11 de agosto - O Coração de Jesus e os padres
15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. 16 Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça (Jo 15, 15-16).
Primeiro Prelúdio. O padre é o amigo pessoal e íntimo de Jesus Cristo. Como João Batista, é o amigo do Esposo das almas.
Segundo Prelúdio. Senhor, ajudai os vossos padres, derramai sobre os seus corações a graça e caridade que inundam o vosso.
PRIMEIRO PONTO: A vocação sacerdotal. – A vocação ao apostolado é um acto do beneplácito divino (Heb 5, 4). É o Pai quem separa do mundo aqueles que destina ao sacerdócio e que os dá ao Filho (Jo 17, 6).
Não é o padre que escolhe Jesus; mas é Jesus Cristo quem escolhe o padre e o coloca na sua Igreja, para que aí cresça em ciência, em santidade, em zelo, e que aí produza um fruto duradouro (Jo 15, 16).
Nosso Senhor reza longamente antes de chamar os seus apóstolos. – Rezemos a Deus como Ele, para que envie dignos operários para a sua vinha.
A vocação impõe sacrifícios. É preciso deixar tudo e tomar a sua cruz para seguir Jesus. Acontece mesmo que a vocação encontra na família oposições que é preciso vencer (Lc 14, 26).
Os apóstolos deixaram tudo imediatamente para seguirem Jesus. A sua generosidade é uma garantia de salvação e de glória (2Pd 1,10).
Deve fortalecer-se a própria vocação pela oração, pelo estudo da boa doutrina e pelas obras santas (2Tes 2).
Estejamos nas mãos de Deus para toda a boa obra segundo a sua vontade e o seu apelo.
SEGUNDO PONTO: Grandezas e virtudes do sacerdócio. – O padre é o embaixador oficial de Deus junto das almas (2Cor 13, 20); é a luz do mundo e o sal da terra.
É um outro Cristo, continua Cristo sobre a terra. Receber um padre, é receber Jesus Cristo mesmo e o seu Pai (Lc 10, 16).
Todos os dias opera o maior milagre do Salvador, no santo sacrifício da missa. Como Cristo, tem a chave das consciências e os seus juízos são ratificados no céu (Jo 20, 23).
O padre é o homem de Deus e das almas; a sua função própria é oferecer a Deus sacrifícios e orações por si e pelos irmãos. Mesmo se separado do mundo, é preciso que viva no mundo, mas sem tomar o seu espírito (Heb 5; Jo 17).
A ciência é-lhe absolutamente necessária, senão é um cego conduzindo outros cegos (Lc 6, 39).
De espalhar pelas suas virtudes o bom odor de Jesus Cristo (2Cor 2).
«Tomemos cuidado, diz S. Paulo aos presbíteros de Corinto, em não darmos a ninguém ocasião de escândalo, para que o nosso ministério não seja censurado. Mas mostremo-nos em todas as coisas tais como devem ser os ministros de Deus, com uma grande paciência nas tribulações, nas perseguições, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns; pela pureza, pela ciência, por uma doçura perseverante; pelos frutos do Espírito Santo, por uma caridade sincera; pela palavra da verdade, pela força de Deus, pelas armas da justiça; na honra ou na humilhação; sempre alegres, mesmo na provação e na pobreza…» (2Cor 6).
Tal é o carácter do verdadeiro apóstolo, sempre zeloso, ardente e paciente.
É preciso que o padre seja bom, que se compadeça em todos os infortúnios, que tenha piedade das vítimas da ignorância e do erro (Heb 5).
O seu desinteresse constitui a sua glória (Mt 18, 20).
Deve velar como um pastor sobre o seu rebanho e dar às suas ovelhas os seus cuidados e a sua dedicação (Mt 13, 25).
TERCEIRO PONTO: Labores, provas e recompensas. – O padre é um trabalhador e um semeador, tem uma tarefa rude (Jo 4, 35).
É um soldado infatigável de Cristo, um lutador intrépido (2Tim 2). Deve estar disposto a tudo sofrer por amor dos eleitos e pela glória de Deus.
É a cruz que fecunda o ministério do padre, por isso deve estar constantemente unido a Cristo sobre a cruz (Jo 12, 26). Discípulo e continuador de Cristo, o padre não pode ser tratado de outro modo senão como o seu Mestre (Mt 10, 24).
A perseguição inerente ao ministério sacerdotal não faz senão reavivar a graça e o zelo no padre e aproveita grandemente às almas (2Cor 4, 8).
O padre tem o direito à confiança e ao afecto filial dos fiéis. Mas pelo seu lado terá uma conta rigorosa a prestar da sua administração (Heb 13, 17).
Uma magnífica recompensa está reservada ao padre, administrador fiel da sua família paroquial; um castigo rigoroso espera o administrador infiel.
«Estai preparados, tinha dito Nosso Senhor, e tende as vossas lâmpadas acesas, a lâmpada das boas obras. – É para nós ou para todos que dizeis isto?» diz-lhe S. Pedro. – Qual é então, responde-lhe Nosso Senhor, o administrador fiel e prudente que o Senhor colocou à frente da sua casa para dar a cada um na hora conveniente a sua medida de trigo? (Não é o padre?). Se o Senhor, à sua chegada, encontra este servo fiel, cumulá-lo-á de bens» (Lc 12, 41).
Resoluções. – Tenhamos, portanto, uma elevada ideia do sacerdócio, que é o dom mais maravilhoso do Coração de Jesus. Agradeçamos a Nosso Senhor por ter dado à sua Igreja o sacerdócio novo que ultrapassa em dignidade e em fecundidade o sacerdócio levítico tanto quanto o sacrifício eucarístico ultrapassa os holocaustos da antiga lei. – Peçamos ao Senhor da messe que dê à sua Igreja muitos santos sacerdotes.
Colóquio com Jesus, Pontífice supremo.
Primeiro Prelúdio. O padre é o amigo pessoal e íntimo de Jesus Cristo. Como João Batista, é o amigo do Esposo das almas.
Segundo Prelúdio. Senhor, ajudai os vossos padres, derramai sobre os seus corações a graça e caridade que inundam o vosso.
PRIMEIRO PONTO: A vocação sacerdotal. – A vocação ao apostolado é um acto do beneplácito divino (Heb 5, 4). É o Pai quem separa do mundo aqueles que destina ao sacerdócio e que os dá ao Filho (Jo 17, 6).
Não é o padre que escolhe Jesus; mas é Jesus Cristo quem escolhe o padre e o coloca na sua Igreja, para que aí cresça em ciência, em santidade, em zelo, e que aí produza um fruto duradouro (Jo 15, 16).
Nosso Senhor reza longamente antes de chamar os seus apóstolos. – Rezemos a Deus como Ele, para que envie dignos operários para a sua vinha.
A vocação impõe sacrifícios. É preciso deixar tudo e tomar a sua cruz para seguir Jesus. Acontece mesmo que a vocação encontra na família oposições que é preciso vencer (Lc 14, 26).
Os apóstolos deixaram tudo imediatamente para seguirem Jesus. A sua generosidade é uma garantia de salvação e de glória (2Pd 1,10).
Deve fortalecer-se a própria vocação pela oração, pelo estudo da boa doutrina e pelas obras santas (2Tes 2).
Estejamos nas mãos de Deus para toda a boa obra segundo a sua vontade e o seu apelo.
SEGUNDO PONTO: Grandezas e virtudes do sacerdócio. – O padre é o embaixador oficial de Deus junto das almas (2Cor 13, 20); é a luz do mundo e o sal da terra.
É um outro Cristo, continua Cristo sobre a terra. Receber um padre, é receber Jesus Cristo mesmo e o seu Pai (Lc 10, 16).
Todos os dias opera o maior milagre do Salvador, no santo sacrifício da missa. Como Cristo, tem a chave das consciências e os seus juízos são ratificados no céu (Jo 20, 23).
O padre é o homem de Deus e das almas; a sua função própria é oferecer a Deus sacrifícios e orações por si e pelos irmãos. Mesmo se separado do mundo, é preciso que viva no mundo, mas sem tomar o seu espírito (Heb 5; Jo 17).
A ciência é-lhe absolutamente necessária, senão é um cego conduzindo outros cegos (Lc 6, 39).
De espalhar pelas suas virtudes o bom odor de Jesus Cristo (2Cor 2).
«Tomemos cuidado, diz S. Paulo aos presbíteros de Corinto, em não darmos a ninguém ocasião de escândalo, para que o nosso ministério não seja censurado. Mas mostremo-nos em todas as coisas tais como devem ser os ministros de Deus, com uma grande paciência nas tribulações, nas perseguições, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns; pela pureza, pela ciência, por uma doçura perseverante; pelos frutos do Espírito Santo, por uma caridade sincera; pela palavra da verdade, pela força de Deus, pelas armas da justiça; na honra ou na humilhação; sempre alegres, mesmo na provação e na pobreza…» (2Cor 6).
Tal é o carácter do verdadeiro apóstolo, sempre zeloso, ardente e paciente.
É preciso que o padre seja bom, que se compadeça em todos os infortúnios, que tenha piedade das vítimas da ignorância e do erro (Heb 5).
O seu desinteresse constitui a sua glória (Mt 18, 20).
Deve velar como um pastor sobre o seu rebanho e dar às suas ovelhas os seus cuidados e a sua dedicação (Mt 13, 25).
TERCEIRO PONTO: Labores, provas e recompensas. – O padre é um trabalhador e um semeador, tem uma tarefa rude (Jo 4, 35).
É um soldado infatigável de Cristo, um lutador intrépido (2Tim 2). Deve estar disposto a tudo sofrer por amor dos eleitos e pela glória de Deus.
É a cruz que fecunda o ministério do padre, por isso deve estar constantemente unido a Cristo sobre a cruz (Jo 12, 26). Discípulo e continuador de Cristo, o padre não pode ser tratado de outro modo senão como o seu Mestre (Mt 10, 24).
A perseguição inerente ao ministério sacerdotal não faz senão reavivar a graça e o zelo no padre e aproveita grandemente às almas (2Cor 4, 8).
O padre tem o direito à confiança e ao afecto filial dos fiéis. Mas pelo seu lado terá uma conta rigorosa a prestar da sua administração (Heb 13, 17).
Uma magnífica recompensa está reservada ao padre, administrador fiel da sua família paroquial; um castigo rigoroso espera o administrador infiel.
«Estai preparados, tinha dito Nosso Senhor, e tende as vossas lâmpadas acesas, a lâmpada das boas obras. – É para nós ou para todos que dizeis isto?» diz-lhe S. Pedro. – Qual é então, responde-lhe Nosso Senhor, o administrador fiel e prudente que o Senhor colocou à frente da sua casa para dar a cada um na hora conveniente a sua medida de trigo? (Não é o padre?). Se o Senhor, à sua chegada, encontra este servo fiel, cumulá-lo-á de bens» (Lc 12, 41).
Resoluções. – Tenhamos, portanto, uma elevada ideia do sacerdócio, que é o dom mais maravilhoso do Coração de Jesus. Agradeçamos a Nosso Senhor por ter dado à sua Igreja o sacerdócio novo que ultrapassa em dignidade e em fecundidade o sacerdócio levítico tanto quanto o sacrifício eucarístico ultrapassa os holocaustos da antiga lei. – Peçamos ao Senhor da messe que dê à sua Igreja muitos santos sacerdotes.
Colóquio com Jesus, Pontífice supremo.





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