21 de agosto - Santa Joana Francisca de Chantal
E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna (Mt 19,20).
Primeiro Prelúdio. Santa Chantal é verdadeiramente uma santa do Sagrado Coração. Deu à Visitação o espírito que preparou Margarida Maria para as grandes graças que recebeu.
Segundo Prelúdio. Cara Santa, obtende para mim o espírito da Visitação, que é o dos amigos do Sagrado Coração.
PRIMEIRO PONTO: A sua preparação. Joana Francisca de Frémiot foi educada na piedade. Desposou o barão de Chantal e viveu como o modelo das mães de família. Com a idade de 28 anos perdeu o seu marido, que morreu em consequência de um acidente acontecido na caça. Foi encontrar no seu fervente amor de Deus a força sobrenatural que faz suportar com resignação as mais cruéis provações e dá mesmo a coragem de abençoar a mão que fere.
Oferece-se a Deus como uma vítima preparada para sofrer todas as cruzes que quisesse enviar-lhe, e repetia muitas vezes com uma santa alegria estas palavras: «Senhor, quebrastes os meus laços, posso portanto agora apresentar-vos uma vítima de louvor» (Sl 115).
Retirada do mundo, dividia o seu tempo entre a oração, o trabalho e a educação dos seus filhos. Avançou rapidamente na perfeição, impondo-se vigílias e jejuns, distribuindo abundantes esmolas e ligando-se a Deus pelo voto de castidade.
S. Francisco de Sales, tendo vindo pregar a Quaresma a Dijon em 1604, foi o director escolhido por Deus para conduzir esta alma nas vias da santidade. O seu fervor levou-a a gravar sobre o seu coração com um ferro quente o nome adorável de Jesus, como testemunho do amor divino que a consumia.
SEGUNDO PONTO: A Visitação Santa Maria. – Madame de Chantal abriu-se a S. Francisco de Sales a respeito dos seus desejos de vida religiosa. Ele deu-lhe a conhecer o desígnio que tinha de fundar a Visitação, ela colocou-se à sua disposição. Mas como prover à educação dos seus filhos e à administração dos seus bens? A sua resolução lançou a sua família na dor. Entretanto tudo pôde resolver-se. A mais velha das suas filhas estava casada, levou consigo as outras duas consigo para Annecy. Confiou ao seu pai, M. de Frémiot, o seu filho, o barão de Chantal, com a idade de 15 anos. O menino estava em boas mãos, mas a sua despedida dilacerante e a dor que manifestou deitando-se através da porta, fez sofrer a sua mãe um sacrifício heróico.
Começou a obra da Visitação com algumas piedosas senhoras em Annecy. S. Francisco de Sales traçou-lhe as regras que, sem exigir grandes austeridades exteriores, pedem o mais contínuo e perfeito exercício da mortificação do espírito e do coração.
«Que a renúncia interior a tudo o que pode lisonjear o orgulho e os sentidos, dizia nas suas instruções sobre a regra, seja contínuo e estudado em Jesus Cristo o adorável modelo. Ele disse-nos a nós todos: Aprendei de mim que sou doce e humilde de coração, e encontrareis o repouso das vossas almas. Que a humildade seja para vós a fonte das virtudes, que seja sem limites, que apareça em todas as vossas acções; e logo com ela a caridade e a doçura para com o próximo tornar-se-vos-ão como naturais à força de as praticardes. Porque é preciso morrer em espírito para que Deus viva em nós; sem este meio único, é impossível que cheguemos nesta vida a nos unirmos a Ele».
Façamos destes conselhos a regra da nossa vida, e em breve chegaremos à união com o Sagrado Coração.
TERCEIRO PONTO: A consumação. – Algum tempo depois da sua profissão quis empenhar-se através de um voto a fazer sempre o que julgasse mais perfeito. S. Francisco de Sales permitiu-o, porque conhecia a sua generosidade e a sua coragem.
Deus provou-a com doenças frequentes e dolorosas. Sofria com alegria e com a paz que o amor divino dá. «O mundo inteiro, escrevia a S. Francisco de Sales, morria de amor por um Deus tão amável, se conhecesse a doçura que goza um a alma ao amá-lo».
Perdeu o seu pai. Uma perseguição se levantou contra a sua fundação em Paris. Em 1627, o jovem barão de Chantal foi morto combatendo contra os huguenotes na ilha de Ré. Em 1631, perdeu a jovem baronesa, sua nora e o conde de Toulonjon, seu genro. Suportou todos estes lutos com uma coragem heróica. Renovava a oferta do seu coração a Nosso Senhor dizendo-lhe: «Senhor, destruí, cortai, queimai tudo o que se opõe ao vosso serviço». - «Nosso Senhor, dizia às suas filhas, ligou o preço do seu amor e da glória eterna à vitória que conseguirmos sobre nós mesmas; e a nossa intenção, ao entrarmos na Visitação, deve ter sido a de nos desunirmos inteiramente de nós mesmas, para nos unirmos totalmente a Deus». Morreu nas mais fervorosas disposições. A sua vida é para nós um admirável modelo de desapego das criaturas e de amor por Nosso Senhor.
Resoluções. – Santa amiga do Sagrado Coração de Jesus, ajudai-nos a crescer no seu amor. Ensinastes-nos a tudo sacrificar por Deus, quero doravante sacrificar-me melhor do que no passado na mortificação interior, na união com Nosso Senhor e na aceitação das cruzes que a divina Providência me enviar.
Colóquio com Santa Chantal.
Primeiro Prelúdio. Santa Chantal é verdadeiramente uma santa do Sagrado Coração. Deu à Visitação o espírito que preparou Margarida Maria para as grandes graças que recebeu.
Segundo Prelúdio. Cara Santa, obtende para mim o espírito da Visitação, que é o dos amigos do Sagrado Coração.
PRIMEIRO PONTO: A sua preparação. Joana Francisca de Frémiot foi educada na piedade. Desposou o barão de Chantal e viveu como o modelo das mães de família. Com a idade de 28 anos perdeu o seu marido, que morreu em consequência de um acidente acontecido na caça. Foi encontrar no seu fervente amor de Deus a força sobrenatural que faz suportar com resignação as mais cruéis provações e dá mesmo a coragem de abençoar a mão que fere.
Oferece-se a Deus como uma vítima preparada para sofrer todas as cruzes que quisesse enviar-lhe, e repetia muitas vezes com uma santa alegria estas palavras: «Senhor, quebrastes os meus laços, posso portanto agora apresentar-vos uma vítima de louvor» (Sl 115).
Retirada do mundo, dividia o seu tempo entre a oração, o trabalho e a educação dos seus filhos. Avançou rapidamente na perfeição, impondo-se vigílias e jejuns, distribuindo abundantes esmolas e ligando-se a Deus pelo voto de castidade.
S. Francisco de Sales, tendo vindo pregar a Quaresma a Dijon em 1604, foi o director escolhido por Deus para conduzir esta alma nas vias da santidade. O seu fervor levou-a a gravar sobre o seu coração com um ferro quente o nome adorável de Jesus, como testemunho do amor divino que a consumia.
SEGUNDO PONTO: A Visitação Santa Maria. – Madame de Chantal abriu-se a S. Francisco de Sales a respeito dos seus desejos de vida religiosa. Ele deu-lhe a conhecer o desígnio que tinha de fundar a Visitação, ela colocou-se à sua disposição. Mas como prover à educação dos seus filhos e à administração dos seus bens? A sua resolução lançou a sua família na dor. Entretanto tudo pôde resolver-se. A mais velha das suas filhas estava casada, levou consigo as outras duas consigo para Annecy. Confiou ao seu pai, M. de Frémiot, o seu filho, o barão de Chantal, com a idade de 15 anos. O menino estava em boas mãos, mas a sua despedida dilacerante e a dor que manifestou deitando-se através da porta, fez sofrer a sua mãe um sacrifício heróico.
Começou a obra da Visitação com algumas piedosas senhoras em Annecy. S. Francisco de Sales traçou-lhe as regras que, sem exigir grandes austeridades exteriores, pedem o mais contínuo e perfeito exercício da mortificação do espírito e do coração.
«Que a renúncia interior a tudo o que pode lisonjear o orgulho e os sentidos, dizia nas suas instruções sobre a regra, seja contínuo e estudado em Jesus Cristo o adorável modelo. Ele disse-nos a nós todos: Aprendei de mim que sou doce e humilde de coração, e encontrareis o repouso das vossas almas. Que a humildade seja para vós a fonte das virtudes, que seja sem limites, que apareça em todas as vossas acções; e logo com ela a caridade e a doçura para com o próximo tornar-se-vos-ão como naturais à força de as praticardes. Porque é preciso morrer em espírito para que Deus viva em nós; sem este meio único, é impossível que cheguemos nesta vida a nos unirmos a Ele».
Façamos destes conselhos a regra da nossa vida, e em breve chegaremos à união com o Sagrado Coração.
TERCEIRO PONTO: A consumação. – Algum tempo depois da sua profissão quis empenhar-se através de um voto a fazer sempre o que julgasse mais perfeito. S. Francisco de Sales permitiu-o, porque conhecia a sua generosidade e a sua coragem.
Deus provou-a com doenças frequentes e dolorosas. Sofria com alegria e com a paz que o amor divino dá. «O mundo inteiro, escrevia a S. Francisco de Sales, morria de amor por um Deus tão amável, se conhecesse a doçura que goza um a alma ao amá-lo».
Perdeu o seu pai. Uma perseguição se levantou contra a sua fundação em Paris. Em 1627, o jovem barão de Chantal foi morto combatendo contra os huguenotes na ilha de Ré. Em 1631, perdeu a jovem baronesa, sua nora e o conde de Toulonjon, seu genro. Suportou todos estes lutos com uma coragem heróica. Renovava a oferta do seu coração a Nosso Senhor dizendo-lhe: «Senhor, destruí, cortai, queimai tudo o que se opõe ao vosso serviço». - «Nosso Senhor, dizia às suas filhas, ligou o preço do seu amor e da glória eterna à vitória que conseguirmos sobre nós mesmas; e a nossa intenção, ao entrarmos na Visitação, deve ter sido a de nos desunirmos inteiramente de nós mesmas, para nos unirmos totalmente a Deus». Morreu nas mais fervorosas disposições. A sua vida é para nós um admirável modelo de desapego das criaturas e de amor por Nosso Senhor.
Resoluções. – Santa amiga do Sagrado Coração de Jesus, ajudai-nos a crescer no seu amor. Ensinastes-nos a tudo sacrificar por Deus, quero doravante sacrificar-me melhor do que no passado na mortificação interior, na união com Nosso Senhor e na aceitação das cruzes que a divina Providência me enviar.
Colóquio com Santa Chantal.





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