refazer todo mal que fiz contra ela... Mas agora é tarde! Mamãe morreu!”
Muitas pessoas têm sofrimentos semelhantes aos de Piero. Sentem remorsos dolorosos em relação a entes queridos falecidos, por não tê-los amado em vida, por não ter cuidado bem deles na enfermidade ou velhice, por tê-los ofendido, injustiçado, maltratado em vida. Tais remorsos geram outros sentimentos negativos como: auto-condenação, auto punição, ódios ou raivas de si mesmos e profundos sentimentos de tristeza.
Como prestar auxílio eficaz a essas pessoas para se libertarem de seus sofrimentos?
Em primeiro lugar é preciso ensiná-los, convencê-los e levá-los a pedir perdão ao ente querido falecido. É preciso recordar-lhes que os falecidos vivem. A morte é apenas uma páscoa, uma passagem desta, para outra vida melhor, vivida junto a Deus para sempre. Ora, se os falecidos existem, vivem junto a Deus, há condições de, através da oração do perdão, fazer chegar a eles o seu pedido de perdão.
É preciso curar-se para viver melhor
Como agir concretamente? Procure um lugar silencioso: seu quarto, o escritório, a sala, uma igreja. Entre em clima de oração e ore brevemente. Em seguida, traga pela imaginação a pessoa falecida. Imagine-a viva, bela, feliz, rejuvenescida, sadia, amiga, assim como ela está junto de Deus. Agora fale com ela, como se ela estivesse realmente presente. Fale prolongadamente, se possível em voz audível. Fale para pedir-lhe perdão profunda e detalhadamente por todos os desamores, ofensas, sofrimentos causados a ela em vida. Peça perdão por tudo quanto seu coração lamenta ter agido de forma errada contra ela.
Em segundo lugar, é preciso ensinar, convencer e levar a pessoa a perdoar-se a si mesma, por ter ofendido, por não ter amado ou prejudicado o falecido. O auto-perdão, ou seja, o perdoar-se a si mesmo é um remédio poderoso e eficaz para curar toda mágoa de si, pelo fato de ter ofendido a pessoa falecida.
Como agir concretamente? Logo após ter pedido perdão ao ente querido falecido, você continua falando consigo mesmo, em voz audível, perdoando-se profundamente. Você diz seu próprio nome e perdoa-se detalhada-mente por todo sofrimento causado à pessoa falecida. Por exemplo: “Eu Piero, me perdoo de todo coração por todo sofrimento causado a mamãe. Eu me perdoo de todo coração. Perdoo-me por todas as lágrimas que chorou por minha causa. Perdoo-me por todas as palavras duras, ingratas, ofensivas que lancei em seu rosto. Eu me perdoo...” E prossegue perdoando-se detalhadamente, repassando todas as ofensas cometidas. Algo importante: é preciso repetir estas duas formas de perdão mais vezes, muitas vezes. Na repetição diária está o segredo do sucesso, ou seja, o segredo da cura total de todo auto--desamor e dos remorsos.

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27 de janeiro de 2010

SE ARREPENDIMENTO MATASSE



Muitas pessoas carregam o pesado fardo do remorso, da autocondenação, da raiva ou mágoa de si mesmos, da vergonha por erros cometidos, por fracassos ou quedas acontecidas. Esses sentimentos de autodesamor geram um clima psicológico e emocional muito ruim e prejudicial para a própria pessoa, bem como dificuldades a todo bom relacionamento, como também criam problemas à saúde física.
Uma forma simples, mas poderosa e eficaz de curar todos esses sentimentos de auto-desamor é a prática do auto-perdão. O perdão dado a si mesmo, perdão generoso, misericordioso e repetido muitas vezes, é capaz de curar profunda e complemente todos os sentimentos de auto-desamor.
É preciso compreender que perdoar-se não é apenas justificar-se, racionalizar os erros cometi-dos, pôr panos quentes, ou isentar-se de culpa. Perdoar-se é reconhecer o erro, reconhecer que agiu de forma equivocada e negativa, que causou prejuízos a si ou a outras pessoas e, por ter errado, tomar a decisão consciente de absolver-se, de perdoar-se dos erros cometidos.

A cura pelo autoperdão
Como concretizar essa terapia do autoperdão? - Você procura um lugar silencioso, como: seu quarto, a sala da casa, o escritório ou uma igreja. Concentra-se. Ora por uns instantes e pede a Jesus a força interior de poder perdoar-se profundamente. Em seguida, fala consigo mesmo, diz seu próprio nome e perdoa-se detalhadamente de tudo quanto seu coração o acusa. Perdoa-se, absolve-se dos erros cometidos e de suas conseqüências. Por exemplo: “Eu, Joacir, me perdôo de todo coração por ter ofendido tão gravemente minha esposa, na discussão que tivemos. Eu me perdôo de todo coração. Eu me perdôo por tê-la agredido com palavras tão duras. Perdôo-me por tê-la entristecido tanto, e tê-la feito chorar tanto. Eu me perdôo por ter criado aquele clima tão triste e penoso dentro do lar. Eu errei muito, mas eu me perdôo de todo coração”.
Dessa forma, você vai se absolvendo de tudo aquilo que está sendo causa de seus sentimentos de auto-desamor. Você pode percorrer toda sua vida e perdoar-se dos possíveis erros cometidos contra seus pais e irmãos, contra o cônjuge e filhos, contra sua própria pessoa, ou contra outros.
É importantíssimo repetir essa terapia mais vezes. Uma ou duas vezes ao dia, até sentir-se pro-fundamente perdoado, curado e liberto de todo autodesamor. O segredo da cura está na “repetição” do auto-perdão.
Curar-se de todos os sentimentos de auto-desamor é uma bênção para sua própria vida.

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21 de janeiro de 2010

CORAÇÃO CURADO:SAÚDE E FELICIDADE

Seu coração emocional já deve ter sido ferido. Talvez esteja ferido agora. E poderá sê-lo ainda muitas vezes, antes do fim de seus dias. Infelizmente!
Você já ouviu expressões como estas: “Papai me feriu muito quando traiu mamãe!” “Você me feriu (magoou, ofendeu...) quando me tratou daquela forma!!” “Estou muito ferido (magoado, ofendido...) por causa do que falaram de mim!” Quem foi ferido? O coração emocional da pessoa. O que aconteceu com esse coração? Foi ferido, ofendido, magoado. Foi-lhe feito uma ferida. Não uma lesão física, é claro. Foi-lhe causado um impacto doloroso, uma marca emocional dolorosa, uma experiência de desamor sofrido.
As feridas do coração são muito dolorosas. Você sabe, com certeza, com são dolorosas as feridas do coração de uma esposa traída pelo marido. Como são dolorosas as feridas de um pai humilhado pelo filho. As de uma namorada enganado pelo namorado. As de um amigo fiel traído por ele. As feridas de uma mãe decepcionada com a droga do filho. Na verdade, todas as feridas do coração são dolorosas.
As feridas de seu coração podem ter sido feitas por seu pai, por sua mãe, por um irmão de sangue, por parentes, por namorados, por professores, amigos, colegas de escola, colegas de trabalho, ou por superiores, no trabalho. Enfim, por alguém que o tratou com desamor, de forma injusta e dolorosa.
Como se pode curar as feridas do coração? E como eliminar todas as suas desagradáveis e dolorosas conseqüências espirituais, psicológicas, emocionais, físicas e familiares?

A pomada de Jesus
A melhor terapia, a melhor pomada, o melhor remédio é o ensinado pelo divino médico e psiquiatra, Jesus Cristo vivo. Ele cura rápida, profunda e facilmente qualquer ferida. A pomada, a terapia de Jesus chama-se perdão! Exatamente isto: perdão! O perdão repetido 70X7, como ensinou o divino médico. Aliás, a repetição do perdão é o segredo do sucesso na cura do coração. Pergunto: “Se você sofreu um corte na coxa e quer curá-lo, quantos curativos faz? Já sei sua resposta: “Até ficar curado!” Exato. Se for preciso, você repete o curativo dez, quinze, vinte vezes... até sarar. Exatamente isto é o 70X7... repetir o perdão até que sua ferida fique curada e as dores: a mágoa, a raiva, o ódio, a tristeza, desapareçam. Até você sentir-se muito bem. Até sentir que as emoções dolorosas desapareceram por completo.
Você precisaria procurar a pessoa que feriu seu coração e falar com ela, repetindo o perdão 70X7? Não. Para curar-se, você procura um lugar silencioso como: seu quarto, uma sala, seu escritório, uma igreja. Concentra-se e ora por uns instantes. Após, você traz pela imaginação a pessoa que feriu seu coração, fala com ela, se possível em voz audível, e perdoa-a, ofensa por ofensa, detalhadamente. Fale muito as expressões: “eu te perdôo... eu te perdôo de todo coração... eu te perdôo por todo mal que me fizeste... eu te perdôo por todo sofrimento que me causaste”. Repita essa oração todos os dias, 70X7. Experimente. Persevere. Verá os efeitos surgirem muito mais depressa do que imagina. Sentirá seu coração curado.
Se você tiver muita necessidade de curar seu coração e para isso precisar aprofundar melhor esses conhecimentos, procure o livrinho: “Oração de Amorização: A cura do Coração”.
(Pedidos: Edições Loyola. F. (011) 26914.1922)

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29 de dezembro de 2009

ABENÇOADO ANO DE 2.010


Ano Novo - Vida Nova

É um bom indicativo: “Ano Novo, vida nova”. Quem precisa de vida nova no Ano Novo? Aquele que “envelheceu” no ano que findou, ou nos anos anteriores. Refiro-me a quem envelhe-ceu no sentido bíblico. Envelheceu, quem deixou o “homem velho” ou a “mulher velha” de toda forma de erros, vícios e pecados tomarem conta de sua vida (Ef 4, 17ss. Gal 5,16-23) Portanto, envelheceu quem se deixou levar pelo egoísmo, pela vaidade, pelo orgulho, pelos prazeres pe-caminosos e pelo consumismo; pelo erotismo sob as mais diversas formas, pela infidelidade no namoro, no noivado ou no casamento; pela ganância, pelo desânimo, pela busca de poderes extraordinários ou de riquezas fáceis junto a falsas religiões; pelo abandono de sua vida cristã, e por tantos outros vícios, misérias humanas ou pecados pessoais, familiares ou sociais.
Envelheceu, portanto, quem deu lugar ao mal em seu coração, quem não viveu o amor, quem não andou pelos caminhos de Jesus. Quem assim envelheceu deveria assumir este dizer: “Ano novo, vida nova”.
Por certo, impulsionado por seus ideais elevados, seguindo os passos de Jesus em sua Igreja, buscando uma realização plena de sua pessoa nos melhores e verdadeiros caminhos do amor e da felicidade, você não envelheceu. Você se renovou.
Em 2010 você está mais renovado, rejuvenescido do que em 2.009. Mais realista e idea-lista, apesar dos problemas nacionais, familiares ou pessoais; com mais garra para atingir seus objetivos para esse novo ano; com mais experiência para saber solucionar problemas, enfrentar desafios, buscar metas, realizar sonhos; com mais fé e profundidade religiosa para saber que pode contar com seu Deus vivo, com o auxílio da Mãe celeste.
Se, porventura, houve tropeços, houve problemas em 2.009, faça deles um trampolim para saltar ainda mais alto e mais longe em sua caminhada, em 2.010. Se houve fracassos, não fique olhando para trás, mas faça deles um aprendizado para planejar e conquistar sucessos e mais sucessos no novo ano.
Ano novo, vida nova. Vida renovada, orientada para ideais nobres e grandes. Vida sábia em programar com inteligência seu novo ano para viver muito bem o amor de Deus e dos ir-mãos, na Igreja. Vida renovada, toda voltada para a verdadeira realização no amor em família, na comunidade, no namoro ou noivado, bem como na sociedade. Vida nova voltada para aque-les que sofrem, que são explorados sob todas as formas, que estão desempregados, que não tem saúde, que estão fora da escola, que estão na marginalidade, enfim, voltada para os que sofrem.
Ano novo, vida nova. Vida sadia, alegre, comunicativa, prestativa. Vida de comunicação diária com o Pai celeste que tudo quer prover para seus filhos. Vida de relacionamento com Je-sus vivo, que deseja estar presente em sua vida para orientá-lo pelos verdadeiros caminhos da realização; e se houver problemas, quer libertá-lo, curar suas feridas, conceder-lhe forças espe-ciais. Vida de abertura ao Espírito Santo que pode fazer por você muito, muito mais do que ima-gina. Vida de abertura para o amor da Mãe celeste, que cuida carinhosamente de todos os seus filhos. Ano novo: vida nova, vida plena e transbordante de amor.
Desejo a todos um muito abençoado 2.010.

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7 de dezembro de 2009

O SONHO NATALINO DE MARIA


Maria, mãe de Jesus, teve um sonho. Foi às vésperas da celebração do natalício de seu Filho, às vésperas da festa do Santo Natal. Ao tomar o café da manhã com seu esposo José, ela abriu seu coração. Falando pausadamente, pensativa, com muitas exclamações e reticências, ela lhe disse:

“José, na noite passada tive um sonho!... Não pude compreendê-lo!... Realmente não!... Creio que se tratava do nascimento de nosso Filho!... As pessoas estavam fazendo os preparativos com seis semanas de antecedência!... Decoravam as casas,... e compravam roupas novas!... Iam às compras,... e adquiriam sofisticados presentes!... Algo estranho,... pois os presentes não eram para o nosso filho!... Envolviam-nos com finíssimos celofanes,... e os enfeitavam com preciosos laços!... Colocavam tudo debaixo de uma árvore!... Sim, José,... uma árvore dentro de suas casas!... E decoravam essa árvore também!... Nos galhos, penduravam bolas,... lâmpadas coloridas,... e enfeites que brilhavam!... Havia uma figura colocada no alto da árvore!... Parecia ser um anjo!... Era muito bonito!...
As pessoas se sentiam felizes,... e sorriam!... Todos estavam emocionados,... cumprimentando-se,... e dando presentes!... José,... não ficou nenhum... nenhum para o nosso Filho!... Sabe, acredito que nem o conheciam,... pois não mencionaram o nome durante a festa!...
Não parece estranho... que as pessoas se preparem tanto,... façam uma festa tão grande e bonita,... para celebrar o aniversário de alguém que nem sequer conhecem?... Sabe, José, tive a estranha sensação,... de que se o nosso Filho estivesse nesta celebração, seria considerado um intruso!...
Era tão maravilhosa aquela festa, José!... Todo mundo tão feliz!... Porém,... eu senti uma enorme vontade de chorar!... Que tristeza para Jesus,... não ser lembrado,... e talvez, tão pouco desejado,... em sua própria festa de aniversário!...
Bem!... Estou contente,... aliviada,... porque foi só um sonho!... Porém, que terrível seria, José, se tudo isto fosse realidade!...”

O “sonho de Maria ” será apenas um “pesadelo”, ou “será uma triste realidade” em nosso lar?...
Que lugar o “Aniversariante” vai ocupar em seu Natal... em seu lar... em sua família?...
Nosso Natal será cristão... ou será pagão?...

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2 de dezembro de 2009

OS SÍMBOLOS NATALINOS


Para compreender os símbolos

A celebração do santo Natal de Jesus Cristo é, sem dúvidas, a maior festa do planeta. Mesmo nos países do oriente, onde o cristianismo está presente em número pequeno de fiéis, o Natal está sendo cada vez mais celebrado como uma festa de confraternização das pessoas e dos grupos, de cidades, regiões e países. As decorações natalinas são cada vez mais maravilhosas por toda parte, com criatividades e belezas sem limites. Todos conhecemos essa realidade, pelas reportagens feitas por canais de TV que assistimos todos os anos, na época do Natal.
A festa natalina desperta muitos sentimentos nobres, muitas satisfações nas confraternização entre as pessoas, as famílias e os grupos de convivências
Quantas vezes nós ouvimos dizer: “Aproxima-se a festa máxima da cristandade”. Por que será que afirmam ser o Natal a festa máxima? E quando alguém nos cumprimenta dizendo : “Feliz Natal!”, será que a pessoa está consciente daquilo que diz? Quando é que o Natal é feliz?
O Natal tem sido, para muitos, talvez para a maioria, simplesmente uma festa social. Por certo, com desdobramentos interessantes, elogiáveis e plausíveis, mas não religiosos. Não deve ser assim para os nós, cristãos. Devemos colocar Jesus como centro da festa, pois Ele é o celebrado, o aniversariante.
O Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo e a comemoração de seu natalício. O Natal existe, porque Jesus nasceu. O Natal é celebrado a cada ano, para que renovemos nossa aceitação da pessoa de Jesus, de seu Evangelho, de sua Igreja e da conseqüente salvação que nos trouxe e se realiza em nossas vidas.
Infelizmente este significado do Natal centrado na pessoa de Jesus foi muito esquecido e ignorado.
Pelo fato de termos esquecido que Jesus é o centro do Natal, esquecemos também o significado dos símbolos, e de tudo o que existe e se faz, por ocasião dessa festividade. Por exemplo: Quem sabe por que se enfeita a árvore de Natal? Qual o seu significado? Quem saberia explicar o simbolismo das bolas coloridas? Das velas acesas? Por que se dá presentes no Natal? Tudo isto perdeu seu significado. Tornou-se simplesmente uma tradição, ou enfeite de decoração natalina, e nada mais. Nessas decorações natalinas, por não entenderem seu significado, passa-se a fazer alterações que esvaziam seu conteúdo. Por exemplo: uma árvore de Natal toda branca, com bolas e laços só vermelhos. Adeus, simbolismo! Foi para o “espaço” do desconhecimento das pessoas!
Este livrinho tem por finalidade explicar o simbolismo e o conteúdo dos símbolos do Natal, a fim de que nos ajudem a recolocar Jesus vivo como o centro, o celebrado do nosso Natal pessoal e familiar. É na pessoa de Jesus, nascido e celebrado nesse dia, que encontramos a fonte do significado de todos os símbolos do Natal.

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A GUIRLANDA DO ADVENTO


A guirlanda ou coroa do Advento é uma coroa, portanto redonda, confeccionada com ramos verdes, entrelaçados por fitas vermelhas, com quatro velas, cada qual de uma cor, podendo também serem todas de cor igual, talvez da cor da cera natural de abelhas.
A guirlanda é usada nas quatro semanas do Advento, ou seja, nas quatro semanas que antecedem o Natal, tempo de preparação e espera de Jesus.
A coroa do Advento tem por finalidade nos lembrar a cada momento que o Natal está chegando, e que devemos nos preparar para a vinda de Jesus Cristo. As quatro velas são sucessivamente acesas, em cada domingo. Isto é, no 1º domingo acende-se a 1ª vela. No segundo domingo acende-se a 1ª e a 2ª. No 3º domingo, a lª, a 2ª e a 3ª velas. E no último, as quatro velas. Desta maneira, após quatro semanas, as quatro velas estarão acesas como sinal de que Jesus está para chegar, e o Natal vem trazer a grande luz que é o próprio filho de Deus, Jesus Cristo.
A coroa deve ser de cor verde, ou seja, os ramos que a formam devem ser verdes, e se possível, naturais. O verde recorda nossa esperança de encontrar Jesus no Natal. Simboliza, ainda, nossa grande esperança cristã de chegar um dia no Céu, junto de Deus, dos Anjos e Santos.
A guirlanda é entrelaçada por fitas vermelhas. Elas simbolizam o amor de Deus que nos envolve todos os dias de nossa vida. Simbolizam, ainda, o amor do Pai celeste que nos enviou seu Filho, Jesus, para ser o nosso salvador, como também, a nossa resposta de amor ao Pai e a Jesus, a quem desejamos receber no Natal.
A guirlanda é sempre colocada ao lado do altar, nas igrejas e capelas. Mas pode ser colocada nas casas, num lugar bem visível, para lembrar a todos a chegada de Jesus no Natal. Encontramos também pequenas coroas afixadas na porta de entrada das casas ou apartamentos. Neste caso, não têm as velas.

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O PRESÉPIO DE JESUS


O presépio é o símbolo mais universal e mais significativo do Natal. São Francisco de Assis fez o primeiro presépio do mundo, no Natal de 1223. Ele o fez para lembrar, de forma bem visual, o nascimento de Jesus. Criou-o, também, como forma de evangelizar e catequizar os católicos, por meio das inúmeras e belas lições de vida cristã, e de ensinamentos espirituais.
O presépio é, realmente, a forma mais concreta e sensível de lembrar o nascimento de Jesus Cristo, a fim de despertar a fé e a alegria do Natal, nas pessoas e nas famílias. É a melhor forma, pois ali encontramos as imagens coloridas de Jesus-Menino, de Maria, de José, do Anjo, dos Pastores e dos santos Reis. Que maravilhoso seria se, em cada casa, houvesse um presépio.
Diante do presépio podemos meditar, contemplar ou refletir para tirar muitas lindas lições de vida cristã pessoal e familiar. Basta olhá-lo com profundidade e deixar o coração contemplar e penetrar no acontecimento, e no coração dos personagens que ali estão.
Contemplando o presépio, nosso coração pode exclamar:
"Como é grande o amor do Pai para comigo, para conosco! Ele nos deu seu próprio Filho único"!
"Como é imenso e impressionante o amor de Jesus para comigo, e para com todos! Ele aceitou ser o meu, o nosso Salvador"!
Que maravilha! O Rei dos reis quis nascer tão humilde e pobrezinho!
Percebamos no Menino do presépio esta lição: o importante, na vida, não é "ter", mas "ser". Jesus não "tinha nada", no presépio, mas ele "era tudo": o Filho de Deus, o Salvador da humanidade, nosso Deus e nosso Senhor!
Diante do presépio podemos continuar exclamando: - "Como é maravilhosa a obra do Espírito Santo no
coração de cada personagem do presépio!"
"Quanta humildade em Maria, e que maravilhoso seu amor materno!"
"Que maravilhosa a fé de São José, dos Pastores e dos Reis Magos!"
De fato, são inúmeras e maravilhosas as lições de vida cristã que podemos contemplar e aprender no presépio!

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A ARVORE DE NATAL


Foi apenas no século dezenove que surgiu a árvore do Natal. É, portanto, um símbolo ainda novo. A fim de manter seu simbolismo original, essa árvore deve ser da família dos “pinus”, ou seja, dos pinheiros.
O pinheirinho é um símbolo de Jesus vivo, celebrado no Natal, exatamente porque é uma árvore que está sempre "verde e viva". Mesmo no inverno frio, quando a neve o cobre de branco, ele não seca, não perde sua vitalidade, nem sua cor verde, nem sua vivacidade, nem sua beleza. Parece até ficar ainda mais vivo e lindo, quando está coberto de neve.
O pinheirinho do Natal é, por isso, um símbolo muito apropriado para a pessoa de Jesus. Ele simboliza Jesus vivo, ressuscitado, sempre presente no meio de nós, vigoroso, bondoso, poderoso, em qualquer circunstância de nossa vida. De fato, mesmo em nossos “invernos” pessoais, mesmo no meio de nossas crises, misérias e pecados, Jesus se conserva sempre muito vivo e presente, sempre pronto a comunicar a todos sua vida, sua graça, seu perdão, sua cura, seus favores, suas bênçãos.
Jesus está sempre à nossa disposição. Podemos contar sempre com ele, em qualquer situação, por mais difícil que seja. Já que Jesus está vivo, e sempre presente, não devemos perder o ânimo, não devemos nos sentir sós, mesmo nas situações mais difíceis.
Aliás, a árvore do Natal sempre deve ser de cor verde. Nunca de outras cores como: vermelho, dourado etc. Pois o verde, nessa árvore, é sinal de vida e de vitalidade.
O verde é, também, a cor da esperança. O verde do pinheiro significa que nós depositamos toda nossa esperança e certeza na pessoa de Jesus Cristo, celebrado no Natal. Confiamos nele porque nos ama. Porque tem poder de nos socorrer.
O pinheirinho do Natal, portanto, é um símbolo muito lindo de Jesus vivo. Quem monta a árvore de Natal afirma que deseja celebrar, acolher e ter Jesus. Afirma que está se preparando para recebê-lo com o coração em festa. Ao olharmos para a árvore de Natal devemos nos lembrar sempre de Jesus, nosso Salvador.

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OS SINOS NATALINOS


Os sinos são um símbolo muito presente nas decorações natalinas. Costumamos dependurar sininhos na árvore do Natal. Fazem-se também arranjos natalinos usando sinos coloridos. Às vezes os sinos são colocados na porta de entrada das casas ou dos apartamentos.
Os sinos são "sinal de alegria". O toque festivo dos sinos sempre anuncia grandes alegrias. No Natal, os sinos simbolizam a grande alegria do nascimento de Jesus. Simbolizam toda nossa alegria pelo fato de Jesus ter-se feito nosso irmão e Salvador. Simbolizam a nossa alegria por termos Jesus vivo, presente em nossas vidas.
Decorar nossas casas com sinos significa manifestar nossa alegria pelo nascimento e aniversário de Jesus ressuscitado.

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AS BOLAS COLORIDAS


Na época do Natal, sempre usamos bo-
las coloridas, quer para enfeitar o pi-
nheirinho, quer em arranjos natalinos de diversas espécies.
Que simbolizam as bolas coloridas? - Simbolizam nossos gestos de amor, nossas obras realizadas com amor, nossas boas ações de caridade. Representam todo bem que fazemos em nossa vida. Representam toda espécie de boas obras que realizamos em favor de alguém.
Porque o pinheirinho verde simboliza Jesus vivo, as bolas coloridas são colocadas presas a ele, para significar que nós realizamos todas as nossas boas ações, todos os gestos de amor, unidos a Jesus e por causa de Jesus. Realizamos tudo para alegria e glorificação de Jesus ressuscitado, celebrado no Natal.
São muitas as bolas. Devem ser de muitas cores e variedades de tamanhos. Isto para simbolizar que nossas obras de amor devem ser muitas, e de muitas variedades. Decoramos com bolas coloridas para afirmar que, por causa de Jesus que vem no Natal, desejamos realizar muitas boas obras, em toda a nossa vida.

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AS VELAS NATALINAS



AS VELAS DO NATAL
As velas natalinas, artísticas ou comuns, coloridas ou naturais, são outro símbolo natalino muito usado e, ao mesmo tempo, de belo significado. Porque o Natal é festa do nascimento e aniversário de Jesus, que é luz do mundo, as velas natalinas lembram Jesus vivo, e apontam para ele.
Um dia, o profeta Isaías declarou: "O povo que andava nas trevas viu uma grande luz! Sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz: porque um menino nasceu! Um Filho nos foi dado!" (Is 9.1.5) Essa luz é Jesus, celebrado no Natal. Jesus mesmo declarou: "Eu sou a luz do mundo. Quem anda comigo não anda nas trevas".
No dia do nosso batismo, nosso pai ou padrinho colocou em nossa mão uma vela acesa. E o sacerdote disse: "Receba a luz de Jesus Cristo. De agora em diante, ande sempre em sua vida, iluminado pela luz de Jesus, e de sua verdade". A essa luz divina, que ilumina a partir de dentro do nosso coração, nós chamamos de fé. Fé em Jesus, ou fé no Deus vivo.
As velas natalinas recordam, portanto, a maravilhosa realidade que Jesus vivo, celebrado no Natal, é a luz que quer iluminar todo o caminhar de nossa vida. Com Jesus, nossa luz, não andaremos nas trevas do erro, dos vícios, das maldades ou do pecado. Andando na luz da verdade revelada por Jesus, não tropeçaremos nos caminhos de nossa vida terrena.
Aliás, é muito significativo e apropriado acender as velas natalinas no momento da ceia de Natal, na hora de celebração ou oração diante do presépio ou do pinheirinho, ou quando a família se reúne para orar. Fica bem colocar em nossas casas também este símbolo tão lindo de Jesus vivo, luz do mundo, luz de nossos corações.
As luzes “pisca-pisca”, devem ser compreendidas neste simbolismo das velas. O pisca-pisca substitui a colocação de velinhas na árvore de Natal

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A ESTRELA DO NATAL


A Bíblia nos diz que quando Jesus nasceu, apareceu uma nova estrela. Os santos Reis haviam lido que quando nascesse o Messias, o Salvador, apareceria uma nova estrela nos céus. Viram-na, e muito alegres a seguiram. Ela os conduziu até onde estava Jesus-Menino. Daí nasceu o símbolo da "estrela do Natal" . (Cf. MT. 2, 1-12)
A estrela do Natal tem quatro pontas e uma cauda de luz. Suas quatro pontas significam que Jesus veio como Salvador para todos os povos. As quatro pontas da estrela representam os quatro cantos do mundo - os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste - onde o Salvador nascido estará presente para salvar, libertar, curar e abençoar a todos os que o acolhem. Nos quatro cantos do mundo haverá seres humanos que adorarão e obedecerão ao Salvador de todos os homens, Cristo Jesus. A salvação trazida pelo menino do presépio se estenderá aos quatro cantos do mundo.
A estrela luminosa simboliza, também, o católico autêntico, firme, apóstolo, missionário, evangelizador. Assim como a estrela conduziu os Reis até Jesus, assim, também, cada católico deve ser uma estrela luminosa, uma estrela natalina para conduzir as pessoas até Jesus Cristo. Cada um de nós precisa ser uma estrela para indicar aos nossas familiares e amigos o caminho para encontrar Jesus Salvador.
A cauda luminosa da estrela de Belém simboliza “movimento, caminhada, ação dinâmica”. Ela se deslocou e caminhou à frente dos Magos, até chegarem ao Menino procurado. Os Magos movimentaram-se, fizeram um longo caminho até encontrarem Jesus. Nós também precisamos caminhar, movimentar-nos para chegar e estar com Jesus, o celebrado do Natal.
A estrela do Natal, colocada nas casas, quer simbolizar que a família já encontrou Jesus, tem fé em Jesus, e nele encontrou o Salvador. Quer afirmar, ainda, que essa família deseja vivamente levar Jesus ressuscitado para todos aqueles que ainda não o conhecem ou não o aceitaram em suas vidas.

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OS PRESENTES DE NATAL


Dar e receber presentes é algo muito tradicional e comum na celebração do natalício de Jesus. “Natal sem presentes, não seria Natal”, diriam muitas pessoas. Dar e receber presentes já é parte natural, e até necessária, nessa festa.
Por que se dá presentes no Natal?
Os presentes têm um simbolismo muito lindo e significativo. Os presentes de Natal simbolizam, em primeiro lugar, o “grande presente” que Deus Pai nos deu: seu Filho, Jesus Cristo, nosso Salvador. Que maior presente poderíamos receber? E nós o recebemos exatamente no dia do Natal! Por isso, o Natal tomou-se o dia de presentear, porque todos nós fomos muito presenteados, com o maior presente que alguém poderia receber: Jesus vivo.
Os presentes significam, em segundo lugar, a comunicação da grande alegria de termos sido presenteados com o grande presente da nossa salvação eterna, trazida por Jesus. Exatamente por sentirmo-nos salvos, e por sabermos que os nossos familiares e amigos podem salvar-se por meio de Jesus é que sentimos tanta alegria. E nós partilhamos essa alegria natalina presenteando e recebendo presentes.
De modo especial, damos presentes às crianças, no Natal, para manifestar a alegria da vinda de Jesus, que nasceu como criança.
No Natal deveríamos retribuir a Deus Pai, que nos mandou tão grande presente, oferecendo-lhe o nosso presente natalino. O melhor presente que podemos oferecer-lhe, como retribuição, é a aceitação de Jesus, e a decisão de segui-lo. Não aceitar Jesus, seria como "não aceitar" o presente oferecido, seria como "devolver" o presente mandado por Deus Pai.

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AS CASTANHAS E AS NOZES


AS CASTANHAS E AS NOZES

Encontramos nas mesas festivas do Natal a presença das castanhas e das nozes. Aliás, também há muitos tipos de frutas secas ou passas. O que simbolizam? Elas são um símbolo da humanidade e humildade de Jesus. As nozes e as castanhas são simples e feias por fora. Suas cascas enrugadas, cinzentas, não apresentam beleza alguma especial, como a maçã, o pêssego, a uva e outras frutas. Mas por dentro de suas cascas duras e feias escondem-se amêndoas saborosas, deliciosas. Assim como as castanhas e as nozes escondem as gostosas amêndoas, assim, as aparências comuns e frágeis de uma criança, aparentemente igual a todas as outras, escondem o Deus feito homem, Salvador do mundo, Redentor da humanidade, nosso Salvador pessoal.
Jesus é Filho de Deus. Ele é Deus com o Pai e o Espírito Santo. Poderia ter nascido em palácios suntuosos e ricos. Ou entre reis e rainhas. Ou na casa de presidentes de repúblicas. No entanto, quis nascer na simplicidade, humildade e pobreza. Olhando para o Menino do presépio, não percebemos sua verdadeira grandeza divina. Como as castanhas e nas nozes escondem as deliciosas amêndoas, assim as aparências da criança do presépio escondem a grandeza do Deus feito Homem.

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ARRANJOS SECOS



OS ARRANJOS SECOS



Os arranjos secos confeccionados no Natal também têm um simbolismo natalino. São feitos de elementos secos da natureza como: cascas de árvores, ramos secos, folhas secas, ou outras peças de vegetais secos. É comum colocar-se no arranjo uma vela decorada, bolas coloridas e sinos natalinos.
Que significam esses arranjos? Tudo aquilo que é material, seca, morre, acaba. Os arranjos simbolizam a pessoa humana sem fé, sem Deus, sem Jesus. Ela é seca no seu espírito, não tem a verdadeira vida dentro do seu ser. Os arranjos secos revelam que o ser humano precisa de Jesus Cristo para ter vida divina, para viver sua vida espiritual e salvar-se. Jesus disse: "Eu sou a vida'" Disse mais: "Eu vim para que as pessoas tenham vida e a tenham em abundância!" Aliás, é para simbolizar a vida que é dada por Jesus ressuscitado, que se coloca, no arranjo seco, uma vela decorada, símbolo de Jesus. Quando Jesus vivo entra na vida seca, estéril e vazia, ele a ressuscita e lhe dá vida nova.

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CEIA DE NATAL



A CEIA DO NATAL

A ceia natalina é a uma das mais belas tradições do Natal. A ceia festiva tem um profundo e belo significado, dentro da celebração do Santo Natal.
Recordemos o significado da ceia pascal do Antigo Testamento. O povo de Deus do Antigo Testamento reunia-se, a cada ano, na festiva e solene ceia do cordeiro pascal, para lembrar, comemorar e celebrar a passagem de Deus, no Egito, para libertá-lo da escravidão. O povo de Deus, agora liberto da escravidão, podia dizer: "Se hoje somos livres, se somos um povo, se temos nossa terra, nosso país e nosso templo, é porque um dia Deus nos libertou da escravidão do Egito. Somos livres porque Deus nos libertou! Por isso, celebremos, festejemos e glorifiquemos o Deus que nos libertou". E assim comemoravam a sua libertação, todos os anos, através da festiva e significativa ceia pascal.
Da mesma forma, nós, povo de Deus do Novo Testamento, nos reunimos festivamente, na ceia natalina, para lembrar e celebrar a passagem de Jesus entre nós, iniciada no dia do Natal. Passagem essa, salvadora e libertadora, realizada para libertar-nos da escravidão do pecado e de todos os males. Também nós podemos exclamar: "Se hoje somos gente salva, liberta, cheia de grandes esperanças, é porque um dia Jesus veio ao nosso meio para nos salvar. Somos salvos porque Jesus nos salvou, vindo no Natal!"
Exatamente para recordar, celebrar e agradecer a Jesus Salvador é que celebramos o Natal, e nele, realizamos a ceia natalina. Ela é uma ceia festiva, de gente salva. É uma ceia festiva de gente que, muito alegre e feliz pela realidade da salvação, reúne-se para celebrar e festejar o Salvador. É um banquete oferecido a Jesus vivo, celebrado no Natal, como Salvador.
No centro da mesa da ceia festiva coloca-se uma vela acesa, enfeitada. Ela simboliza Jesus vivo, o festejado do Natal, o aniversariante celebrado na ceia. Pode-se colocar, também, ao centro da mesa, uma imagem do Menino Jesus, ou um quadro lindo de Jesus vivo. É para lembrar a todos que a ceia é realizada por causa de Jesus. Ele é o festejado, o aniversariante.
No Natal, a mais importante ceia deveria ser a santa Comunhão Eucarística. Toda a família deveria reunir-se, primeiro, numa igreja, numa santa missa festiva do Natal, para acolher ainda mais a Jesus vivo, recebido na comunhão. Depois, reunir-se ao redor da mesa da ceia natalina familiar, para continuar a festejá-lo, pelo seu Natal e aniversário.

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AS CORES NATALINAS

AS CORES NATALINAS

O VERDE

O verde, na natureza vegetal, indica a presença de vida. Por exemplo, uma árvore verde, uma folhagem bem verde, a grama verde. Aliás, já foi explicado que o pinheirinho deve ser verde, sinal de sua vida e vitalidade, mesmo no inverno cheio de neve. A cor verde, portanto, simboliza a vida verdadeira e eterna que Jesus veio nos trazer.
O verde é, também, a cor da esperança. Todo verde usado na decoração do Natal representa a grande esperança de libertação, de cura, de vida melhor, de bons desejos de amor, de paz e de alegria. Toda essa esperança nos foi dada por Jesus, com sua vinda no Natal. A presença de Jesus entre nós nos enche de sempre novas esperanças. O verde simboliza, também, a grande esperança da vida eterna, a qual nos foi prometida e garantida por Jesus.

O BRANCO

O branco simboliza a paz que Jesus veio trazer a todos os seres humanos de boa vontade. Essa paz veio com Jesus, no Natal, porque ele fez "as pazes", fez a grande reconciliação entre Deus e os seres humanos, fez as pazes entre as pessoas, e da própria pessoa consigo mesma. Quem aceita Jesus vivo em sua vida, passa a estar em paz com Deus, com os irmãos e consigo mesmo. O branco simboliza esta maravilhosa paz, trazida por Jesus no Natal.
O branco representa, também, a pureza de vida que o cristão deve viver. Aceitando Jesus que vem no Natal, a pessoa passa a viver uma nova vida, longe de toda espécie de vícios, de misérias, de erros e pecados.

O AZUL

O azul, cor do firmamento, lembra o Céu. Sim, lembra o Céu, onde está Deus, onde se encontram: nossa Senhora, os Santos, os Anjos, e nossos antepassados que se salvaram. O azul lembra a vida eterna, a felicidade eterna junto de Deus, para onde Jesus quer nos levar.
O Azul lembra, ainda, o manto da Virgem Maria, Mãe de Jesus. Lembra, portanto, a própria vida eterna já conquistada por nossa mãe celeste.

O VERMELHO

O vermelho é a cor do coração e do amor. O vermelho utilizado nas decorações natalinas simboliza, antes de tudo, o amor de Deus por nós. O amor de Deus Pai que nos criou, nos adotou como filhos, e nos ama como se fôssemos filhos únicos. Simboliza o amor de Jesus que veio nos salvar, nos ama a cada dia, e continua fazendo acontecer em nós a necessária salvação pessoal. Simboliza o amor do Espírito Santo que mora dentro de nós e nos santifica. Simboliza o amor que devemos cultivar e manifestar a Deus, aos irmãos todos, e a nós mesmos.
O vermelho simboliza, ainda, o sangue de Jesus, derramado na cruz para nossa salvação. Jesus veio para nos libertar, curar, salvar. Ele o fez dando sua vida, aceitando a dolorosa morte na cruz, derramando todo o seu sangue. Jesus, a quem celebramos no Natal, continua presente em nosso meio, fazendo acontecer progressivamente a nossa salvação para a vida eterna.

O DOURADO E O PRATEADO

As cores douradas e prateadas, tão presentes nas decorações do Natal, são portadoras de um belo simbolismo. O ouro e a prata são metais preciosos. Objetos de ouro ou de prata são presentes valiosos, oferecidos a pessoas muito queridas e importantes para nós. Os reis e rainhas, os governantes e poderosos usam sempre esses metais preciosos.
No Natal, ouro e prata, dourado e prateado, simbolizam a grandeza de Deus, a majestade divina que se oculta sob as aparências do Menino do Natal. Simbolizam que o Menino do presépio, que agora é Jesus vivo, aniversariante do Natal, é Deus, é merecedor de toda honra e glória. É merecedor de presentes valiosos, preciosos, como: nosso amor profundo, nossa fé viva e cultivada, nossa vida muito bem vivida, nosso amor dedicado aos irmãos.
As cores douradas e prateadas nos levam a reconhecer, em Jesus, sua divindade e sua grandeza, sua dignidade e sua honradez.

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27 de novembro de 2009

A D V E N T O


Segundo Advento
O segundo Advento é esse que se inicia no próximo dia 29 de novembro e se estende até o santo Natal. São as quatro semanas destinadas à preparação do seu coração para um renovado encontro com aquele que vem, e a quem você é convocado a acolher da forma mais consciente e calorosa.
Quem é aquele que quer “chegar bem perto de você” na caminhada do Advento? Quem é aquele que quer bastante tempo - quatro semanas - para vir chegando pertinho de você? Por que Ele quer vir para junto de você, e vai chegar ao final do Advento? Quem é aquele de quem você quer aproximar-se mais, e para isso precisa de quatro semanas para preparar-se? Só poderia ser alguém que muito o ama, e a quem você estima sobremodo, já que Ele tem um tempo bem marcado e longo para vir.
O personagem que vem não poderia ser mais maravilhoso: Jesus ressuscitado! Sim, Jesus vivo, seu Salvador pessoal, Senhor de sua vida, seu Mestre divino, seu amigo mais incondicional. É Ele quem quer vir para junto de você, ao final do Advento, no dia Santo do Natal. Sei também que você irá ao seu encontro, para estar ainda mais junto dele.
Este encontro entre Jesus e você, desejado, preparado carinhosamente, esperado ansiosamente por ambos, transformar-se-á em Natal. Fará acontecer Natal. Trará o Natal para dentro do seu coração. Aliás, você será Natal!... Jesus vivo terá chegado e envolvido sua vida com seu amor salvador, com sua palavra de vida, com sua presença tão honrosa e transformadora.
Este encontro entre você e Jesus, encontro que se chama Natal, Natal do coração, Natal de verdade, Natal celestial, deixará saldos maravilhosos de graças e luzes, de sabedoria de vida e de felicidade.
O tempo do Advento é para isto: para esperar ansiosamente aquele que vem para perto, para junto de você. Nesta espera, preparar-se em espírito, mente e corpo para o grande encontro com Jesus. O tempo do Advento é para você caminhar ao seu encontro, como quem, muito ansioso, não consegue ficar parado, esperando. Nesta caminhada ao encontro de Jesus, você tem quatro semanas para preparar seu coração, a fim de acolher com muito carinho aquele que vem.
Este segundo Advento, aliás, repete-se a cada ano, exatamente para fazer acontecer um processo sempre renovado, e cada vez mais aprofundado, do acolhimento de Jesus Cristo, como seu Salvador pessoal. Nesta marcha sucessiva anual, o segundo Advento prepara para o terceiro e para o quarto Adventos de sua vida.

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ADVENTO


Terceiro Advento
O terceiro Advento acontece na hora suprema de sua morte, quando Jesus vem buscá-lo, a fim de cumprir a sua promessa, e levá-lo para a casa do Pai. Quando se fala em morte, há sempre alguma repulsa e temor. Essa vinda de Jesus, na sua morte, não deveria intimidar. O exame das palavras de Jesus referentes à morte deveria iluminar profundamente esse advento, e deveria eliminar os temores. Ele diz: “Não se perturbe o seu coração. Você crê em Deus. Creia também em mim! Na casa de meu Pai há muitas moradas. E quando eu tiver ido e tiver preparado um lugar, voltarei para tomá-lo comigo, a fim de que lá onde Eu estou, você esteja comigo também”(Cf Jo 14,1-3).
Você não deseja muito ir para o céu? Pois bem, para que isto ocorra é preciso que aconteça este terceiro Advento; é preciso que haja a sua páscoa pessoal, isto é, a sua morte. Ou seja, é preciso que Jesus venha buscar você. Este Advento – esta vinda de Jesus – precisa acontecer na vida de todo ser humano.

Quarto Advento
O quarto Advento vai ocorrer no fim dos tempos, na parusia. Jesus voltará glorioso para “julgar os vivos e os mortos”(Cf. Credo). Este evento universal ocorrerá para a glorificação de Deus Pai, de Jesus ressuscitado e do Espírito Santo. Tal glorificação universal acontecerá por causa de sua ação, não apenas na história pessoal de cada ser humano, salvo ou condenado, mas na história de todos os povos e de toda a humanidade.
Neste Advento final, os salvos e os condenados, ou seja, a humanidade toda, reunida diante do Deus Uno e Trino, ficará convencida da justiça, da santidade, da glória, da grande misericórdia, da paciência, bem como, de forma especial, das providências divinas no intuito de procurar salvar a todos. Diante dessas evidências do esforço divino para salvar o ser humano, todos glorificarão a Deus.
Este Advento manifestará toda a glória de Deus e, segundo a promessa divina, a partir do mesmo, iniciar-se-á um “novo céu e uma nova terra”(Cf 2Pd 3,13).
Os três Adventos anteriores, em última análise, desembocam neste quarto, o qual coroará a obra da Santíssima Trindade na humanidade.

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18 de novembro de 2009

JESUS CRISTO REI


CRISTO REI
(3ª Parte)
Jesus reina
Onde está o reino de Jesus? Onde Jesus reina de fato? - Jesus reina onde a vida das pessoas é vivida de acordo com seus ensinamentos, e onde essas pessoas “organizam, orientam, dão a direção correta” a todas as coisas, na família, no trabalho, na profissão, na comunidade, na sociedade. Ali Jesus reina, ali Ele é rei.
Quando alguém pode dizer que Jesus é “seu” rei e que reina em “sua” vida? – Quando essa pessoa crê em Jesus vivo, procura viver de acordo com seus mandamentos, ensinamentos e conselhos, quer em sua vida pessoal, quer na família e na comunidade. Essa pessoa, então, procura orientar seu modo de pensar, de falar, de julgar, de agir, de trabalhar, enfim, de viver, sempre de acordo com as orientações de Jesus. Essa pessoa tem o “Reino de Deus dentro de si”, como disse Jesus. Jesus reina em sua vida. Jesus é seu rei.
Quando Jesus é rei e reina em uma família? – Quando os membros da mesma crêem em Jesus, vivem de acordo com Seus ensinamentos e organizam a vida familiar conforme as orientações de Jesus. Quando os esposos se amam, são fiéis, sabem perdoar-se, procuram educar seus filhos nos caminhos de Jesus, da verdade, do bem, numa hierarquia de valores cristãos. Quando os filhos amam, honram, são obedientes e bons colaboradores para o bem da família. Quando os irmãos se amam, respeitam e se promovem na caminho do bem. Quando nessa família se cultivam os valores cristãos em relação aos estudos, à profissão, à comunidade, aos empregados etc. Essa família está no reino de Deus, porque ali Jesus é rei e reina.
Quando Jesus é rei e reina em um colégio católico? – Quando ali há uma estrutura organizada de evangelização, a fim de que Jesus seja conhecido, acreditado, obedecido e seguido pela direção do colégio, ao menos pela maioria dos professores, dos funcionários e dos alunos. Quando ali se procura criar um ambiente favorável à hierarquia dos valores e dos costumes cristãos. Quando o colégio procura estender sua ação evangelizadora aos pais dos alunos e às famílias dos professores e funcionários. Quando se cumprem as leis civis e os direitos de todos. Onde, além da justiça, se cumpre a caridade para com os que dela tem necessidade. Ali está o reino de Deus, e Jesus é rei e reina por seus ensinamentos e mandamentos acolhidos e cumpridos.
Poderíamos nos perguntar: quando Jesus é rei, reina, e o reino de Deus está numa loja?... Numa fábrica?... Num clube social?... numa associação?... Num movimento de Igreja?... Numa câmara de vereadores, de deputados estaduais ou federais?... Num tribunal de justiça?...
O reino de Deus, o reino dos Céus está onde Jesus é conhecido, acreditado, obedecido, seguido, e onde toda a vida das pessoas e todos os relacionamentos com Deus, com as pessoas e com as coisas criadas são organizadas, orientadas, direcionadas de acordo com os ensinamentos do Divino Mestre. Ali Jesus é rei e reina. E é por isso que ali está presente o Reino.
O reino de Deus sempre começa dentro do coração das pessoas. Aliás, Jesus disse:”O reino de Deus está dentro de vós!”(Lc 17,21) Objetivamente falando, nos cristãos o reino de Deus se inicia no Santo Batismo, quando, pela in-habitação do Espírito Santo, a Trindade vem ali morar. Mas ele se inicia em “gérmen”, como uma semente de uma fruta que é plantada e que precisa desabrochar e crescer até produzir frutos. O gérmen do reino dos céus desabrocha quando a família é religiosa, transmite o dom da fé aos filhos, evangeliza, catequiza e forma seus membros de acordo com os mandamentos e ensinamentos de Jesus. Ali nesses coração está presente o reino de Deus, Jesus é rei e reina de fato.
O reino de Deus se inicia aqui na terra, enquanto vivemos nossa vida cristã. Mas ele continua e “se consuma” na vida eterna, no Reino dos Céus. Quem vive no reino de Deus aqui, vai continuar a viver no reino dos Céus, na eternidade.

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CRISTO REI
(2ª Parte)

O Reino de Deus – O Reino dos Céus
Nas suas pregações que temos nos Evangelhos, Jesus se empenha muito para fazer com que os seus ouvintes compreendessem com clareza o que é o Reino de Deus ou o Reino dos Céus. Ele usou muitas parábolas e comparações, tiradas da natureza, da vida, do trabalho, dos usos e costumes do seu povo, a fim de explicar as realidades do Reino. Ele falou: do semeador e da semente, do joio no trigo, do grão de mostarda, do fermento na massa, do tesouro escondido no campo, da pérola preciosa, da rede lançada ao mar, e de muitas outras.
Para Jesus era importante que as pessoas entendessem muito bem aquilo do qual Ele estava falando, quando se referia ao “Reino de Deus”, ao “Reino dos Céus”. Ainda mais que aquele povo estava esperando um rei terreno, muito poderoso, que expulsasse os dominadores romanos, dando a liberdade a seu povo, a seu país.
Jesus veio para junto de nós, na humanidade, exatamente para “inaugurar”, para “iniciar” o reino de Deus entre nós. Jesus veio como “Salvador” para nos “tirar do reino de satanás”, que é o “reino das trevas, do pecado”, onde ele – satanás – reina. Tirando-nos daquele reino de condenação, Jesus nos “introduz no reino da luz”, “no reino de Deus”, onde Ele – Jesus – reina para a glória de Deus Pai e do no Espírito Santo.

O Rei reina
As palavras “rei, reinar, reger” vêm de “rex, régere”, da língua latina. Rei, em seu sentido original, é aquele homem, chefe de um país e de um povo, que procura “reger, dirigir, orientar, dar a direção correta” a todas as coisas, para o bem, para a felicidade e a realização de seus subordinados. Os reis terrenos quase sempre fizeram o contrário: subjugaram, dominaram e exploraram os seus povos em bem pessoal próprio.
O pecado original, com suas conseqüências no coração de todo ser humano, e por causa dele, a presença de todos os pecados pessoais, familiares e sociais, criaram uma “desordem generalizada” nas pessoas, nas famílias, na sociedade e no mundo. Criou-se o “reino das trevas”, da confusão, da mentira, da falsidade, dos vícios, do pecado.
Por meio de toda a sabedoria divina que encontramos nos ensinamentos evangélicos, Jesus veio para nos ensinar a “dirigir, a orientar, a organizar” a nossa vida no melhor relacionamento com o Deus verdadeiro, por meio da religião cristã; a “dirigir, a orientar, a organizar” a nossa vida pessoal de acordo com a melhor hierarquia de valores para o nosso bem; a “dirigir, a orientar, a organizar” a nossa vida familiar, a nossa vida de comunidade e de sociedade.

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JESUS CRISTO REI


JESUS CRISTO REI
(1ª Parte)
O ano litúrgico da Igreja é coroado com a solenidade de Jesus Cristo, Rei do universo. Esta solenidade ocorre no último domingo do tempo comum, antes de se iniciar o tempo do Advento.
Quando se fala num personagem que é rei, logo vem à nossa mente a imagem de um homem muito rico e poderoso, que vive em grandes e suntuosos palácios, que sempre está cercado por muitas pessoas importantes, que se regala de freqüentes festas e banquetes, que é a pessoa mais importante de um país, que é governado por ele.
Ao falarmos de Jesus Cristo, rei do universo, poderíamos nos imaginar algo semelhante aos reis terrenos. Aliás, nós temos pinturas afamadas, quadros lindos e santinhos que retratam Jesus sentado num trono, com coroa de rei, com um cetro real em sua mãos.
Essas imagens de Cristo Rei são reais mas também simbólicas. Primeiro, são reais porque de fato Jesus Cristo é rei, não de um país e de um povo, mas da humanidade e do universo todo. Perguntado pelo governador Pôncio Pilatos se Ele era rei, Jesus foi categórico em sua resposta. Pilatos perguntou: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei (Jo 18, 35-37). Jesus é rei, e por ter dado sua vida até a morte de cruz pela redenção da humanidade, Ele conquistou o “direito de soberania e de julgamento” sobre ela. Ele a julgará no fim dos tempos, aprovando os bons e reprovando os que fizeram o mal.
Em segundo lugar, aquelas imagens de Jesus num trono, com coroa e cetro de rei, são, acima de tudo, simbólicas, pois Jesus não é um rei terreno. Na resposta a Pilatos acima referida, Jesus deixa claro: “Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo”. Portanto, Jesus é rei, mas de outra ordem e realidade.

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6 de novembro de 2009

AS CARÊNCIAS AFETIVAS


Que são as carências afetivas?
As carências afetivas são aquele vazio que ficou no coração de uma pessoa por não ter recebido bastante amor afetivo no decurso de sua vida. É um vazio de amor. É uma carência de amor. É uma falta de amor. A carência afetiva é como uma fome. É uma fome de amor. Por exemplo: um jovem tem vinte anos de idade, mas seu coração pode ter apenas treze anos. Uma jovem pode ter 25 anos, mas seu coração pode ter apenas 12 ou 15 anos, porque não recebeu bastante amor na caminhada de sua vida, em família. Porque a pessoa não recebeu bastante amor, criou-se esse vazio no coração. A este vazio damos o nome de carência afetiva. As carências afetivas podem gerar uma série de problemas na caminhada da vida de uma pessoa, como também na vida de um casal.
As carências afetivas podem ser um problema importante no matrimônio. Elas também podem criar muitos problemas no relacionamento humano familiar. Encontramos filhos muito rebeldes com o pai e com a mãe. Essa rebeldia pode ser causada pelas carências afetivas. Eles esperam receber muito amor do pai e da mãe, mas porque não o recebem, sentem um vazio profundo e, inconscientemente, reclamam, pedem e exigem o amor esperado, manifestando-se sob forma de queixas, de desobediências, de rebeliões, de desgosto e de críticas constantes dentro da família. Seu comportamento tem jeito de vingança contra os pais, exatamente por não receberem o amor que esperam receber.
Da mesma forma, as carências afetivas também criam muitos problemas no casal. O marido e a esposa carentes, não casaram “para amar”, mas para “serem amados”. Seus corações carentes esperam só receber, receber muito amor do cônjuge. Quando o cônjuge não lhe dá tanto amor quanto o esperado, sem se dar conta, começa a fazer exigências, reclamações, críticas, chantagens, até por bobagens e ninharias. As discussões acontecem por qualquer coisa. As cobranças se sucedem cada dia mais. Com isso, decaem as manifestações afetivas, agravando ainda mais o problema. Muitíssimos casais jovens entram em crise matrimonial muito depressa, e tantos chegam a separações, exatamente por causa das carências afetivas e de suas manifestações.
As carências afetivas de um casal podem ter vindo de sua infância, meninice, adolescência ou juventude. Ou porque viveram numa família muito numerosa, com muitos irmãos, onde os pais precisavam trabalhar muito, e por isso não tiveram tempo de se dedicar ao amor afetivo para com os filhos; ou porque em sua família não havia o hábito da comunicação afetiva, amorosa, carinhosa; ou porque, talvez, houve graves problemas de relacionamento entre os pais. Por essa falta de amor em família, pode ter ocorrido que um marido ou uma esposa, ou ambos, não tenham recebido bastante amor afetivo, tornaram-se carentes, e essas carências afetivas acabaram entrando no casamento, criando, depois, muitos problemas matrimonias e familiares.
É muito importante, portanto, amadurecer o coração no amor, como também, curar as carências afetivas. Saibam que, tanto o amadurecimento afetivo, como a cura das carências afetivas, acontecem exatamente na troca, no intercâmbio de amor afetivo entre marido e mulher, e entre pais e filhos.

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20 de outubro de 2009

A CURA DAS CARÊNCIAS AFEETIVAS



O trabalho de amadurecimento no amor e de cura das carências afetivas é particularmente muito importante. É muito importante exatamente para que a vida matrimonial possa ser vivida num clima de muito amor afetivo. Essa cura vai acontecendo à medida que marido e mulher, bem como pais e filhos, tenham hábitos afetivos, tenham muitas comunicações afetivas. Aliás, essa troca de amor em família é a melhor forma de curar carências, e de o casal chegar à maturidade do coração.
Saibam que a cura das carências afetivas só acontece por meio de muito amor afetivo dado e recebido. Eu diria, essa fome de amor só é curada por meio de pratos cheios de amor afetivo, comidos todos os dias. Quando um marido oferece muito amor afetivo para a esposa e para os filhos, e deles também recebe uma resposta de muito amor, todos eles estão se alimentando afetivamente, e com isso, as carências afetivas são curadas, e todos amadurecem sempre mais no amor. É exatamente por esse diálogo de amor, por esse jogo de dar e de receber amor é que tanto o marido como sua esposa chegam á maturidade do coração.
Se uma esposa trouxe para dentro do casamento imaturidades ou até profundas carências afetivas, a forma ideal de curar-se está exatamente em dar muito do seu amor ao marido, aos filhos, aos genros, nora e netos, e ao mesmo tempo, em se deixar amar por eles.
Estou insistindo neste aspecto de “deixar-se amar” porque, principalmente os homens, muitas vezes, não se deixam amar afetivamente. Muitos não se deixam amar afetivamente porque são tão carentes que se sentem mal, ficam sem graça, quando a esposa ou os filhos querem amá-los afetivamente. Quantas queixas tenho ouvido de jovens que dizem: "Eu nunca posso dar um abraço ou um beijo em meu pai. Ele não aceita". Quantas esposas se queixou dizendo: "Quando eu procuro fazer um carinho no meu marido, ele se afasta, e até fica irritado”. Esses homens precisam deixar-se amar por suas esposas e seus filhos. Precisam prestar atenção para essa realidade tão importante de permitir que as pessoas de suas famílias os amem afetivamente. Que esses maridos permitam que sua esposas se manifestem até prolongadamente com manifestações afetivas. Precisam se dar conta que isso é ótimo para eles. Alguém poderia dizer: “Mas eu já cheguei à maturidade e não necessito de afeto”! Se fosse verdade que essa pessoa tivesse chegado à maturidade, ela se sentiria muito feliz e gratificada por poder acolher o amor que alguém quer lhe oferecer. Quando um coração chega à maturidade do amor, torna-se muito mais sensível, tanto em dar amor, em gostar de amar, em sentir satisfação de oferecer do seu amor, como também torna-se muito sensível para acolher o amor que lhe é dado.
Se alguém do sexo masculino percebe que não se sente muito bem quando a esposa ou os filhos querem abraçá-lo, beijá-lo, deve perguntar-se: “Por que eu me sinto assim? O que é que está acontecendo comigo”? A resposta mais provável é que ele tenha muitas carências afetivas, e portanto, precisa curá-las, deixando-se amar.
Com as mulheres, esse problema é mais fácil de ser solucionado, porque elas, por própria natureza, são muito mais “coração”. Se uma esposa e mãe tem dificuldade de se deixar amar, quase sempre não é por imaturidades e carências, mas muito mais por causa de sofrimentos do desamor recebido, por causa das feridas dos seus corações, feridas abertas por seu marido ou por seus filhos. Nas mulheres, as imaturidades e as carências afetivas abrem ainda mais seus corações para acolher o amor que lhes é oferecido.
Como é importante o jogo do amor afetivo entre marido e mulher! Como é benéfico esse intercâmbio de amor! Como é saudável o diálogo permanente e constante de amor afetivo entre o casal! É essa troca de amor, é essa vida afetiva cultivada inteligentemente que dá sabor, que comunica tempero à vida matrimonial. É o amor afetivo quem engrossa cada vez mais os laços de amor entre marido e mulher. Além disso, é essa troca de amor que amadurece as imaturidades e cura as carências afetivas levando os corações dos esposos à maturidade. Quanto mais alguém amadurece, quanto mais consegue dar amor, tanto mais se desenvolve sua capacidade de amar. Quanto maior a capacidade de amar, mais o ser humano se realiza e se torna feliz.

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11 de outubro de 2009

RECEBER AMOR, PARA APRENDER A AMAR


Fazendo uma comparação teórica, em números, poderíamos dizer que, ao ser concebida e gerada, bem como até aos dois ou três anos, a criança tem 100% de necessidade de receber amor e 0% de dar amor. Aos seis, sete, oito anos, a criança tem 90% de necessidade de receber amor, e apenas 10% de necessidade de corresponder ao amor recebido. À altura dos catorze, quinze anos, o adolescente tem 70% de necessidade de receber amor, mas já possui 30% de necessidade de corresponder ao amor recebido. Poderíamos dizer que, lá pelos 22, 25 anos de idade, se o jovem recebeu muito amor, poderá ter chegado aos 50% de necessidade de receber e 50% de necessidade de dar amor. Aqui está a linha divisória entre a imaturidade e a maturidade do coração. É a passagem para a maior necessidade de dar amor, do que de recebê-lo. Quando a pessoa humana passa a sentir mais necessidade de amar do que de ser amada, ela chegou a entrar na maturidade afetiva. Maturidade esta que deve prosseguir pela vida afora, até chegar, talvez, a ter 90% de necessidade de dar amor, e apenas 10% de necessidade de recebê-lo.
É preciso esclarecer que a maturidade do coração não chega naturalmente com a idade. Ela acontece pela quantidade de amor recebido e oferecido ao longo da vida. Existem pessoas que nunca chegam à maturidade do amor, mesmo que cheguem aos 90 anos. Não amadurecem, porque não receberam bastante amor, nem na infância, nem na meninice, nem na adolescência, nem na juventude e nem no matrimônio.
Usando uma comparação, eu diria que a maturidade do coração se assemelha à alimentação do corpo. Por exemplo. Se uma criança é mal alimentada desde os primeiros meses, e a má alimentação prossegue nos primeiros anos, na adolescência e na juventude, ela se torna uma pessoa mal nutrida e raquítica. No amor pode ocorrer exatamente o mesmo processo. Quando uma criança não recebe tanto amor quanto deveria receber, e a falta de amor se prolongar pela vida afora, a pessoa fica raquítica no coração. Pode ficar imatura, e pior ainda, pode se tornar uma pessoa portadora de profundas carências afetivas.
Reafirmo que é por esse jogo de amor, por esse diálogo de amor que consiste em dar e receber amor dos pais, dos irmãos, na família, na comunidade, que o coração amadurece, que a pessoa chega à maturidade, e passa a sentir a realização do seu coração.

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AMOR AFETIVO EM FAMÍLIA


O desenvolvimento do coração.
O ser humano foi criado para ser amor. Mas ao ser concebido, ao ser gerado no seio materno e ao nascer, ele ainda não é amor maduro, adulto. Diria que ele é amor em potência. Mas necessita tornar-se amor adulto. Para tornar-se adulto, o caminho é longo. É preciso que seja concebido em amor, que receba muito amor nos nove meses de gestação, que receba muito amor ao nascer, bem como nos primeiros meses, nos primeiros anos, na adolescência e na juventude. É recebendo muito amor durante muitos anos que o ser humano chega a ser adulto no amor, maduro no coração.
Percebe-se como é importante que os casais jovens, quando pensam em ter um filho, procurem inteligentemente criar o melhor clima possível de amor como preparação para uma gravidez feliz. Suas relações sexuais realizadas com a finalidade de gerar um filho devem ser feitas em profundo clima de amor. Por que? Porque o ser humano, ao ser concebido, já percebe se foi concebido numa ato de amor ou numa relação sem amor, ou até se foi concebido numa ato violento. Ao ser concebida, a criança já percebe se vai ser bem acolhida ou não. Percebe pela qualidade do ato sexual pelo qual foi gerada.
É importantíssimo que a criança seja concebida em clima de amor. E que nos nove meses em que ela vive no seio materno, receba muito amor da mãe, do pai, dos irmãozinhos, do vovô, da vovó, bem como de todas as pessoas que estejam ao seu derredor. É muito importante que no parto tudo seja realizado com amor. Que o médico que assiste à mãe, que a parteira que acompanha o parto, façam tudo com muito amor. Que o pai da criança possivelmente esteja próximo para acompanhar tudo com muito amor. Que logo após o nascimento, a criança comece a sentir que tudo está sendo feito com muito amor. Que quando a mãe vai amamentá-la, o faça sempre com muita atenção e muito amor. É importante que o pai se faça muito presente junto da criança para olhá-la com amor, abraçá-la com amor, tocá-la com amor, sorrir para ela com amor.
É preciso também ter muito cuidado para que quando a criança venha a chorar, a chorar muito, principalmente à noite, que jamais se chegue a olhá-la com raiva, a xingá-la, a ameaçá-la com gestos ameaçadores, como para nela bater. É preciso lembrar que se a criança está chorando é porque está sofrendo por alguma razão e está pedindo socorro. Ora, se ela está sofrendo por alguma razão e por isso está chorando, ao sentir-se ameaçada ou olhada com raiva, seu coraçãozinho interpreta como uma profunda rejeição de amor. Pode ficar marcada por essa rejeição.

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4 de outubro de 2009

FAMÍLIA: NINHO DE AMOR


É admirável a grandeza e a importância dessas criações do nosso Deus: os laços de sangue e os laços do amor, para formar família. Porque Deus nos criou para sermos amor, e sabendo que nós precisaríamos de um lugar onde pudéssemos receber e dar muito amor, ele criou a família.
Reconhecemos que, na vida familiar, os laços de sangue não conseguem manter unidas as pessoas, quando os laços de amor se rompem. Sabemos que existem irmãos de sangue que se odeiam; pais e filhos que se detestam. Os laços de sangue, por si sós, sem os laços de amor, não têm força para criar um verdadeiro ninho de amor. O que gera um ninho de amor são os laços de amor, são os elos de amor.
A família, como reflexo da família trinitária, é o lugar especial e apropriado para a vivência do amor. Na família é normal, é natural, é necessário que haja comunhão de amor. Ninguém estranha que um pai ame, abrace, acaricie, beije, sorria e presenteie sua esposa, seus filhos e seus netos. Estranho seria se não houvesse essa comunicação de amor afetivo. Ninguém estranha que uma senhora mãe ame, acaricie, abrace, sorria e sirva com alegria ao marido, aos filhos e aos netos. Faz parte da própria natureza da pessoa, aliás criada para ser amor, que ame e manifeste seu amor.
Se Deus criou os laços de sangue e formou família, é para que seja um ninho de amor, um berço necessário para que o ser humano seja concebido em amor, venha à luz num ambiente de amor, tenha um lugar privilegiado para receber muito amor, para crescer no amor, para chegar à maturidade do amor, e portanto, para chegar à sua perfeita realização.
Em nosso tempo, a maior destruição que está acontecendo no mundo não é a ecológica. A maior destruição é a da família. O demônio, muito inteligente, sabe que é na família que o ser humano se realiza, amadurece e pode seguir pelos melhores caminhos. Sabe que, destruindo a família, atinge o ponto mais nevrálgico do ser humano, aquele que mais afeta e prejudica o ser humano. Por isso, usando de muitos meios poderosos, ele ataca a família para desajustá-la, enfraquecê-la, dividi-la, desfazê-la. Sabe que, destruindo a família, destrói aquela raiz inicial, essencial e necessária para que o ser humano se torne amor e seja feliz.É o que assistimos em nosso tempo. São inúmeras e poderosas as tentativas para destruir a família. Por isso, é preciso ter todo cuidado para preservar os valores da família.

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A maravilha dos laços de sangue


Porque Deus-Trindade tem experiência de família, e porque criou o ser humano para o amor, ele sabia que era necessário um lugar especial, um ninho especial para o ser humano poder viver em amor. Este lugar é a família. E para formar família, Deus criou os laços de sangue. Você já pensou no significado e na importância dos laços de sangue?
Que são os laços de sangue? São aquela força interior – no coração - que une fortemente um pai a seus pais, a seus filhos e descendentes; que liga o coração da mãe à sua mãe e irmãos, bem como a seus filhos e netos. Todos sabemos por experiência própria o que são os laços de sangue.
Não é por acaso que existem os laços de sangue. Não é por acaso que o Criador infundiu no ser humano os laços de sangue. Existem para aproximar, estreitar, fazer união, aproximar as pessoas de mesmo sangue. E aproximando, estreitando e unindo os corações, se forme família.
Se um pai não sentisse qualquer ligação com seu filho e com seu neto, se a mãe não sentisse qualquer ligação com os filhos e com os netos, não se constituiria família, não se formaria família. E não havendo família, não haveria um lugar especial, importante, necessário, para que o ser humano pudesse ser amor, viver no amor. Portanto, o que faz a verdadeira realização da família são os laços do amor. Os laços de sangue existem, foram criados, para que na família se criem os laços de amor.

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24 de setembro de 2009

CRIADOS PELO AMOR PARA O AMOR


FOMOS CRIADOS PARA O AMOR

O objetivo deste primeiro capítulo é fundamentar a vivência matrimonial e a vida familiar sobre os alicerces sólidos do amor. É o amor quem dá sentido, fundamento, realização e gratificação à vida matrimonial. A atmosfera do amor deve envolver toda a vida familiar. O oxigênio do amor precisa ser respirado por todos os membros de uma família. Mas, ao mesmo tempo, todos devem transbordar e transpirar amor, se quiserem ser felizes, realizados, sadios e belos, na família.
Busco na Palavra de Deus, na Bíblia sagrada, a inspiração para esta reflexão.
Diz o texto do Gênesis: "Então Deus disse: façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra. Deus criou o homem à sua imagem. Criou-o à imagem de Deus. Criou o homem e a mulher. Deus os abençoou e lhes disse: frutificar, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1, 26-28).
Este breve texto, por três vezes declara que o ser humano foi criado à “imagem e semelhança” de Deus. Retomando o texto: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”... “E Deus criou o homem à sua imagem”... “Criou-o à imagem de Deus... Criou o homem a mulher”.
Precisamos nos perguntar de imediato: “O que é ser imagem de Deus?” “Quando é que somos imagem e semelhança de Deus”? É importante que procuremos penetrar nessas palavras e desejemos compreender a riqueza dessa afirmação divina. Sim, é importante penetrá-la e compreendê-la, a fim de que se possa avaliar e abranger o profundo sentido existencial dessa verdade para nossas vidas.
Para sabermos o que é ser “imagem e semelhança” de Deus, precisamos nos perguntar: “O que Deus é”? Se nós soubermos responder corretamente à pergunta “O que Deus é”, saberemos também o que significa “ser imagem e semelhança” de Deus.
O próprio Espírito Santo inspirou o evangelista São João a escrever em sua primeira carta que “Deus é amor!” Ora, se Deus é amor, imagem e semelhança de Deus só pode ser alguém que “seja amor”. Se nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, que é amor, fomos criados para “sermos amor”. Atenção! Não apenas para “termos” amor. Não diz a Bíblia que Deus “tem” amor. Diz que Deus “é” amor.

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