15 de agosto - Assunção da Santíssima Virgem
Se encontrardes o meu amado, que lhe direis? Que desfaleço de amor (5, 8). - Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem (Cant 2, 13). - Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol, formidável como um exército com bandeiras? (Cant 6, 10)
Primeiro Prelúdio. – Jesus e Maria desejavam ardentemente a sua reunião. A entrada de Maria no céu foi um triunfo.
Segundo Prelúdio. – Maria tornou-se lá em cima a nossa mediadora junto do Coração de Jesus, o canal das graças divinas e o sustentáculo da Igreja.
PRIMEIRO PONTO: A bem-aventurada morte da santíssima Virgem. – Nosso Senhor deixou esperar bastante tempo a sua santa mãe. Era para bem da Igreja nascente, para lhe deixar uma Mãe para a educar, uma Mestra para a instruir, uma Consoladora no meio das perseguições. Maria apoia os apóstolos, descobre aos Evangelistas os segredos da vida escondida do seu divino Filho, anima os primeiros mártires, inspira às virgens e às viúvas os celestes atractivos da pobreza.
Depois vem a hora da sua morte. Ela sem dúvida é advertida pelos anjos. Repete o seu Ecce Ancilla. Os apóstolos estão reunidos pela vontade divina. Maria dá-lhes os seus últimos conselhos e despede-se. Não tem bens temporais para legar aos homens, mas deixa-lhes os seus preciosos méritos.
Jesus vem diante dela. Ela desfalece de amor, como a esposa do Cântico. Jesus convida-a para as núpcias eternas. Vinde, diz-lhe, vinde, minha Mãe bem-amada, vinde receber a vossa coroa de Rainha do céu e da terra. Maria repete, sem dúvida, estas últimas palavras que Jesus disse na cruz: «Meu Deus, coloco a minha alma nas vossas mãos». Depois expira de amor.
SEGUNDO PONTO: A ressurreição de Maria. – Maria deixou o seu corpo sobre a terra, como um último sacrifício. Mas Nosso Senhor não quer abandonar à corrupção do túmulo este corpo que lhe esteve tão unido. Desperta o corpo de sua Mãe bem-amada, como despertou Lázaro. Maria ressuscita no terceiro dia, como Jesus. Ela esperou a chamada do seu Filho glorioso: «Levanta-te, apressa-te, minha Mãe bem-amada, e vem». O céu todo inteiro se prepara para a festa. Os anjos exclamam: «Quem é esta, que avança como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, e terrível como um exército? Quem é esta, que sobe para nós, apoiada sobre o seu bem-amado?» (Cant 6, 8). É a Virgem Imaculada, é a Mãe do Salvador, é a Esposa do Rei dos céus. Os anjos fazem-lhe o cortejo, assim como as almas dos justos da antiga lei: David e Abraão, os seus antepassados segundo a carne, com os reis de Judá. Eva que lhe cede o título de Mãe dos viventes; S. José que lhe foi à frente; os profetas que a tinham entrevisto nas suas visões; S. João Baptista, o grande mártir; os santos Inocentes, irmãozinhos de Jesus.
Ó minha Mãe, misturo a minha voz à de toda a corte celeste. – Sois digna de toda a veneração: Tu gloria Jerusalem, tu laetitia Israel; sois a alegria e a glória de toda a cidade dos céus. Deus vos abençoou acima de todas as mulheres da terra.
Mas que são os nossos louvores? Eis a Santíssima Trindade que a acolhe: o Pai recebe-a como a mais perfeita das suas filhas; o Filho coloca-a à sua direita como sua Mãe imaculada; o Espírito Santo reconhece-a como sua esposa privilegiada.
TERCEIRO PONTO: No céu. – O Profeta real repete o seu admirável epitâlamo: «Vejo à vossa direita, ó meu Príncipe, uma Rainha vestida com um manto de ouro todo adornado de bordados. As virgens, depois dela, apresentam-se ao meu Rei com santa alegria» (Sl 44). – Isaías, transportado pelo espírito de Deus, canta num arroubamento sublime: «Eis a Virgem que devia conceber e dar à luz um Filho».
A voz de Deus domina todas as exclamações de alegria: «Vinde minha esposa, diz, vinde, minha bem-amada, vinde do Líbano para ser coroada» (Cant).
A Santíssima Trindade concede a Maria a auréola do Martírio, do doutoramento e da virgindade, ornamenta a sua augusta fronte com a coroa real. Eis a Rainha de glória, mas também Rainha de bondade e de misericórdia. Vinde a ela vós todos que estais em dificuldade. O seu poder não tem outros limites que os do amor que o seu Filho tem por ela. Ela é o asilo dos pecadores, a protectora dos justos, a esperança e o sustentáculo da Igreja, o refúgio dos povos e dos reis.
Os espíritos celestes são os seus ministros, o género humano os seus súbditos, as três Igrejas o seu reino. Ela é três vezes Rainha. – O segredo do seu poder é o amor que lhe leva o Coração de Jesus. Se o Coração de Jesus é a fonte das graças e o tesouro do céu, quem melhor do que Maria pode ir até a esta fonte e abrir este tesouro? Este coração, não é feito /160 do sangue e da carne de Maria? Rainha do Sagrado Coração, abençoai-nos – se o Sagrado Coração de Jesus é o sol da cidade celeste, o Coração de Maria é como a lua brilhante que nos transmite os seus raios.
Resoluções. – Irei junto da verdadeira Judite para que ela salve o seu povo; junto da verdadeira Ester, para que ela peça graça para o povo de Deus. Ó Maria, dizei a Jesus que já não há vinho no meu coração, pedi-lhe que mude a água para lá colocar o vinho do fervor.
Colóquio com Maria, Rainha do céu.
Primeiro Prelúdio. – Jesus e Maria desejavam ardentemente a sua reunião. A entrada de Maria no céu foi um triunfo.
Segundo Prelúdio. – Maria tornou-se lá em cima a nossa mediadora junto do Coração de Jesus, o canal das graças divinas e o sustentáculo da Igreja.
PRIMEIRO PONTO: A bem-aventurada morte da santíssima Virgem. – Nosso Senhor deixou esperar bastante tempo a sua santa mãe. Era para bem da Igreja nascente, para lhe deixar uma Mãe para a educar, uma Mestra para a instruir, uma Consoladora no meio das perseguições. Maria apoia os apóstolos, descobre aos Evangelistas os segredos da vida escondida do seu divino Filho, anima os primeiros mártires, inspira às virgens e às viúvas os celestes atractivos da pobreza.
Depois vem a hora da sua morte. Ela sem dúvida é advertida pelos anjos. Repete o seu Ecce Ancilla. Os apóstolos estão reunidos pela vontade divina. Maria dá-lhes os seus últimos conselhos e despede-se. Não tem bens temporais para legar aos homens, mas deixa-lhes os seus preciosos méritos.
Jesus vem diante dela. Ela desfalece de amor, como a esposa do Cântico. Jesus convida-a para as núpcias eternas. Vinde, diz-lhe, vinde, minha Mãe bem-amada, vinde receber a vossa coroa de Rainha do céu e da terra. Maria repete, sem dúvida, estas últimas palavras que Jesus disse na cruz: «Meu Deus, coloco a minha alma nas vossas mãos». Depois expira de amor.
SEGUNDO PONTO: A ressurreição de Maria. – Maria deixou o seu corpo sobre a terra, como um último sacrifício. Mas Nosso Senhor não quer abandonar à corrupção do túmulo este corpo que lhe esteve tão unido. Desperta o corpo de sua Mãe bem-amada, como despertou Lázaro. Maria ressuscita no terceiro dia, como Jesus. Ela esperou a chamada do seu Filho glorioso: «Levanta-te, apressa-te, minha Mãe bem-amada, e vem». O céu todo inteiro se prepara para a festa. Os anjos exclamam: «Quem é esta, que avança como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, e terrível como um exército? Quem é esta, que sobe para nós, apoiada sobre o seu bem-amado?» (Cant 6, 8). É a Virgem Imaculada, é a Mãe do Salvador, é a Esposa do Rei dos céus. Os anjos fazem-lhe o cortejo, assim como as almas dos justos da antiga lei: David e Abraão, os seus antepassados segundo a carne, com os reis de Judá. Eva que lhe cede o título de Mãe dos viventes; S. José que lhe foi à frente; os profetas que a tinham entrevisto nas suas visões; S. João Baptista, o grande mártir; os santos Inocentes, irmãozinhos de Jesus.
Ó minha Mãe, misturo a minha voz à de toda a corte celeste. – Sois digna de toda a veneração: Tu gloria Jerusalem, tu laetitia Israel; sois a alegria e a glória de toda a cidade dos céus. Deus vos abençoou acima de todas as mulheres da terra.
Mas que são os nossos louvores? Eis a Santíssima Trindade que a acolhe: o Pai recebe-a como a mais perfeita das suas filhas; o Filho coloca-a à sua direita como sua Mãe imaculada; o Espírito Santo reconhece-a como sua esposa privilegiada.
TERCEIRO PONTO: No céu. – O Profeta real repete o seu admirável epitâlamo: «Vejo à vossa direita, ó meu Príncipe, uma Rainha vestida com um manto de ouro todo adornado de bordados. As virgens, depois dela, apresentam-se ao meu Rei com santa alegria» (Sl 44). – Isaías, transportado pelo espírito de Deus, canta num arroubamento sublime: «Eis a Virgem que devia conceber e dar à luz um Filho».
A voz de Deus domina todas as exclamações de alegria: «Vinde minha esposa, diz, vinde, minha bem-amada, vinde do Líbano para ser coroada» (Cant).
A Santíssima Trindade concede a Maria a auréola do Martírio, do doutoramento e da virgindade, ornamenta a sua augusta fronte com a coroa real. Eis a Rainha de glória, mas também Rainha de bondade e de misericórdia. Vinde a ela vós todos que estais em dificuldade. O seu poder não tem outros limites que os do amor que o seu Filho tem por ela. Ela é o asilo dos pecadores, a protectora dos justos, a esperança e o sustentáculo da Igreja, o refúgio dos povos e dos reis.
Os espíritos celestes são os seus ministros, o género humano os seus súbditos, as três Igrejas o seu reino. Ela é três vezes Rainha. – O segredo do seu poder é o amor que lhe leva o Coração de Jesus. Se o Coração de Jesus é a fonte das graças e o tesouro do céu, quem melhor do que Maria pode ir até a esta fonte e abrir este tesouro? Este coração, não é feito /160 do sangue e da carne de Maria? Rainha do Sagrado Coração, abençoai-nos – se o Sagrado Coração de Jesus é o sol da cidade celeste, o Coração de Maria é como a lua brilhante que nos transmite os seus raios.
Resoluções. – Irei junto da verdadeira Judite para que ela salve o seu povo; junto da verdadeira Ester, para que ela peça graça para o povo de Deus. Ó Maria, dizei a Jesus que já não há vinho no meu coração, pedi-lhe que mude a água para lá colocar o vinho do fervor.
Colóquio com Maria, Rainha do céu.





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