12 de agosto (Dia de Padre Dehon) - Cura do surdo-mudo: da vigilância para evitar as recaídas
Hoje, a Congregação faz memória da morte de Padre Dehon. Leia sobre nosso fundador em www.dehonbrasil.com/padredehon
43 Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. 44 Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. 45 Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro (Mt12, 43-45).
Primeiro Prelúdio. Nosso Senhor mostra-nos o estado deplorável de uma alma que recaiu depois da sua primeira conversão. É uma advertência.
Segundo Prelúdio. Senhor, tornai-me vigilante e assisti-me, com medo de recair.
PRIMEIRO PONTO: É preciso premunir-se contra as tentações ocasionais por falta de vigilância. – A calma na qual se encontra uma alma que escapou ao demónio pode fazer nascer uma segurança perigosa, se não estiver atenta a alimentar com cuidado as intenções sobrenaturais nas quais reside a força de resistência da alma. A tentação é às vezes uma prova querida ou permitida por Nosso Senhor para provar a virtude. Foi assim que Tobias foi tentado, porque era agradável a Deus. Mas o mais das vezes a origem mesma da tentação e os seus desenvolvimentos vêem de uma falta de vigilância. Esta tentação é a mais comum e a mais perigosa. Nosso Senhor mandou-nos rezar ao seu Pai para que nos preserve: Et ne nos inducas in tentationem.
Nosso Senhor advertiu-nos bem: «Vigiai e rezai para que não entreis em tentação». É preciso rezar sempre e nunca desfalecer, disse ainda, porque não sabeis a que hora virá o ladrão (Mt 24, 43). Estas são advertências solenes muitas vezes repetidas pela Sagrada Escritura.
Trata-se da salvação eterna. É para a alma uma questão de vida ou de morte, porque ninguém pode prever as terríveis consequências de uma queda grave e, por mais forte razão, de uma recaída.
SEGUNDO PONTO: Para uma alma consagrada a Deus, a vigilância consiste na exacta observância dos seus deveres de estado e da sua regra. – Seria tentar Deus contar com a super-abundância do seu socorro, quando nada fizemos para o merecermos /151 e sobretudo quando agimos de maneira a desagradar a Deus. A incúria, a preguiça espiritual não são coisas de natureza a atrair a graça. Aliás, a graça é um dom gratuito, Nosso Senhor concederá este dom aos que o profanam? Aquele que é negligente no cumprimento dos seus deveres de estado pode dizer que exerceu esta vigilância protectora que teria podido afastar a tentação ou chamar a graça divina? Rezou quando recitou negligentemente ou por rotina fórmulas de oração; quando deixou o seu espírito ocupar-se de coisas estranhas mesmo durante a santa missa; quando não prestou senão uma atenção distraída à meditação; quando cumpriu sem cuidado ou por motivos puramente humanos os deveres do seu estado? O cumprimento fiel dos próprios deveres em espírito de fé e de amor segundo as nossas regras tem a virtude de transformar as nossas acções em oração contínua e mesmo de fazer delas um acto contínuo de caridade.
É por esta fidelidade que cumprimos o preceito: «Vigiai e orai para que não entreis em tentação».
Quem é tíbio e negligente está grandemente exposto às tentações. Cada acto de negligência abre uma porta ao inimigo. S. Pedro descreve o furor deste inimigo comparando-o a um leão pronto a atirar-se à sua presa para a devorar. E o Evangelho que meditamos hoje diz-nos que o demónio vencido volta com outros sete piores do que ele. Estes avisos deviam bastar para nos acautelarmos contra a falta de vigilância.
TERCEIRO PONTO: Uma alma consagrada ao Sagrado Coração deve observar a vigilância por amor a Nosso Senhor. – Às considerações ditadas pelos interesses prementes da salvação, uma alma consagrada ao Sagrado Coração deve acrescentar um outro motivo. Se esta vigilância salutar é um preceito e o único preservativo contra a tentação, é também um meio de testemunhar o nosso amor a Nosso Senhor. A vigilância está atenta a nada omitir daquilo que é prescrito, a nada fazer daquilo que é proibido, a fazer o melhor possível tudo o que se faz. Torna-nos delicados nas pequenas coisas. Não há nada que agrade tanto ao Coração de Jesus como esta delicadeza nas mínimas coisas. Ofereçamos, portanto, a Nosso Senhor como um sinal de amor a resolução de estarmos vigilantes e o cuidado com o qual nos manteremos nesta resolução. Agindo assim, não somente nos anteciparemos às tentações, mas santificar-nos-emos e daremos ao Sagrado Coração uma grande consolação.
Nosso Senhor, tocado pelo nosso amor, proteger-nos-á com uma solicitude incessante.
Os seus anjos velarão por nós: Angelis suis mandavit de te ut custodiant te in omnibus viis tuis (Sl 90, 11).
Nosso Senhor abrigar-nos-á como debaixo de um escudo: Scuto circumdabit te veritas ejus (Sl 90, 5).
Cobrir-nos-á com as suas asas, como uma galinha cobre os seus pintainhos: Scapulis suis obumbrabit tibi et sub pennis ejus sperabis (Sl 90, 4).
Resoluções. – Ofereço a Nosso Senhor a resolução de observar uma estrita vigilância sobre mim mesmo durante este dia, por amor pelo Sagrado Coração, que é tão cheio de amor por mim. – Não perderei de vista Nosso Senhor: Oculi mei semper ad Dominum, e Ele me salvará de todos os embustes. Dignai-vos tomar cuidado de mim, Senhor, tende piedade de mim, sou como um órfão sem recursos (Sl 24). Recordar-me-ei durante o dia desta ameaça terrível: o estado daquele que recai é pior do que antes.
Colóquio com Nosso Senhor.
43 Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. 44 Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. 45 Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro (Mt12, 43-45).
Primeiro Prelúdio. Nosso Senhor mostra-nos o estado deplorável de uma alma que recaiu depois da sua primeira conversão. É uma advertência.
Segundo Prelúdio. Senhor, tornai-me vigilante e assisti-me, com medo de recair.
PRIMEIRO PONTO: É preciso premunir-se contra as tentações ocasionais por falta de vigilância. – A calma na qual se encontra uma alma que escapou ao demónio pode fazer nascer uma segurança perigosa, se não estiver atenta a alimentar com cuidado as intenções sobrenaturais nas quais reside a força de resistência da alma. A tentação é às vezes uma prova querida ou permitida por Nosso Senhor para provar a virtude. Foi assim que Tobias foi tentado, porque era agradável a Deus. Mas o mais das vezes a origem mesma da tentação e os seus desenvolvimentos vêem de uma falta de vigilância. Esta tentação é a mais comum e a mais perigosa. Nosso Senhor mandou-nos rezar ao seu Pai para que nos preserve: Et ne nos inducas in tentationem.
Nosso Senhor advertiu-nos bem: «Vigiai e rezai para que não entreis em tentação». É preciso rezar sempre e nunca desfalecer, disse ainda, porque não sabeis a que hora virá o ladrão (Mt 24, 43). Estas são advertências solenes muitas vezes repetidas pela Sagrada Escritura.
Trata-se da salvação eterna. É para a alma uma questão de vida ou de morte, porque ninguém pode prever as terríveis consequências de uma queda grave e, por mais forte razão, de uma recaída.
SEGUNDO PONTO: Para uma alma consagrada a Deus, a vigilância consiste na exacta observância dos seus deveres de estado e da sua regra. – Seria tentar Deus contar com a super-abundância do seu socorro, quando nada fizemos para o merecermos /151 e sobretudo quando agimos de maneira a desagradar a Deus. A incúria, a preguiça espiritual não são coisas de natureza a atrair a graça. Aliás, a graça é um dom gratuito, Nosso Senhor concederá este dom aos que o profanam? Aquele que é negligente no cumprimento dos seus deveres de estado pode dizer que exerceu esta vigilância protectora que teria podido afastar a tentação ou chamar a graça divina? Rezou quando recitou negligentemente ou por rotina fórmulas de oração; quando deixou o seu espírito ocupar-se de coisas estranhas mesmo durante a santa missa; quando não prestou senão uma atenção distraída à meditação; quando cumpriu sem cuidado ou por motivos puramente humanos os deveres do seu estado? O cumprimento fiel dos próprios deveres em espírito de fé e de amor segundo as nossas regras tem a virtude de transformar as nossas acções em oração contínua e mesmo de fazer delas um acto contínuo de caridade.
É por esta fidelidade que cumprimos o preceito: «Vigiai e orai para que não entreis em tentação».
Quem é tíbio e negligente está grandemente exposto às tentações. Cada acto de negligência abre uma porta ao inimigo. S. Pedro descreve o furor deste inimigo comparando-o a um leão pronto a atirar-se à sua presa para a devorar. E o Evangelho que meditamos hoje diz-nos que o demónio vencido volta com outros sete piores do que ele. Estes avisos deviam bastar para nos acautelarmos contra a falta de vigilância.
TERCEIRO PONTO: Uma alma consagrada ao Sagrado Coração deve observar a vigilância por amor a Nosso Senhor. – Às considerações ditadas pelos interesses prementes da salvação, uma alma consagrada ao Sagrado Coração deve acrescentar um outro motivo. Se esta vigilância salutar é um preceito e o único preservativo contra a tentação, é também um meio de testemunhar o nosso amor a Nosso Senhor. A vigilância está atenta a nada omitir daquilo que é prescrito, a nada fazer daquilo que é proibido, a fazer o melhor possível tudo o que se faz. Torna-nos delicados nas pequenas coisas. Não há nada que agrade tanto ao Coração de Jesus como esta delicadeza nas mínimas coisas. Ofereçamos, portanto, a Nosso Senhor como um sinal de amor a resolução de estarmos vigilantes e o cuidado com o qual nos manteremos nesta resolução. Agindo assim, não somente nos anteciparemos às tentações, mas santificar-nos-emos e daremos ao Sagrado Coração uma grande consolação.
Nosso Senhor, tocado pelo nosso amor, proteger-nos-á com uma solicitude incessante.
Os seus anjos velarão por nós: Angelis suis mandavit de te ut custodiant te in omnibus viis tuis (Sl 90, 11).
Nosso Senhor abrigar-nos-á como debaixo de um escudo: Scuto circumdabit te veritas ejus (Sl 90, 5).
Cobrir-nos-á com as suas asas, como uma galinha cobre os seus pintainhos: Scapulis suis obumbrabit tibi et sub pennis ejus sperabis (Sl 90, 4).
Resoluções. – Ofereço a Nosso Senhor a resolução de observar uma estrita vigilância sobre mim mesmo durante este dia, por amor pelo Sagrado Coração, que é tão cheio de amor por mim. – Não perderei de vista Nosso Senhor: Oculi mei semper ad Dominum, e Ele me salvará de todos os embustes. Dignai-vos tomar cuidado de mim, Senhor, tende piedade de mim, sou como um órfão sem recursos (Sl 24). Recordar-me-ei durante o dia desta ameaça terrível: o estado daquele que recai é pior do que antes.
Colóquio com Nosso Senhor.





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