14 de agosto - A Samaritana
Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11 Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? 12 És tu, porventura, maior do que Jacob, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? 13 Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; 14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna (Jo 4, 10-14).
Primeiro Prelúdio. É Nosso Senhor que é o dom de Deus, vamos beber às fontes do seu Coração.
Segundo Prelúdio. Dai-me, Senhor, a água preciosa da vossa graça e do vosso amor.
PRIMEIRO PONTO: É Jesus e o seu Coração que são o dom de Deus. – É Nosso Senhor que é o dom de Deus. O seu Pai amou tanto os homens que lhes deu o seu Filho único, para os resgatar, para lhes comunicar a sua graça e os reconduzir a si. É portanto somente por Nosso Senhor que podemos ir ao Pai.
E Nosso Senhor mesmo ama tanto os homens aos quais o seu Pai o deu, que Ele mesmo dá os primeiros passos para os ganhar ao seu amor.
Nós ficamos muitas vezes surdos as estes passos que são as suas doces inspirações e a graça dos seus sacramentos. Se o conhecêssemos melhor, se soubéssemos melhor qual é este nosso amigo que nos fala no segredo do nosso coração e que solicita o nosso amor, apressar-nos-íamos para irmos ter com ele e lhe pediríamos estas águas vivas da graça, que tanto deseja espalhar.
Deseja tanto possuir o coração dos homens e nós pensamos tão pouco nele! Se o conhecessem melhor, todos os corações se abririam a ele.
SEGUNDO PONTO: Para conhecermos bem Nosso Senhor, é preciso estudar o seu coração e os prodígios do seu amor. – É preciso penetrar o mais adiante que for possível no conhecimento de Nosso Senhor, dos seus mistérios, dos seus benefícios, dos seus sacrifícios e sobretudo do amor do seu Coração, o único inspirador de tudo o que fez por nós. Quem não conhece o Coração de Jesus pretenderá em vão conhecer Nosso Senhor, tem dele apenas um conhecimento superficial.
Para estudar o Coração de Jesus, é preciso ver e reconhecer em tudo o que ele fez pelos homens o amor que o inspirou. Faz-se mendigo para solicitar o afecto dos nossos corações: Sto ad ostium et pulso. É Ele quem primeiro o diz: «Dai-me de beber». E o que é que lhe damos para saciar a sua sede de amor? Indiferença, frieza, esquecimento, quando não é mesmo ofensa e ultraje.
Para conhecer bem Nosso Senhor, é preciso penetrar-se desta verdade: que ama os homens, que tudo o que fez, fê-lo por amor por eles, e que não tem maior desejo do que de ser amado por eles; que tem sede de entrar nos seus corações, de os possuir, de os encher inteiramente de si mesmo. O amor do Coração de Jesus por nós é a única luz que pode guiar-nos com segurança, se queremos aplicar a nossa inteligência ao estudo da sua vida e das suas obras. Quem estuda Nosso Senhor deste modo, conhece-o melhor que todos os outros.
Para conhecer Nosso Senhor desta maneira que excita o coração a amá-lo, basta um pouco de simplicidade e de bondade de coração: Sentite de Domino in bonitate et in simplicitate cordis quaerite illum (Sab 1, 1). É o primeiro conselho que nos dá o livro da Sabedoria.
Depois de ter estudado Nosso Senhor desta maneira, exclamaremos como o salmista: «Confessemos bem alto a bondade do Senhor» (Sl 117).
TERCEIRO PONTO: Quem conhece o Sagrado Coração, bebe com alegria nesta fonte de água viva. – Quando alguém conhece o Sagrado Coração, o amor começa e com ele a sede de amor. Os que não conhecem Nosso Senhor senão com a sua razão têm ainda sede, como os que bebem água do poço de Samaria; mas os que o conhecem com o coração, já não têm sede de outra coisa. Unir-se a Jesus cada vez mais, é o seu único desejo: Unam petii a Domino, hanc requiram, ut inhanitem in domo Domini omnibus diebus vitae meae (Sl 26). Os seus corações são conquistados. Vão por si mesmos a esta fonte que deve saciar a sua sede para a eternidade. Vão directamente ao amor de Nosso Senhor, porque compreendem que a sua sede é de ser amado. O amor uma vez acendido aquece por graus, o coração torna-se uma fornalha ardente onde a graça penetra cada vez mais e traz consigo esta fonte de água viva que jorra até à vida eterna.
Se procuramos um objeto ao qual possamos dar todos os nossos afectos, vamos a Jesus, vamos beber na fonte do seu amor. Ele realizará todos os nossos desejos. É para o amar que o coração do homem foi feito. Indo a Nosso Senhor pelo afecto, atingimos o nosso fim mesmo desde esta vida. Todo outro afecto deixaria o nosso coração na inquietação e na perturbação.
Resoluções. – Estudarei Nosso Senhor no seu coração considerando os motivos de amor que inspiraram todos os seus actos. Farei hoje frequentes actos de amor e manifestarei o meu amor pela aceitação alegre de todos os pequenos sacrifícios que pedem a minha regra e o meu emprego. Peço-vos com simplicidade, ó meu bom Mestre, a graça de vos amar e de sentir vivamente a sede do vosso amor.
Colóquio com o Sagrado Coração.
Primeiro Prelúdio. É Nosso Senhor que é o dom de Deus, vamos beber às fontes do seu Coração.
Segundo Prelúdio. Dai-me, Senhor, a água preciosa da vossa graça e do vosso amor.
PRIMEIRO PONTO: É Jesus e o seu Coração que são o dom de Deus. – É Nosso Senhor que é o dom de Deus. O seu Pai amou tanto os homens que lhes deu o seu Filho único, para os resgatar, para lhes comunicar a sua graça e os reconduzir a si. É portanto somente por Nosso Senhor que podemos ir ao Pai.
E Nosso Senhor mesmo ama tanto os homens aos quais o seu Pai o deu, que Ele mesmo dá os primeiros passos para os ganhar ao seu amor.
Nós ficamos muitas vezes surdos as estes passos que são as suas doces inspirações e a graça dos seus sacramentos. Se o conhecêssemos melhor, se soubéssemos melhor qual é este nosso amigo que nos fala no segredo do nosso coração e que solicita o nosso amor, apressar-nos-íamos para irmos ter com ele e lhe pediríamos estas águas vivas da graça, que tanto deseja espalhar.
Deseja tanto possuir o coração dos homens e nós pensamos tão pouco nele! Se o conhecessem melhor, todos os corações se abririam a ele.
SEGUNDO PONTO: Para conhecermos bem Nosso Senhor, é preciso estudar o seu coração e os prodígios do seu amor. – É preciso penetrar o mais adiante que for possível no conhecimento de Nosso Senhor, dos seus mistérios, dos seus benefícios, dos seus sacrifícios e sobretudo do amor do seu Coração, o único inspirador de tudo o que fez por nós. Quem não conhece o Coração de Jesus pretenderá em vão conhecer Nosso Senhor, tem dele apenas um conhecimento superficial.
Para estudar o Coração de Jesus, é preciso ver e reconhecer em tudo o que ele fez pelos homens o amor que o inspirou. Faz-se mendigo para solicitar o afecto dos nossos corações: Sto ad ostium et pulso. É Ele quem primeiro o diz: «Dai-me de beber». E o que é que lhe damos para saciar a sua sede de amor? Indiferença, frieza, esquecimento, quando não é mesmo ofensa e ultraje.
Para conhecer bem Nosso Senhor, é preciso penetrar-se desta verdade: que ama os homens, que tudo o que fez, fê-lo por amor por eles, e que não tem maior desejo do que de ser amado por eles; que tem sede de entrar nos seus corações, de os possuir, de os encher inteiramente de si mesmo. O amor do Coração de Jesus por nós é a única luz que pode guiar-nos com segurança, se queremos aplicar a nossa inteligência ao estudo da sua vida e das suas obras. Quem estuda Nosso Senhor deste modo, conhece-o melhor que todos os outros.
Para conhecer Nosso Senhor desta maneira que excita o coração a amá-lo, basta um pouco de simplicidade e de bondade de coração: Sentite de Domino in bonitate et in simplicitate cordis quaerite illum (Sab 1, 1). É o primeiro conselho que nos dá o livro da Sabedoria.
Depois de ter estudado Nosso Senhor desta maneira, exclamaremos como o salmista: «Confessemos bem alto a bondade do Senhor» (Sl 117).
TERCEIRO PONTO: Quem conhece o Sagrado Coração, bebe com alegria nesta fonte de água viva. – Quando alguém conhece o Sagrado Coração, o amor começa e com ele a sede de amor. Os que não conhecem Nosso Senhor senão com a sua razão têm ainda sede, como os que bebem água do poço de Samaria; mas os que o conhecem com o coração, já não têm sede de outra coisa. Unir-se a Jesus cada vez mais, é o seu único desejo: Unam petii a Domino, hanc requiram, ut inhanitem in domo Domini omnibus diebus vitae meae (Sl 26). Os seus corações são conquistados. Vão por si mesmos a esta fonte que deve saciar a sua sede para a eternidade. Vão directamente ao amor de Nosso Senhor, porque compreendem que a sua sede é de ser amado. O amor uma vez acendido aquece por graus, o coração torna-se uma fornalha ardente onde a graça penetra cada vez mais e traz consigo esta fonte de água viva que jorra até à vida eterna.
Se procuramos um objeto ao qual possamos dar todos os nossos afectos, vamos a Jesus, vamos beber na fonte do seu amor. Ele realizará todos os nossos desejos. É para o amar que o coração do homem foi feito. Indo a Nosso Senhor pelo afecto, atingimos o nosso fim mesmo desde esta vida. Todo outro afecto deixaria o nosso coração na inquietação e na perturbação.
Resoluções. – Estudarei Nosso Senhor no seu coração considerando os motivos de amor que inspiraram todos os seus actos. Farei hoje frequentes actos de amor e manifestarei o meu amor pela aceitação alegre de todos os pequenos sacrifícios que pedem a minha regra e o meu emprego. Peço-vos com simplicidade, ó meu bom Mestre, a graça de vos amar e de sentir vivamente a sede do vosso amor.
Colóquio com o Sagrado Coração.





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