20 de agosto - São Bernardo
3 Suave é o aroma dos teus unguentos, como unguento derramado é o teu nome; por isso, as donzelas te amam. 4 Leva-me após ti, apressemo-nos. O rei me introduziu nas suas câmaras. Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; não é sem razão que te amam (Cant 1,3-4).
Primeiro Prelúdio. S. Bernardo também é um santo do Sagrado Coração. A Igreja coloca as suas efusões de amor para com Nosso Senhor no ofício da festa do Sagrado Coração.
Segundo Prelúdio. Grande santo, fazei-me penetrar convosco no lado de Jesus, para aí encontrar os tesouros do seu Coração.
PRIMEIRO PONTO: A sua preparação. – A sua piedosa mãe consagrou-o desde o seu nascimento ao serviço dos altares e não deixou desde então de o ver como pertencendo exclusivamente ao Senhor. Educado nos cónegos de Chatillon, manifestou todas as virtudes da infância: o recolhimento, a docilidade, a afabilidade, a modéstia. O que ele pedia mais frequentemente a Deus era nunca macular a sua inocência pelo pecado. Numa noite de Natal o menino Jesus apareceu-lhe radiante de graça e de beleza.
Lutou heroicamente contra as tentações e mergulhou um dia tanque gelado para reprimir um movimento da carne.
O mundo assustava-o, pensou no mosteiro de Citeaux que era então florescente. Decidiu-se a entrar nele. Toda a sua família se opôs, desejando para ele as grandezas e as dignidades eclesiásticas. Mas a sua eloquência sobrenatural foi tão poderosa na sua defesa, que ganhou todos os seus, parentes e amigos, para a vida monástica: os seus cinco irmãos, o seu tio, o seu amigo Hungues de Macon. Entrou em Citeaux com os seus cinco irmãos e vinte e cinco outros fidalgos.
Excitava-se à santidade repetindo para si muitas vezes: «Bernardo, Bernardo, porque é que vieste para esta casa?»
Praticava uma grande mortificação e vivia na união contínua com Deus.
SEGUNDO PONTO: As suas grandes obras. - Em 1114, Sto. Estêvão, o seu abade de Citeaux, enviou-o a fundar um mosteiro na diocese de Langres, num lugar selvagem que se chamou mais tarde Claraval. A sua vida aí era pobre e dura, mas a santidade de Bernardo atraiu para lá numerosas vocações. Até o seu próprio pai e o seu irmão mais novo Nivard vieram juntar-se a ele.
Citeaux chegou em breve até setecentos monges. Vários enxames se desprenderam para irem fundar outras abadias, nomeadamente Foigny, junto de La Capelle, na diocese de Laon, onde S. Bernardo começou a composição das suas obras. Fundava também mosteiros de mulheres, como o de Clairefontaine na diocese de Namur e os milagres começavam a multiplicar-se sob os seus passos.
O caro santo recusou vários bispados, mas apesar da sua humildade tornou-se o árbitro dos reis e o conselheiro da Santa Sé. Os bispos consultavam-no. Pôde dizer-se que ele dirigia toda a Igreja do Ocidente do fundo da sua solidão.
Reonquistou todas as nações à obediência do Papa legítimo Inocêncio II, contra o anti-papa Anacleto. Foi-lhe necessário para isso visitar o rei de Inglaterra, o rei de França Luís, o Gordo, o imperador Lotário, o doge de Génova, o duque de Milão.
Combateu os erros de Abelardo, de Arnould de Brescia, de Gilberto de la Porrée.
Fundou sessenta outros mosteiros, entre outros o das Três Fontes em Roma.
Bernardo de Pisa, abade de Três Fontes, tendo sido eleito Papa com o nome de Eugénio III, S. Bernardo continuou seu director, seu conselheiro íntimo e escreveu para ele os cinco livros «obre a contemplação». Estando ameaçado o reino de Jerusalém, Bernardo pregou a cruzada com sucesso.
O lastimável desfecho da cruzada foi para ele uma grande prova e uma longa doença preparou-o para o último sacrifício.
TERCEIRO PONTO: O santo do Sagrado Coração. – Os seus escritos estão todos cheios do espírito do Sagrado Coração, sobretudo as suas homilias sobre a Incarnação, o seu tratado do amor de Deus, os seus sermões sobre o Cântico dos cânticos.
Explicando este texto: «Olhou para as fendas de pedra», e mostrado que estas fendas sõ as chagas de Jesus Cristo, sobretudo a do lado através da qual se vê o seu Coração: «Oh! Exclama, porque chegamos ao Coração dulcíssimo de Jesus, não suportamos que dele nos separem. Ah! Como é doce, como é bom habitar neste Coração! Que tesouro precioso o vosso Coração, ó misericordioso Jesus! Pérola incomparável encontrada esquadrinhando o vosso corpo! Darei tudo para o possuir. Trocarei todos os pensamentos e afectos da minha alma por ele. Fixarei todos os meus desejos no Coração do meu Senhor Jesus, e sem nenhuma dúvida, ele me alimentará com o seu amor. Lá, neste Templo, o Santo dos Santos, nesta arca preciosa, viverei, adorarei, louvarei o Senhor. Lá estará a vítima que sem cessar lhe oferecerei, o altar no qual oferecerei todos os meus sacrifícios, sobre o qual as mesmas chamas de amor com que o seu arde consumirão o meu».
Resoluções. Retiradas de S. Bernardo: encontrarei neste Sagrado Coração um modelo para regular os movimentos do meu, um fundo para me desempenhar do que devo à justiça divina, e um lugar seguro onde, estando a coberto dos naufrágios e das tempestades, direi com David: encontrei o meu coração para orar a Deus. Sim, encontrei este Coração na divina Eucaristia, encontrando aí o Coração do meu soberano, do meu bom amigo, do meu irmão, o Coração do meu amável Redentor…
Colóquio S. Bernardo.
Primeiro Prelúdio. S. Bernardo também é um santo do Sagrado Coração. A Igreja coloca as suas efusões de amor para com Nosso Senhor no ofício da festa do Sagrado Coração.
Segundo Prelúdio. Grande santo, fazei-me penetrar convosco no lado de Jesus, para aí encontrar os tesouros do seu Coração.
PRIMEIRO PONTO: A sua preparação. – A sua piedosa mãe consagrou-o desde o seu nascimento ao serviço dos altares e não deixou desde então de o ver como pertencendo exclusivamente ao Senhor. Educado nos cónegos de Chatillon, manifestou todas as virtudes da infância: o recolhimento, a docilidade, a afabilidade, a modéstia. O que ele pedia mais frequentemente a Deus era nunca macular a sua inocência pelo pecado. Numa noite de Natal o menino Jesus apareceu-lhe radiante de graça e de beleza.
Lutou heroicamente contra as tentações e mergulhou um dia tanque gelado para reprimir um movimento da carne.
O mundo assustava-o, pensou no mosteiro de Citeaux que era então florescente. Decidiu-se a entrar nele. Toda a sua família se opôs, desejando para ele as grandezas e as dignidades eclesiásticas. Mas a sua eloquência sobrenatural foi tão poderosa na sua defesa, que ganhou todos os seus, parentes e amigos, para a vida monástica: os seus cinco irmãos, o seu tio, o seu amigo Hungues de Macon. Entrou em Citeaux com os seus cinco irmãos e vinte e cinco outros fidalgos.
Excitava-se à santidade repetindo para si muitas vezes: «Bernardo, Bernardo, porque é que vieste para esta casa?»
Praticava uma grande mortificação e vivia na união contínua com Deus.
SEGUNDO PONTO: As suas grandes obras. - Em 1114, Sto. Estêvão, o seu abade de Citeaux, enviou-o a fundar um mosteiro na diocese de Langres, num lugar selvagem que se chamou mais tarde Claraval. A sua vida aí era pobre e dura, mas a santidade de Bernardo atraiu para lá numerosas vocações. Até o seu próprio pai e o seu irmão mais novo Nivard vieram juntar-se a ele.
Citeaux chegou em breve até setecentos monges. Vários enxames se desprenderam para irem fundar outras abadias, nomeadamente Foigny, junto de La Capelle, na diocese de Laon, onde S. Bernardo começou a composição das suas obras. Fundava também mosteiros de mulheres, como o de Clairefontaine na diocese de Namur e os milagres começavam a multiplicar-se sob os seus passos.
O caro santo recusou vários bispados, mas apesar da sua humildade tornou-se o árbitro dos reis e o conselheiro da Santa Sé. Os bispos consultavam-no. Pôde dizer-se que ele dirigia toda a Igreja do Ocidente do fundo da sua solidão.
Reonquistou todas as nações à obediência do Papa legítimo Inocêncio II, contra o anti-papa Anacleto. Foi-lhe necessário para isso visitar o rei de Inglaterra, o rei de França Luís, o Gordo, o imperador Lotário, o doge de Génova, o duque de Milão.
Combateu os erros de Abelardo, de Arnould de Brescia, de Gilberto de la Porrée.
Fundou sessenta outros mosteiros, entre outros o das Três Fontes em Roma.
Bernardo de Pisa, abade de Três Fontes, tendo sido eleito Papa com o nome de Eugénio III, S. Bernardo continuou seu director, seu conselheiro íntimo e escreveu para ele os cinco livros «obre a contemplação». Estando ameaçado o reino de Jerusalém, Bernardo pregou a cruzada com sucesso.
O lastimável desfecho da cruzada foi para ele uma grande prova e uma longa doença preparou-o para o último sacrifício.
TERCEIRO PONTO: O santo do Sagrado Coração. – Os seus escritos estão todos cheios do espírito do Sagrado Coração, sobretudo as suas homilias sobre a Incarnação, o seu tratado do amor de Deus, os seus sermões sobre o Cântico dos cânticos.
Explicando este texto: «Olhou para as fendas de pedra», e mostrado que estas fendas sõ as chagas de Jesus Cristo, sobretudo a do lado através da qual se vê o seu Coração: «Oh! Exclama, porque chegamos ao Coração dulcíssimo de Jesus, não suportamos que dele nos separem. Ah! Como é doce, como é bom habitar neste Coração! Que tesouro precioso o vosso Coração, ó misericordioso Jesus! Pérola incomparável encontrada esquadrinhando o vosso corpo! Darei tudo para o possuir. Trocarei todos os pensamentos e afectos da minha alma por ele. Fixarei todos os meus desejos no Coração do meu Senhor Jesus, e sem nenhuma dúvida, ele me alimentará com o seu amor. Lá, neste Templo, o Santo dos Santos, nesta arca preciosa, viverei, adorarei, louvarei o Senhor. Lá estará a vítima que sem cessar lhe oferecerei, o altar no qual oferecerei todos os meus sacrifícios, sobre o qual as mesmas chamas de amor com que o seu arde consumirão o meu».
Resoluções. Retiradas de S. Bernardo: encontrarei neste Sagrado Coração um modelo para regular os movimentos do meu, um fundo para me desempenhar do que devo à justiça divina, e um lugar seguro onde, estando a coberto dos naufrágios e das tempestades, direi com David: encontrei o meu coração para orar a Deus. Sim, encontrei este Coração na divina Eucaristia, encontrando aí o Coração do meu soberano, do meu bom amigo, do meu irmão, o Coração do meu amável Redentor…
Colóquio S. Bernardo.





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