<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307</id><updated>2010-03-08T07:20:00.210-03:00</updated><title type='text'>Padre Dehon e o Coração de Jesus</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/atom.xml'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-2866818961362412816</id><published>2010-03-08T07:20:00.000-03:00</published><updated>2010-03-08T07:20:00.254-03:00</updated><title type='text'>8 de março - A Páscoa legal</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No primeiro dia dos ázimos, os discípulos de Jesus aproximaram-se e perguntaram: onde queres que preparemos a páscoa? Jesus disse: Ide à cidade a casa de fulano e dizei-lhe: O mestre diz: o meu tempo está próximo, vou celebrar a páscoa em tua casa com os meus discípulos (Mt 26,17).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio: A última páscoa do bom Mestre em Jerusalém está cheia de mistérios, ela prepara o duplo sacrifício da Eucaristia e do Calvário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio: Dai-me, Senhor, compreender melhor os vossos mistérios de amor e de sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Preparação da Ceia&lt;/strong&gt;. – Nosso Senhor vai celebrar a páscoa anual, mas ela tem desta vez para Ele e para os apóstolos um carácter muito excepcional. A páscoa foi sempre a preparação e a figura dos sacrifícios da Eucaristia e do Calvário; mas desta vez, a realidade vai ser unida às suas figuras. A instituição do sacrifício eucarístico será misturada à própria páscoa; e o sacrifício do calvário começará no Cenáculo com as advertências que Nosso Senhor fará a Pedro e a Judas.&lt;br /&gt;Uma primeira lição deriva para nós da preparação desta páscoa. Nosso Senhor quis um grande cenáculo, ornado com tapeçarias. Isto não era em vista da páscoa tradicional, mas para a instituição da Eucaristia.&lt;br /&gt;Esta encenação exterior tem um duplo sentido espiritual. Nosso Senhor indicava assim que as nossas Igrejas nunca teriam nada de demasiado belo para o culto da Eucaristia; mas também queria significar que as nossas almas deviam estar purificadas e ornamentadas para o receberem.&lt;br /&gt;A comunhão, é a visita de Jesus, a visita do Bem-Amado; é como os esponsais para Ele; é o festim nupcial. É preciso apresentar-se a Ele com a veste nupcial da pureza, com os ricos vestidos de todas as virtudes e sobretudo da caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;A páscoa, figura do sacrifício redentor.&lt;/strong&gt; – A antiga lei tinha tido o seu sangue redentor, o sangue dos cordeiros imolados no Egito para preservar as casas dos Israelitas, quando da passagem do anjo exterminador.&lt;br /&gt;E era esta preservação, figura da redenção do mundo pelo sangue do Cordeiro divino, que era recordada todos os anos por todos os pormenores da cerimónia da Páscoa. Todos os anos Nosso Senhor tinha assim tomado parte na representação da sua morte. Mas este ano, como todos estes ritos deviam comovê-lo e tocar-lhe mesmo no coração. Prepararam o cordeiro para ser imolado, traspassam-no com dois espetos em forma de cruz; grelham-no. Não devem deixar ficar nada. O seu sangue é derramado sobre o pé do altar.&lt;br /&gt;São comidas ervas amargas e uma comida de cor escura, que recordam o Egito e o pecado. Bebe-se um copo de vinho que representa o sangue do cordeiro. Ao beberem esta taça são pronunciadas estas palavras misteriosas: «Eis o sinal da nossa liberdade, e o memorial da saída do Egipto...»&lt;br /&gt;Nosso Senhor via nesta taça a figura do seu sangue. Cinco vezes, durante a refeição simbólica, todos bebiam, uns a seguir aos outros, nesta taça figurativa.&lt;br /&gt;Eram recitados os salmos 143 e 114 que se referem à libertação do Egito.&lt;br /&gt;Comiam apressadamente o cordeiro, e o que restava era queimado.&lt;br /&gt;Toda esta encenação era bem crucificante para Nosso Senhor. Era como a repetição do grande drama do calvário que ia começar nessa mesma noite.&lt;br /&gt;Nosso Senhor está totalmente dele penetrado. Adverte S. Pedro a respeito da sua renegação e Judas da sua traição.&lt;br /&gt;Perante isto, não sentirei crescer no meu coração sentimentos de amor e de reparação pelo Coração de Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;A páscoa, figura da Eucaristia&lt;/strong&gt;. – A páscoa figurava o sacrifício da Eucaristia bem como o do calvário. Nosso Senhor está igualmente totalmente ocupado com este pensamento. Exprime-o desde o começo da refeição simbólica: «Desejei ardentemente, diz, comer esta páscoa convosco, antes de sofrer (diz isto principalmente da Eucaristia que vai instituir); porque, acrescenta, não comerei mais dela até que ela se cumpra no reino de Deus» (na Igreja), onde a vítima que vai ser em breve imolada, e que sou Eu mesmo, se tornará a páscoa do povo novo, onde o festim eucarístico sucederá à páscoa figurativa e será dela o cumprimento.&lt;br /&gt;Depois a cerimónia desenrola-se: é o pão ázimo, abençoado, partido e distribuído, é o cordeiro que é comido, é a taça de acção de graças.&lt;br /&gt;Recitam os salmos de acção de graças, 117-120-137.&lt;br /&gt;É uma comunhão simbólica, à qual vai misturar-se a instituição da Eucaristia e a comunhão real. Nenhuma hora da sua vida foi para Nosso Senhor mais impressionante, mais carregada de emoções. Institui a Eucaristia, começa a sua Paixão, põe fim às figuras, inaugura os sacrifícios novos. Que há então de surpreendente quando disse: «Desejei comer esta páscoa convosco?». Que há de surpreendente que S. João tenha dito desta hora: «Tendo amado os seus, amou-os sobretudo até ao fim?». Aproxima-se a hora na qual poderá dizer: «Dei tudo, tudo está consumado».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resolução. – Ó Jesus, amastes-me sem medida e sacrificastes-vos sem medida nestas últimas horas da vossa vida. Que vos darei, Senhor, em troca? Tomarei, eu também, o cálice da reparação e do amor, e testemunhar-vos-ei o meu amor, consagrando-me ao vosso divino Coração em cada uma das minhas acções.&lt;br /&gt;Colóquio com Jesus no Cenáculo. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-2866818961362412816?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/2866818961362412816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/2866818961362412816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2010/03/8-de-marco-pascoa-legal.html' title='8 de março - A Páscoa legal'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-5730286265784276020</id><published>2010-03-07T08:18:00.000-03:00</published><updated>2010-03-07T08:18:00.227-03:00</updated><title type='text'>7 de março - São Tomás de Aquino</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No meio da Assembleia abrirá a sua boca e enchê-lo-á com o espírito da sabedoria e da inteligência, e revesti-lo-á de glória. Dar-lhe-á um tesouro de contentamento e de alegria e dará ao seu nome uma herança de honra (Eccl. 15,5).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio: A Igreja retira estas belas palavras do livro do Eclesiástico no ofício dos doutores. S. Tomás é um daqueles aos quais elas se aplicam melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio: Senhor, dai-me o espírito de pureza de S. Tomás e o seu amor pela ciência sagrada e pela Eucaristia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;A infância&lt;/strong&gt;. – Neste capítulo do livro do Eclesiástico que a Igreja cita abundantemente no ofício dos doutores, o Espírito Santo diz-nos que Deus dá a sabedoria e a ciência àqueles que o temem, que o servem e que o amam. Os amigos do mundo podem ter uma ciência relativa, brilhante em alguns pontos, incompleta e misturada com erros, não terão a ciência divina, a ciência sobrenatural, o dom da ciência e da sabedoria.&lt;br /&gt;S. Tomás de Aquino, desde a sua mais tenra idade, mereceu estes belos títulos de alma justa e temente a Deus. Aos cinco anos, a sua piedade encoraja os seus pais a confiarem a sua educação aos beneditinos do Monte Cassino. Como a Santa Virgem, passa toda a sua juventude no templo. Aí é feliz e edificante. A sua regularidade, o seu zelo pelo estudo fazem a admiração dos seus condiscípulos e até dos próprios mestres.&lt;br /&gt;Como S. João Batista, como Jesus, crescia em sabedoria e em graça ao mesmo tempo que crescia em idade.&lt;br /&gt;Parecia feito para a família beneditina, no entanto a vocação divina levou-o para uma ordem mais apostólica. Decidiu-se a entrar na ordem dominicana, à qual devia trazer tanto brilho; mas o demónio parecia suspeitar do seu valor e opôs-lhe cem obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;A luta&lt;/strong&gt;. – A família de S. Tomás era contrária à sua vocação. Os seus irmãos vinham ao noviciado de Nápoles atormentá-lo para o levarem a sair. Os seus mestres dirigiram-no para Paris a fim de o subtraírem a esta pressão ímpia; mas os seus irmãos raptaram-no no caminho e encerraram-no num castelo de campo, onde teve de suportar da sua parte novos vexames. Foram mesmo tão grosseiros até ao ponto de enviarem uma mulher para o assediar. Mas ele resistiu a tudo. Expulsou esta infeliz com um tição da chaminé. Fez uma cruz no muro com este tição, rezou e viu em êxtase um anjo que vinha cingir os seus rins e extinguir nos seus sentidos toda a revolta da carne.&lt;br /&gt;Solicitado ainda pelas suas irmãs para se dedicar à vida secular, conquistou-as a elas à piedade, depois escapou-se por uma janela para ir reencontrar o seu convento, e daí foi estudar para Colónia com Alberto o Grande. Uma outra provação o esperava. O seu carácter grave e reflectido, e o seu amor pelo silêncio fizeram crer aos seus condiscípulos que era pouco inteligente. Era objecto das suas zombarias. Comparavam-no mesmo a um boi.&lt;br /&gt;Para saber em que poder basear-se, o seu mestre Alberto o Grande chamou-o e interrogou-o. Reconheceu o seu valor e disse aos outros jovens: os mugidos deste boi far-se-ão um dia sentir em todo o mundo.&lt;br /&gt;Tinha, portanto, provado sucessivamente o seu amor heróico pela pureza, pela humildade, pelo trabalho e pela regra. Devia as suas vitórias à Santíssima Virgem que amava com um amor verdadeiramente filial.&lt;br /&gt;E eu, onde me encontro no cultivo destas belas virtudes? Não tenho a contar mais derrotas do que vitórias? Não negligenciei a devoção filial e terna a Maria que me teria protegido contra os assaltos do demónio e da natureza corrompida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;O doutor e o apóstolo&lt;/strong&gt;. – Aos vinte e cinco anos ensina teologia em Paris. Os seus sucessos perturbam a sua humildade, mas consagra os seus tempos livres à oração e às leituras piedosas.&lt;br /&gt;É diante de Deus que estuda. Todas as suas ações são santificadas pelas intenções mais puras. Tudo refere a Nosso Senhor.&lt;br /&gt;O belo ofício que escreveu para a festa do Santíssimo Sacramento, mostra simultaneamente a elevação dos seus sentimentos e a ternura do seu coração no culto da Eucaristia.&lt;br /&gt;Prega frequentemente, mas sem pretensão, com muita simplicidade e unção. A sua palavra edifica e impressiona os seus ouvintes.&lt;br /&gt;A sua conversa é sempre grave e piedosa. Não compreende que as pessoas possam ocupar-se com assuntos fúteis. Não escuta conversas que se ocupam com bagatelas.&lt;br /&gt;A devoção ao Sagrado Coração ainda não estava revelada, mas S. Tomás tinha mesmo assim um ardente amor por Nosso Senhor. Testemunhava-o amando a cruz, a Eucaristia e a Santíssima Virgem Maria.&lt;br /&gt;Ganhou o Coração de Jesus e, por um favor extraordinário, Nosso Senhor /261 disse-lho ainda durante a sua vida. Conta-se que um dia em que ele rezava longamente diante do crucifixo, a imagem de Cristo se animou, e Nosso Senhor disse ao seu piedoso adorador: «Tomás, tu falaste bem de mim». Era ao mesmo tempo autorizar os escritos do doutor e louvar a devoção do santo para com o divino Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resolução. – Que belos exemplos de amor pela pureza, pela humildade, pela vida interior! Seguindo o vosso exemplo, grande santo, quero amar Nosso Senhor, a sua cruz, a sua Eucaristia, a sua santa Mãe. Estas devoções conduzir-me-ão à do Sagrado Coração, que Nosso Senhor hoje pede de nós.&lt;br /&gt;Colóquio com S. Tomás.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-5730286265784276020?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/5730286265784276020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/5730286265784276020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2010/03/7-de-marco-sao-tomas-de-aquino.html' title='7 de março - São Tomás de Aquino'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-3303571418724918802</id><published>2010-03-06T08:16:00.000-03:00</published><updated>2010-03-06T08:16:00.354-03:00</updated><title type='text'>6 de março - Fariseus contra Jesus e pacto de Judas</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuravam o modo de o entregarem à morte: mas tinham medo do povo. Mas Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, um dos doze. E foi ter com os príncipes dos sacerdotes e com os escribas, para lho entregar (Lc 22,2).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio: Que odiosos sentimentos dirigem estes persnonagens: o ódio e a inveja nos grandes, a avareza no traidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio: Senhor, desprendei o meu coração destas odiosas paixões e acolhei as minhas reparações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Os fariseus&lt;/strong&gt;. – Há muito tempo que os Príncipes dos sacerdotes e os doutores da lei procuravam o modo como poderiam desfazer-se de Jesus e condená-lo. Vimo-los tentarem lançar-lhe ciladas em várias circunstâncias. Jesus tinha desfeito as suas manhas, que tinha feito transformarem-se em sua confusão. O ódio e a inveja remordiam nos seus corações. Jesus era tão amado pelo povo! A sua eloquência divina enchia o povo de admiração, curava os doentes, a todos testemunhava uma extrema bondade.&lt;br /&gt;Os chefes da sinagoga compreendiam que se não se opusessem a este entusiasmo popular, a autoridade deles e o seu ascendente estavam arruinados. Estavam decididos a se desembaraçarem de Jesus a todo o custo, mas não sabiam como fazer. Juntaram-se, portanto, em casa de Caifás, na sua casa de campo. Todo o Sinédrio estava lá: os Príncipes dos sacerdotes, os chefes das famílias sacerdotais, os doutores da lei e os anciãos.&lt;br /&gt;Quase todos estavam cheios de ódio, alguns, como Nicodemos, hesitavam, mas faltava-lhes energia.&lt;br /&gt;Este mau conselho perturba-me. Também eu não pensei algumas vezes que Jesus era incómodo com a sua moral austera e as suas prescrições opostas aos costumes do mundo? Não fui tímido, como Nicodemos na defesa de Cristo? Passarei de novo todas estas minhas fraquezas no meu espírito e far-lhes-ei uma pública retractação e reparação ao coração de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;O desígnio providencial&lt;/strong&gt;. – Estavam lá reunidos no palácio, no átrio da vivenda de Caifás. Satanás inspirava-os. Tomaram o conselho de apanharam Jesus por astúcia, para o entregarem à morte. Não ousavam empregar abertamente a violência, porque tinham medo do povo, que era arrastado por Jesus. Era preciso, portanto, apoderarem-se de Jesus na sombra e julgá-lo imediatamente.&lt;br /&gt;Diziam também: É preciso que esta execução não tenha lugar durante a páscoa, com o medo que não resultasse numa rebelião.&lt;br /&gt;Normalmente as execuções faziam-se nos dias de festas populares, guardavam os condenados até àqueles dias. Era um modo de inspirar um terror salutar à multidão reunida em Jerusalém.&lt;br /&gt;Mas desta vez os fariseus temiam uma sedição da parte dos partidários de Jesus, e a confusão que daí resultasse excitaria os Romanos a se mostrarem ainda mais rigorosos na administração da Judeia.&lt;br /&gt;Queriam retardar a execução dos seus desígnios até depois das festas da Páscoa; mas a Providência tinha decidido de outro modo. Deus queria que o Cordeiro divino fosse imolado nos dias de páscoa, quando era imolado o cordeiro figurativo e era recordada a libertação do Egipto.&lt;br /&gt;Judas veio oferecer a ocasião esperada. Acolheram-na sem pensar no movimento popular. O ódio não conhece prudência.&lt;br /&gt;Jesus queria ser o Cordeiro da verdadeira páscoa, o cordeiro que apaga os pecados do mundo e que liberta do Egipto ou do reino de Satã.&lt;br /&gt;O ódio de um momento prepara todos os horrores da Paixão.&lt;br /&gt;E eu, estou com Jesus ou contra Ele? Não o tenho traído? Não feri cruelmente o seu coração? Não escandalizei tantas almas! Não tomei de um modo tão fraco a defesa do bom Mestre? Tenho horror de todas as minhas faltas passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;O traidor&lt;/strong&gt;. – Satanás tinha tomado posse de Judas, um apóstolo! E foi-se encontrar com os príncipes dos sacerdotes para conspirar a sua traição com eles. Disse-lhes: «Que quereis dar-me, se vo-lo entregar?».&lt;br /&gt;É introduzido no Sinédrio, escutam-no com alegria, uma alegria digna do inferno. Discutem o preço. Oferecem-lhe trinta moedas de prata. Aceita, o pacto é concluído. A moeda de prata valia quatro dracmas antigas, cerca de cinco francos. Trinta moedas, era o preço habitual de um escravo.&lt;br /&gt;Eis até onde Jesus quis descer para nos resgatar.&lt;br /&gt;Judas empenhou a sua palavra, e desde aquele momento procurava a ocasião para lhes entregar Jesus fazendo com que Ele ficasse fora dos encontros populares: spopondit et quaerebat opportunitatem ut traderet eum sine turbis (Lc 22,6). /258&lt;br /&gt;Como é que Judas chegou àquele ponto? Tinha sido pouco a pouco e cedendo, primeiro, a alguns movimentos de avareza.&lt;br /&gt;Oh! Como a inclinação para o pecado é escorregadia! Não estou eu em perigo pela minha tibiez actual de cair bem baixo?&lt;br /&gt;Depois do seu pacto criminoso, Judas e os Fariseus tiveram ainda vários dias para se arrependerem, mas em vão. O endurecimento é o castigo do sacrilégio. Como devo temer chegar até lá! Trato muitas vezes Nosso Senhor com tão pouco respeito nas minhas comunhões impregnadas de tibiez e de rotina! – Nosso Senhor dizia ao bispo de Éfeso: «Decaíste do teu fervor, toma cuidado! Se não fizeres penitência, voltarei, derrubarei o teu candelabro e darei a outro o teu lugar» (Ap 2,5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resolução. – Senhor, estou assustado à vista deste pacto infernal. Sem me desencorajar por causa das minhas faltas, humilho-me e faço pública retractação e reparação ao vosso divino Coração desconhecido e traído; quero retomar o meu fervor anterior e aplicar-me a partir de hoje. Ajudai-me.&lt;br /&gt;Colóquio com Jesus traído. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-3303571418724918802?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/3303571418724918802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/3303571418724918802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2010/03/6-de-marco-fariseus-contra-jesus-e.html' title='6 de março - Fariseus contra Jesus e pacto de Judas'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-729066511871362271</id><published>2010-03-05T13:14:00.001-03:00</published><updated>2010-03-05T13:16:11.499-03:00</updated><title type='text'>5 de março - Abandono e união aos sofrimentos de Jesus</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entretanto os seus discípulos pediam-lhe dizendo: Mestre, coma. Disse-lhes: Tenho um alimento para comer que vós não conheceis... O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra (Jo 4,31).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio: Jesus está sempre à disposição de seu Pai, entrega-se a Ele em tudo e por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio: Senhor, o abandono amoroso e confiante é a disposição de que gostais, fazei com que reine no meu coração, como reinava no vosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;No verdadeiro amor abandonamo-nos àquele que amamos&lt;/strong&gt;. – No amor verdadeiro, a pessoa não se resigna apenas, faz mais: está alegre por se pôr à disposição da pessoa amada, entrega-se a ela em tudo e por tudo; porque a união seria incompleta, não existiria totalmente, se a pessoa não deixasse absorver a sua vontade por aquele que ama. Nosso Senhor não se limitou a resignar-se à vontade de seu Pai, aderiu a esta vontade com alegria, mesmo quando chegou a hora de pegar na cruz e de subir ao Calvário.&lt;br /&gt;No Egipto, em Nazaré, Nosso Senhor não apenas se resignou à vontade de sua Mãe ou à de S. José, quis sempre alegremente o que eles queriam; fez mais, quis o que eles desejavam.&lt;br /&gt;Como estamos ainda longe de o amarmos como Ele quer sê-lo! Deixa aos seus amigos uma vontade, a de estarem unidos a Ele, mas não pode deixar-lhes a vontade de escolher entre tal ou tal forma de união. Ele é que é o mestre.&lt;br /&gt;Não confundamos o amor jubiloso do amor com a resignação simples. Jesus recompensa também a resignação à sua vontade, porque é meritória, mas a amargura da resignação é incompatível com o amor, cuja delicadeza fere. A preocupação de um coração amante não é a recompensa, não pensa nisso; o seu ideal, é unir-se a Jesus, é provocar as expansões do coração de Jesus pelas expansões do seu. Dá-se inteiramente a Jesus, esquece-se, perde-se nele como uma gota de água no oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;O abandono amoroso e confiante é esse que agrada a Nosso Senhor&lt;/strong&gt;. – A meditação afectuosa da sua vida de menino ensinará a que nos coloquemos/254 nas suas mãos com uma confiança de criança! É o fruto que devemos colher das afeições da sua infância. É preciso deixarmos que ele actue, é preciso que nos abandonemos a ele. Resignar-se e fazer alguns sacrifícios não basta; o que ele quer, é que o amemos e que nos abandonemos com confiança ao seu amor.&lt;br /&gt;O abandono amoroso, eis o que lhe agrada, o que faz estremecer o seu coração e lhe dá as mais doces alegrias. Quando uma alma se abandona ao seu amor, não conta mais com ela. Toma-a ao seu cuidado como de si mesmo. Permite que este coração dedicado se funda e se perca no seu. Como Jesus não faz senão um só com o seu Pai, a alma consagrada também não faz senão um só com Ele. É para Ele mais do que um amigo, é de algum modo um outro que Ele mesmo: «Como vós estais em mim, meu Pai, e Eu em vós, dizia Nosso Senhor, que assim estes discípulos consagrados não sejam senão um só como nós: &lt;em&gt;Sicut tu Pater in me et ego in te, ut et ipsi in nobis unum sint&lt;/em&gt; (Jo 17,21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;O amor por Jesus transforma em alegrias as amarguras e as mágoas&lt;/strong&gt;. – É nas meditações dos sofrimentos de Nosso Senhor que havemos de retirar as forças necessárias para seguirmos os exemplos de abandono que Ele deu na sua vida de menino. O desejo de nos unirmos aos seus sofrimentos adoça as penas que podemos encontrar na imolação de nós mesmos. Estas penas, unimo-las à sua imolação do Calvário e são um meio de nos associarmos à sua dolorosa Paixão. Esta união de intenção é-lhe muito agradável. O amor com o qual a fazemos aumenta o seu valor aos seus olhos.&lt;br /&gt;O seu amor é assim um meio de suportar todas as provações pelas quais devemos passar, de aligeirar e mesmo de transformar em alegrias tudo o que sem isto seria mágoa ou amargura.&lt;br /&gt;Somos flagelados com ele, quando lhe oferecemos amorosamente as mortificações da carne e as humilhações do orgulho. Somos coroados de espinhos, quando unimos amorosamente aos seus sofrimentos todas as contrariedades que provamos. Caminhamos com Ele na via dolorosa do Calvário, quando seguimos, unidos a Ele pelo amor, as vias onde lhe apraz fazer-nos passar. Somos pregados à cruz com Ele quando unimos à sua crucifixão as situações penosas ou dolorosas nas quais lhe apraz colocar os seus amigos. Agonizamos com Ele sobre a cruz, quando unimos às suas penas as angústias de uma situação na qual quer que nos encontremos.&lt;br /&gt;Quem quer que ama passa por provações. Estas provações, é preciso sofrê-las com Ele, em união com os sofrimentos da sua Paixão. A união de amor identifica de algum modo os nossos sofrimentos com os de Jesus.&lt;br /&gt;Mas não é necessário para isso que experimentemos dores semelhantes às suas. São-lhe sempre semelhantes quando são generosamente aceites e oferecidas em união com as suas.&lt;br /&gt;Mas esta união pede o recolhimento habitual, a recordação constante das bondades de Nosso Senhor e do seu amor e uma doce intimidade habitual com Ele.&lt;br /&gt;Nosso Senhor fala desta união que lhe é cara quando diz: Aquele que faz (por amor para com o meu Pai e por mim) a vontade do meu Pai celeste (e a minha) esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Senhor, confio-me, dou-me e abandono-me com confiança e com amor à vossa amorosa Providência, como vos abandonastes ao vosso Pai na vossa infância, em toda a vossa vida e na vossa Paixão. Porque me amais, porque não me haveria de confiar ao vosso Coração: tereis mais cuidado comigo do que o teria uma mãe.&lt;br /&gt;Colóquio com Jesus sofredor. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-729066511871362271?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/729066511871362271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/729066511871362271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2010/03/5-de-marco-abandono-e-uniao-aos.html' title='5 de março - Abandono e união aos sofrimentos de Jesus'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-7040034306385701811</id><published>2010-03-04T13:13:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T13:14:23.206-03:00</updated><title type='text'>4 de março - Sobre a alegria no sacrifício</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então Jesus veio encontrar os seus discípulos e disse-lhes: Dormi agora e repousai; chegou a hora e o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos, aproxima-se o que me vai entregar (Mt 26,45).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio: Jesus levanta-se e avança muito generosamente em direcção do traidor, que exemplo de coragem no sacrifício!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio: A vossa doce Providência, ó meu bom Mestre, nunca me pedirá sacrifícios acima das minhas forças, fazei que aceite generosamente os que me impondes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Nosso Senhor dirigia-se com alegria para o Calvário para a glória do seu Pai e a salvação das nossas almas. &lt;/strong&gt;– Nosso Senhor quis passar por um momento pelos temores e pelas perturbações da agonia, para sofrer tudo o que sofremos e para nos ensinar a resignação e o abandono de que a vida está toda semeada. Queria também sofrer em todas as suas faculdades, a fim de expiar as faltas cometidas por todas as potências da nossa alma e do nosso corpo.&lt;br /&gt;Nestas penas extremas, exprime a sua resignação à vontade do seu Pai, mas regressa imediatamente à sua disposição habitual de alegria no sacrifício: Surgite, eamus. Levantai-vos e caminhemos, dizia aos seus apóstolos e ia para a frente do traidor. Ia para a frente do cálice de amargura que tinha desejado beber e para o baptismo de sangue com que tinha pressa de ser baptizado por amor pelo seu Pai e por nós.&lt;br /&gt;O conjunto dos mistérios da sua Paixão, era a nossa salvação, a nossa redenção. Era o prelúdio necessário da Ressurreição, da abertura do seu Coração, do nascimento da Igreja, da descida do Espírito Santo e de todas as graças esperadas e preparadas desde a origem do mundo. Era a vitória sobre o demónio e sobre o pecado.&lt;br /&gt;Tinha muitas vezes exprimido o seu desejo da cruz, era para Ele uma angústia esperar: Baptismo habeo baptizari et quomodo coarctor usque dum perficiatur.&lt;br /&gt;Os profetas tinham anunciado esta espontaneidade do seu sacrifício: ofereceu-se porque quis (Is 53). Assim, quando Pedro e os outros quiserem prender o traidor e os seus cúmplices, Nosso Senhor reprimirá o seu ardor demasiado natural: Não hei-de beber o cálice que meu Pai me deu? (Jo 18,11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;O seu amor por nós tornava-lhe a cruz leve&lt;/strong&gt;. – S. Paulo dá-nos o amor de Nosso Senhor pela cruz como um exemplo e um encorajamento nas nossas provas: Nosso Senhor pegou na cruz com alegria (&lt;em&gt;proposito sibi gaudio&lt;/em&gt;), desprezando as humilhações (Heb 12). Levava a cruz considerando os motivos que podiam autorizá-lo a encontrar nela alegria. Estes motivos eram, com a alegria que daí derivava para o seu Pai, o avanço da obra da nossa redenção. Cada passo que dava no caminho do Calvário, pagava uma parte da nossa dívida e quebrava um anel da nossa cadeia. Como é que não se teria alegrado, se nos amava? Era somente sobre a cruz que devia ter acabado de pagar a nossa dívida. Era lá que devia rasgar e pregar a cédula dos nossos compromissos (Col 2,14).&lt;br /&gt;A cada passo que dava neste caminho, as potências das trevas recuavam. Avançava para a vitória definitiva do Calvário, como não teria estado alegre e triunfante? «Avança com confiança, diz S. Paulo, triunfando em si mesmo, porque despoja os principados e as potências do inferno» (Col 2,15).&lt;br /&gt;Se o amamos, se desejamos avançar o reino do seu Coração, se queremos fazer recuar o demónio, apagar os nossos pecados, enriquecer-nos com graças e contribuir para a salvação das almas, para a libertação dos defuntos que expiam, levemos generosamente a nossa cruz quotidiana. A nossa cruz, é a de Nosso Senhor da qual nos deixou uma pequena parte, para que possamos provar-lhe o nosso amor e participar na sua glória: «Cumpro o que falta à Paixão de Cristo», diz S. Paulo (Col 1,24).&lt;br /&gt;Regozijai-vos, portanto, no Senhor, mesmo no tempo da provação e do sofrimento. Porque estas são as verdadeiras causas de uma verdadeira e santa alegria. Os sacrifícios e os sofrimentos são outros tantos passos que nos conduzem ao nosso fim, que nos tornam semelhantes a Nosso Senhor e que nos aproximam do seu Coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;A alegria no sacrifício é a característica das almas consagradas ao Sagrado Coração. &lt;/strong&gt;– As provações são inevitáveis, indispensáveis, fazem avançar o reino do Sagrado Coração e preparam com Ele grandes graças, grandes favores, como não haveriam de trazer alegria? Quanto mais ultrapassamos obstáculos, tanto mais nos aproximamos do fim.&lt;br /&gt;A paciência, a generosidade, o amor pelo sofrimento e pelo sacrifício são as virtudes que devem caracterizar as almas consagradas ao Sagrado Coração.&lt;br /&gt;Perseveremos na oração, no louvor, na acção de graças para com Deus, mas sobretudo na paz de Deus, esta paz que ultrapassa todo o conceito, que é um fruto da cruz, da renúncia a si mesmo, da abnegação e do sacrifício; esta paz que o mundo não pode dar, que não conhece, precisamente porque não quer conhecer nem amar a cruz. Consequentemente, também não conhece a doçura, nem a paz, nem a felicidade que está contida na cruz e que dela brota.&lt;br /&gt;Levando alegremente a cruz, saciaremos a sede de amor generoso e dedicado de Nosso Senhor, responderemos às súplicas prementes que dirigiu a Margarida Maria; seguiremos os traços desta alma privilegiada e dos outros santos mais caros ao Sagrado Coração e apressaremos a efusão des grandes graças que o reino do Sagrado Coração deve trazer à Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resolução. – Senhor Jesus, quero aplicar-me a levar doravante a minha cruz com alegria. Quero imitar as disposições do vosso Coração em todas as provações e sofrimentos da vida: a paciência, a generosidade, o amor pelo sofrimento e pelo sacrifício.&lt;br /&gt;Colóquio com Jesus sofredor. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-7040034306385701811?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/7040034306385701811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/7040034306385701811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2010/03/4-de-marco-sobre-alegria-no-sacrificio.html' title='4 de março - Sobre a alegria no sacrifício'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-4117291506399704004</id><published>2010-03-03T13:11:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T13:12:35.712-03:00</updated><title type='text'>3 de março - Sobre as dores do Coração de Jesus - segunda meditação</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se um inimigo me tivesse amaldiçoado, teria suportado facilmente; mas tu, um amigo, meu condutor e meu companheiro, que partilhavas as minhas refeições de festa: nós vivíamos de acordo na casa de Deus (Sl 54, 13).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. As ofensas dos amigos causam muito mais dor do que as dos estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Senhor, se vos devo ajudar a espalhar o reino do vosso Coração, vinde primeiro reinar sem partilha no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;As faltas das almas privilegiadas são mais sensíveis ao Coração de Jesus do que as das almas comuns.&lt;/strong&gt; – Os pecados das pessoas que não conhecem Nosso Senhor ou que o conhecem pouco estão longe de provocar a cólera do seu Pai e a sua como as dos infelizes que abusaram das graças de eleição. No entanto, apesar da ofensa feita ao seu Pai, apesar do desprezo que lhe atinge no Coração, ama estes infelizes, quereria salvá-los. Sim, apesar das torturas que infligem ao seu coração, quereria conduzi-los a si:&lt;em&gt; Nolo mortem peccatoris sed ut magis convertatur et vivat. &lt;/em&gt;Não quer a sua morte, mas que se convertam. Por isso é preciso aplacar o seu Pai irritado, é preciso aplacar a sua justiça que está em luta com a misericórdia do Coração de Jesus .&lt;br /&gt;Padres simplesmente correctos, fiéis simplesmente exactos nos seus deveres podem obter para si mesmos as graças necessárias e salvar a sua alma, mas são impotentes para dar a Nosso Senhor a compensação de que o seu coração tem sede para apagar a ingratidão dos outros. O seu olhar detém-se sobre eles com satisfação, mas não encontra nas suas obras a reparação que procura para as ofensas que lhe são mais sensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Nosso Senhor espera consoladores generosos&lt;/strong&gt;. – Quereria que ao lado do abismo de amarguras no qual certas ingratidões mergulham o seu Coração, almas generosas formassem um exército de eleição onde o seu Coração encontrasse uma superabundância de amor. Além de que este amor consolaria o seu coração, aí ligaria graças de salvação para os ingratos. Quando alguém se dá a Ele com amor, quando alguém consagra especialmente a vida a amá-lo, torna-se nas suas mãos um instrumento de graças.&lt;br /&gt;Glorifica o seu Pai, aplaca a sua cólera, consola-o proporcionando alegrias ao seu Coração. Trabalha também pela salvação dos seus irmãos, porque se torna um canal por onde se compraz em fazer passar as suas graças. Toda a Igreja aproveita com isso.&lt;br /&gt;Se os maus obstruem o canal por onde devem correr os dons de Nosso Senhor, os que são simplesmente fiéis não podem suprir a isso. Fazem o que é preciso para si mesmos, não recebem a superabundância que seria necessária para suprir aos outros. É por isso que Nosso Senhor pede corações que o amem generosamente e que façam do seu amor o fim mesmo das suas vidas.&lt;br /&gt;Quer estabelecer o reino do seu amor para a salvação do seu povo. Mas para que o seu Coração reine sobre a massa dos fiéis, é preciso primeiro que reine sobre os seus condutores, os padres, as almas consagradas, os educadores, os homens de obras.&lt;br /&gt;Pede um grupo de amigos que o consolem e que, tendo-o colocado nos seus corações, o comuniquem depois aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Os apóstolos do Sagrado Coração&lt;/strong&gt;. – A quem se há-de dirigir primeiro, senão aos seus padres e a todas as almas apostólicas? Não é justo que, devorado pela necessidade de ser amado, pressionado pelo desejo de ser consolado de tantas amarguras, se dirija primeiro àqueles aos quais mais deu? Que aqueles dos seus apóstolos cujo coração não está ressequido compreendam enfim o seu apelo, que se dêem conta das dores com que o oprimem muitos dos seus irmãos os quais, na sua sede, lhe dão vinagre: In siti mea potaverunt me aceto.&lt;br /&gt;Que estes corações ainda sensíveis a um sentimento de afeição por Nosso Senhor vão ter com Ele na sua simplicidade, dando-se-lhe inteiramente: &lt;em&gt;In simplicitate cordis mei obtuli universa.&lt;/em&gt; Dar-se a Nosso Senhor como Ele se deu ao seu Pai por nós, como a todos se dá no sacramento do altar, tal é a primeira condição a cumprir para entrar na via do amor.&lt;br /&gt;O amor não pode desenvolver-se nos corações egoístas e frios. A generosidade é a condição do amor verdadeiro. Recordemo-nos das palavras de Nosso Senhor a Margarida Maria. Dizia-lhe: «Participa nas amarguras do meu Coração, derrama lágrimas sobre a insensibilidade destes corações que tinha escolhido para os consagrar ao meu amor. Venho ao coração que te dei, para que pelo seu ardor tu repares as injúrias que recebi destes corações tíbios e lassos que me desonram. Esta alma que te dei, oferecê-la-ás a Deus meu Pai, para desviar as penas que estas almas infiéis mereceram... Farás isso pelo meu povo escolhido».&lt;br /&gt;Consideremos como dito a nós mesmos o que Nosso Senhor dizia ainda a Margarida Maria acerca do apostolado do seu amor:&lt;br /&gt;«Quero que me sirvas de instrumento para atrair todos os corações ao meu amor».&lt;br /&gt;Eis o ideal da nossa vida: reparar muito, muito, para que isso baste pela nossa alma e por outras almas que Nosso Senhor quer salvar por nosso meio; amar muito também para que o nosso amor nos dê influência sobre o Coração de Jesus e para que inspire o nosso zelo no apostolado que temos para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resolução. – Senhor, a quem vos dirigis? A um pecador cuja indignidade é capaz de impedir o cumprimento dos vossos desígnios! Supri a tudo o que me falta; abrasai o meu coração com os vossos santos ardores. Renuncio a todas as minhas afeições que não estão no amor nem na afeição do vosso Coração.&lt;br /&gt;Colóquio com o Coração ofendido de Jesus. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-4117291506399704004?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/4117291506399704004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/4117291506399704004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2010/03/3-de-marco-sobre-as-dores-do-coracao-de.html' title='3 de março - Sobre as dores do Coração de Jesus - segunda meditação'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-2071050722127261111</id><published>2010-03-02T13:07:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T13:09:57.827-03:00</updated><title type='text'>2 de março - Sobre as dores do Coração de Jesus na sua paixão</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ora um dos ladrões que estavam crucificados blasfemava dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós também. Mas o outro, repreendendo-o dizia-lhe: Não temes a Deus, tu que também estás condenado? E nós, é com justiça e para expiar os nossos crimes: mas este não fez nenhum mal (Lc 23,39).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. Se a vista dos sofrimentos físicos de Jesus excita uma viva compaixão, que impressão pungente não deve produzir o sentimento das dores do seu Coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Dai-me, Senhor, uma terna compaixão pelos vossos sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Jesus revelou-nos os sofrimentos místicos do seu Coração&lt;/strong&gt;. – Consagramos este mês de Março à meditação dos sofrimentos de Nosso Senhor. É a melhor preparação para a ressurreição espiritual dos grandes dias de Páscoa.&lt;br /&gt;A meditação dos sofrimentos de Nosso Senhor na sua paixão excita nas almas amantes uma terna compaixão. A vista do seu corpo magoado, do seu rosto marcado por uma dor indizível constrange os seus corações, e não podem reter as suas lágrimas. Nosso Senhor é muito sensível a estes afetuosos ímpetos do coração; tocam-no profundamente, e Ele dá em troca graças de amor.&lt;br /&gt;Mas se a vista dos sofrimentos do seu corpo excita a este ponto a compaixão das almas ternas, que impressão pungente não deve produzir nelas o sentimento das dores do seu Coração? Por muito intensos que tenham sido os sofrimentos do seu corpo dilacerado e desfigurado, são pouca coisa ao lado das dores do seu Coração.&lt;br /&gt;Estas dores são indizíveis, um coração humano não poderia participar nelas sem morrer. Estas dores do Coração de Jesus não cessaram, embora seja inacessível aos sofrimentos físicos. Elas continuam de uma maneira misteriosa e que o homem não pode compreender. É para estas dores que Ele deseja uma consolação. Os algozes do Calvário só o crucificaram uma vez, esgotaram a sua raiva. Outros carrascos, mais cruéis do que aqueles, porque conhecem Nosso Senhor e que os tratou como amigos, encarniçam-se a torturar o seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;A sua dor é acrescida pela nossa ingratidão&lt;/strong&gt;. – Enquanto o seu corpo era cravado na cruz, via a inutilidade do seu sacrifício para um grande número de almas, e esta vista causava ao seu Coração angústias inexprimíveis. Via que esta loucura de amor, de que dava provas tão evidentes, seria incompreendida. Via o abuso sacrílego que tantas almas deviam fazer do seu sangue tão generosamente derramado por elas. Mas o que mais o amargurava, a angústia que tornava a sua agonia tão dolorosa e pungente, era a vista de almas consagradas, às quais reservava tantos privilégios de amor e que deviam servir-se destes privilégios mesmos para renovarem as torturas do seu Coração. Via estas almas, colocadas por Ele como guardas das ovelhas, enriquecidas por Ele com os mais insignes favores, voltarem contra Ele o que tinha feito por elas.&lt;br /&gt;E, no entanto, que é que lhes fez para excitar a este ponto o seu encarniçamento contra Ele?&lt;br /&gt;Em que é que as contristou? Popule meus, quid feci tibi, aut in quo contristavi te? Só teve por elas preferências, atenções delicadas; escolheu-as, separou-as do comum para fazer com que produzissem frutos de graças. Deu-se a elas inteiramente.&lt;br /&gt;Se são padres, deu-lhes o poder de o reproduzirem sobre o altar, de terem nas suas mãos a carne sagrada, distribuiu por eles graças adquiridas com o preço do seu sangue. Em troca desta missão de escolha, tem pressa em lhes distribuir os tesouros de afeição do seu Coração.&lt;br /&gt;O Coração de Jesus transborda de amor, quer a todo o custo derramar este amor em corações bem preparados. Que cruel decepção experimenta muitas vezes! Podem os ingratos de hoje, como os carrascos do calvário, beneficiar desta desculpa que não sabem o que fazem? Os seus golpes, ao contrário, são tanto mais cruéis para o coração de Jesus quanto lhe vêm daqueles nos quais tinha o direito de pretender encontrar amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Jesus experimenta hoje uma tristeza mística de que nós temos de ter em conta&lt;/strong&gt;. Os sofrimentos do coração, Jesus suportou-os durante a sua dolorosa paixão e foi isso que a tornou tão amarga. O desprezo do amor do seu Pai e do seu, eis o que Ele não pode suportar. É em vão que alguns julgam escusar-se da reprovação de lhe torturarem o Coração com este pensamento que a sua paixão, tendo-se realizado há dezanove séculos, está agora impassível na sua glória. Mas Ele não é uma estátua inerte, uma matéria desprovida de sensibilidade. Já não tem sofrimentos físicos, mas vê, sente, ama. As suas impressões são tais que O fariam sofrer se pudesse ainda experimentar sofrimentos físicos, isto deve-nos bastar.&lt;br /&gt;Não só os pobres ingratos perdem a sua alma, porque transgridem a lei divina, porque pisam aos pés o sangue divino, mas irritam Deus Pai, que é um Deus ciumento, que pune os que desprezam o amor do seu Filho e o seu, os profanadores dos dons do Espírito Santo: &lt;em&gt;Deus ultionum&lt;/em&gt; – &lt;em&gt;Deus non irridetur&lt;/em&gt;. Irritam e fazem sofrer o coração de Jesus, porque nada faz sofrer um coração amante como recolher o ultraje onde se semeou o amor e o amor cheio de atenções e de delicadezas.&lt;br /&gt;Nosso Senhor disse a Margarida Maria, é por amor sobretudo que pede reparação. Pede que se repare por um acréscimo de amor. Já não pode reter mais a sua cólera, se estas almas não forem ajudadas a converter-se, através da expiação e da reparação que uns fazem por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Senhor, ofereço-vos as resoluções de Margarida Maria: quero amar-vos e reparar por estas almas. Infelizmente, eu próprio sou culpado, ao menos de tibieza. Perdoai-me. Quero daqui em diante ser fiel a todos os meus deveres e cumpri-los por amor a vós, para consolar o vosso divino Coração.&lt;br /&gt;Colóquio com o Coração sofredor de Jesus. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-2071050722127261111?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/2071050722127261111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/2071050722127261111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2010/03/2-de-marco-sobre-as-dores-do-coracao-de.html' title='2 de março - Sobre as dores do Coração de Jesus na sua paixão'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-4496357168223402899</id><published>2010-03-01T12:52:00.000-03:00</published><updated>2010-03-05T13:07:26.766-03:00</updated><title type='text'>01 de março - Devoção a São José</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vendo-o, admiraram-se e a sua mãe disse-lhe: «Meu Filho, porque procedeste assim connosco? O teu pai e eu andávamos tão preocupados à tua procura...» e desceu com eles a Nazaré, e era-lhes submisso (Lc 2,48).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio: S. José é para Jesus um pai amoroso, dedicado, cuidadoso do reino de Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio: Grande santo, ensinai-me a contemplar Jesus, a admirá-lo, a chorar quando o perco, a desejar o seu reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;S. José é o nosso modelo&lt;/strong&gt;. – S. José é para nós um modelo e um protetor. A sua pureza, a sua inocência, a sua humildade são modelos oferecidos às almas que aspiram à piedade. Pela sua pureza, foi julgado digno de ser o esposo de Maria. Pela sua humildade, mereceu a glória de ser o pai adoptivo de Jesus. Pela sua inocência, tornou-se digno da união e da intimidade que devia ter com Jesus e a sua mãe em Nazaré.&lt;br /&gt;Meditando nas suas virtudes, os padres aprenderão com que respeito cheio de amor deve tratar-se com Jesus no altar. Os fiéis aprenderão a comungar piedosamente.&lt;br /&gt;Como S. José tinha Jesus nos seus braços, apertava-o sobre o seu coração, o padre tem-no no altar nas suas mãos. O padre e o fiel recebem-no não no seu peito, mas no seu coração.&lt;br /&gt;S. José vestia-o, conduzia-o, guardava-o; aprendamos dele a tratar com uma piedosa ternura no altar e no banco da comunhão.&lt;br /&gt;A doce e amável familiaridade com a qual José vivia junto de Jesus no Egito e em Nazaré, é um exemplo da intimidade na qual Nosso Senhor queria viver connosco. José conversava com Jesus amigavelmente; Jesus era sempre o objeto do seu pensamento; no trabalho, na refeição, estavam unidos.&lt;br /&gt;O cuidado de José era de contentar Jesus e sabia que o fazia ocupando-se do seu Pai e da sua bondade.&lt;br /&gt;Dirijamo-nos a S. José para obtermos as graças preciosas que nos ensinarão a conversar com Jesus menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;S. José é o nosso protetor&lt;/strong&gt;. – Os privilégios de S. José não foram diminuídos com a sua entrada no céu. Mais do que nunca ele tem este império cheio de doçura e de humildade que Nosso Senhor lhe concedeu exercer sobre si durante a sua vida mortal. É portanto muito poderoso para nos proteger e para nos obter as grandes graças necessárias para a nossa vocação de almas consagradas ao Sagrado Coração.&lt;br /&gt;Pensemos no amor de S. José por Jesus e compreenderemos que o seu coração aspira pelo momento no qual Jesus será amado como quer sê-lo. Os seus votos unem-se aos de Maria para a pronta realização deste desejo do Sagrado Coração.&lt;br /&gt;Ele é o patrono e o modelo desta vida interior que o Sagrado Coração pede. Como Deus Pai o tinha instituído como o mestre e o protector daquilo que tinha de mais caro na terra; do mesmo modo, Nosso Senhor o institui como protector benevolente dos seus padres, das almas consagradas ao seu Coração, dos amigos com os quais quer viver na intimidade.&lt;br /&gt;Vamos, portanto, ter com ele, invoquemo-lo com perseverança. Jesus não pode resistir às instâncias tão humildes e tão doces daquele que lhe prodigalizou tanto amor e que tão generosamente dedicou a sua vida à protecção da sua infância e à de sua Mãe. Pede tão bem e tem tantos títulos aos favores de Jesus! As suas orações são como ordens. É todo-poderoso sobre o Coração de Jesus.&lt;br /&gt;Possui também um grande crédito junto de Deus Pai e do Espírito Santo. O Espírito Santo ama o casto guardião da sua Esposa imaculada. Deus Pai ama ternamente aquele que alimenta o seu Filho. Jesus ama nele simultaneamente o seu protector e o de seu Mãe. Deu-lhe unilateralmente o nome de Pai, e não é Ele o mais amoroso, o mais reconhecido, o mais generoso dos filhos?&lt;br /&gt;Maria é a mais fiel, a mais amorosa das esposas; também ela se une às orações de S. José, deseja vê-las atendidas. Concedendo a S. José o que ele pede, Jesus alegra igualmente a sua Mãe. É ainda para ele um motivo determinante para atender as orações de S. José. Não temos junto de Maria intercessor mais poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;S. José é o protetor especial das crianças e dos seus educadores&lt;/strong&gt;. – Os padres ou outras pessoas consagradas à educação da infância têm um motivo a mais para serem devotos a S. José. S. José  é o protetor especial das crianças que queremos educar na piedade. Como estas crianças são caras a Nosso Senhor e se tornam os seus irmãozinhos preferidos, S. José adopta-as e toma um cuidado extremo na sua educação. Os mestres devem portanto estar unidos a S. José. Devem aprender dele a amarem Jesus menino. O seu objetivo é o de formarem Jesus menino no coração das crianças; como é que hão-de conseguir isso, se não meditarem todos os dias nos mistérios de Nazaré, se não perguntarem a S. José quais eram os seus cuidados para com Jesus?&lt;br /&gt;É a S. José, depois de Maria, que devem pedir a graça de compreenderem e de saborearem a infância de Jesus, para fazerem reinar as suas virtudes no coração das suas crianças.&lt;br /&gt;S. José é, portanto, um protetor muito especial para as casas dedicadas à educação cristã das crianças. Mas as famílias cristãs devem também guiar-se segundo o ideal de Nazaré e recorrerem à proteção de S. José para a educação cristã das crianças.&lt;br /&gt;Ide ter com José e fazei tudo o que ele vos disser, dizia o Faraó ao seu povo. É a justo título que a Igreja vê aí uma figura e um símbolo do poder e da protecção do nosso S. José, esposo de Maria e Pai adoptivo de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resolução. – S. José, amigo muito especial do Coração de Jesus, ajudai-me, rezai por mim. Quero unir-me a vós particularmente em cada manhã, para seguir os traços das vossas virtudes e especialmente da vossa pureza, da vossa inocência, da vossa humildade. Protegei as crianças que nós educamos; ajudai-nos a formar nelas Jesus menino. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-4496357168223402899?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/4496357168223402899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/4496357168223402899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2010/03/01-de-marco-devocao-sao-jose.html' title='01 de março - Devoção a São José'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-4604407760718876837</id><published>2009-08-21T01:05:00.000-03:00</published><updated>2009-08-21T01:05:00.672-03:00</updated><title type='text'>21 de agosto - Santa Joana Francisca de Chantal</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna (Mt 19,20).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. Santa Chantal é verdadeiramente uma santa do Sagrado Coração. Deu à Visitação o espírito que preparou Margarida Maria para as grandes graças que recebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Cara Santa, obtende para mim o espírito da Visitação, que é o dos amigos do Sagrado Coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;A sua preparação&lt;/strong&gt;. Joana Francisca de Frémiot foi educada na piedade. Desposou o barão de Chantal e viveu como o modelo das mães de família. Com a idade de 28 anos perdeu o seu marido, que morreu em consequência de um acidente acontecido na caça. Foi encontrar no seu fervente amor de Deus a força sobrenatural que faz suportar com resignação as mais cruéis provações e dá mesmo a coragem de abençoar a mão que fere.&lt;br /&gt;Oferece-se a Deus como uma vítima preparada para sofrer todas as cruzes que quisesse enviar-lhe, e repetia muitas vezes com uma santa alegria estas palavras: «Senhor, quebrastes os meus laços, posso portanto agora apresentar-vos uma vítima de louvor» (Sl 115).&lt;br /&gt;Retirada do mundo, dividia o seu tempo entre a oração, o trabalho e a educação dos seus filhos. Avançou rapidamente na perfeição, impondo-se vigílias e jejuns, distribuindo abundantes esmolas e ligando-se a Deus pelo voto de castidade.&lt;br /&gt;S. Francisco de Sales, tendo vindo pregar a Quaresma a Dijon em 1604, foi o director escolhido por Deus para conduzir esta alma nas vias da santidade. O seu fervor levou-a a gravar sobre o seu coração com um ferro quente o nome adorável de Jesus, como testemunho do amor divino que a consumia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;A Visitação Santa Maria&lt;/strong&gt;. – Madame de Chantal abriu-se a S. Francisco de Sales a respeito dos seus desejos de vida religiosa. Ele deu-lhe a conhecer o desígnio que tinha de fundar a Visitação, ela colocou-se à sua disposição. Mas como prover à educação dos seus filhos e à administração dos seus bens? A sua resolução lançou a sua família na dor. Entretanto tudo pôde resolver-se. A mais velha das suas filhas estava casada, levou consigo as outras duas consigo para Annecy. Confiou ao seu pai, M. de Frémiot, o seu filho, o barão de Chantal, com a idade de 15 anos. O menino estava em boas mãos, mas a sua despedida dilacerante e a dor que manifestou deitando-se através da porta, fez sofrer a sua mãe um sacrifício heróico.&lt;br /&gt;Começou a obra da Visitação com algumas piedosas senhoras em Annecy. S. Francisco de Sales traçou-lhe as regras que, sem exigir grandes austeridades exteriores, pedem o mais contínuo e perfeito exercício da mortificação do espírito e do coração.&lt;br /&gt;«Que a renúncia interior a tudo o que pode lisonjear o orgulho e os sentidos, dizia nas suas instruções sobre a regra, seja contínuo e estudado em Jesus Cristo o adorável modelo. Ele disse-nos a nós todos: Aprendei de mim que sou doce e humilde de coração, e encontrareis o repouso das vossas almas. Que a humildade seja para vós a fonte das virtudes, que seja sem limites, que apareça em todas as vossas acções; e logo com ela a caridade e a doçura para com o próximo tornar-se-vos-ão como naturais à força de as praticardes. Porque é preciso morrer em espírito para que Deus viva em nós; sem este meio único, é impossível que cheguemos nesta vida a nos unirmos a Ele».&lt;br /&gt;Façamos destes conselhos a regra da nossa vida, e em breve chegaremos à união com o Sagrado Coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;A consumação&lt;/strong&gt;. – Algum tempo depois da sua profissão quis empenhar-se através de um voto a fazer sempre o que julgasse mais perfeito. S. Francisco de Sales permitiu-o, porque conhecia a sua generosidade e a sua coragem.&lt;br /&gt;Deus provou-a com doenças frequentes e dolorosas. Sofria com alegria e com a paz que o amor divino dá. «O mundo inteiro, escrevia a S. Francisco de Sales, morria de amor por um Deus tão amável, se conhecesse a doçura que goza um a alma ao amá-lo».&lt;br /&gt;Perdeu o seu pai. Uma perseguição se levantou contra a sua fundação em Paris. Em 1627, o jovem barão de Chantal foi morto combatendo contra os huguenotes na ilha de Ré. Em 1631, perdeu a jovem baronesa, sua nora e o conde de Toulonjon, seu genro. Suportou todos estes lutos com uma coragem heróica. Renovava a oferta do seu coração a Nosso Senhor dizendo-lhe: «Senhor, destruí, cortai, queimai tudo o que se opõe ao vosso serviço». - «Nosso Senhor, dizia às suas filhas, ligou o preço do seu amor e da glória eterna à vitória que conseguirmos sobre nós mesmas; e a nossa intenção, ao entrarmos na Visitação, deve ter sido a de nos desunirmos inteiramente de nós mesmas, para nos unirmos totalmente a Deus». Morreu nas mais fervorosas disposições. A sua vida é para nós um admirável modelo de desapego das criaturas e de amor por Nosso Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Santa amiga do Sagrado Coração de Jesus, ajudai-nos a crescer no seu amor. Ensinastes-nos a tudo sacrificar por Deus, quero doravante sacrificar-me melhor do que no passado na mortificação interior, na união com Nosso Senhor e na aceitação das cruzes que a divina Providência me enviar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com Santa Chantal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-4604407760718876837?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/4604407760718876837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/4604407760718876837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/21-de-agosto-santa-joana-francisca-de.html' title='21 de agosto - Santa Joana Francisca de Chantal'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-3008700188970775843</id><published>2009-08-20T01:04:00.000-03:00</published><updated>2009-08-20T01:04:00.335-03:00</updated><title type='text'>20 de agosto - São Bernardo</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;3 Suave é o aroma dos teus unguentos, como unguento derramado é o teu nome; por isso, as donzelas te amam. 4 Leva-me após ti, apressemo-nos. O rei me introduziu nas suas câmaras. Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; não é sem razão que te amam (Cant 1,3-4).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. S. Bernardo também é um santo do Sagrado Coração. A Igreja coloca as suas efusões de amor para com Nosso Senhor no ofício da festa do Sagrado Coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Grande santo, fazei-me penetrar convosco no lado de Jesus, para aí encontrar os tesouros do seu Coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;A sua preparação&lt;/strong&gt;. – A sua piedosa mãe consagrou-o desde o seu nascimento ao serviço dos altares e não deixou desde então de o ver como pertencendo exclusivamente ao Senhor. Educado nos cónegos de Chatillon, manifestou todas as virtudes da infância: o recolhimento, a docilidade, a afabilidade, a modéstia. O que ele pedia mais frequentemente a Deus era nunca macular a sua inocência pelo pecado. Numa noite de Natal o menino Jesus apareceu-lhe radiante de graça e de beleza.&lt;br /&gt;Lutou heroicamente contra as tentações e mergulhou um dia tanque gelado para reprimir um movimento da carne.&lt;br /&gt;O mundo assustava-o, pensou no mosteiro de Citeaux que era então florescente. Decidiu-se a entrar nele. Toda a sua família se opôs, desejando para ele as grandezas e as dignidades eclesiásticas. Mas a sua eloquência sobrenatural foi tão poderosa na sua defesa, que ganhou todos os seus, parentes e amigos, para a vida monástica: os seus cinco irmãos, o seu tio, o seu amigo Hungues de Macon. Entrou em Citeaux com os seus cinco irmãos e vinte e cinco outros fidalgos.&lt;br /&gt;Excitava-se à santidade repetindo para si muitas vezes: «Bernardo, Bernardo, porque é que vieste para esta casa?»&lt;br /&gt;Praticava uma grande mortificação e vivia na união contínua com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;As suas grandes obras&lt;/strong&gt;. - Em 1114, Sto. Estêvão, o seu abade de Citeaux, enviou-o a fundar um mosteiro na diocese de Langres, num lugar selvagem que se chamou mais tarde Claraval. A sua vida aí era pobre e dura, mas a santidade de Bernardo atraiu para lá numerosas vocações. Até o seu próprio pai e o seu irmão mais novo Nivard vieram juntar-se a ele.&lt;br /&gt;Citeaux chegou em breve até setecentos monges. Vários enxames se desprenderam para irem fundar outras abadias, nomeadamente Foigny, junto de La Capelle, na diocese de Laon, onde S. Bernardo começou a composição das suas obras. Fundava também mosteiros de mulheres, como o de Clairefontaine na diocese de Namur e os milagres começavam a multiplicar-se sob os seus passos.&lt;br /&gt;O caro santo recusou vários bispados, mas apesar da sua humildade tornou-se o árbitro dos reis e o conselheiro da Santa Sé. Os bispos consultavam-no. Pôde dizer-se que ele dirigia toda a Igreja do Ocidente do fundo da sua solidão.&lt;br /&gt;Reonquistou todas as nações à obediência do Papa legítimo Inocêncio II, contra o anti-papa Anacleto. Foi-lhe necessário para isso visitar o rei de Inglaterra, o rei de França Luís, o Gordo, o imperador Lotário, o doge de Génova, o duque de Milão.&lt;br /&gt;Combateu os erros de Abelardo, de Arnould de Brescia, de Gilberto de la Porrée.&lt;br /&gt;Fundou sessenta outros mosteiros, entre outros o das Três Fontes em Roma.&lt;br /&gt;Bernardo de Pisa, abade de Três Fontes, tendo sido eleito Papa com o nome de Eugénio III, S. Bernardo continuou seu director, seu conselheiro íntimo e escreveu para ele os cinco livros «obre a contemplação». Estando ameaçado o reino de Jerusalém, Bernardo pregou a cruzada com sucesso.&lt;br /&gt;O lastimável desfecho da cruzada foi para ele uma grande prova e uma longa doença preparou-o para o último sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;O santo do Sagrado Coração&lt;/strong&gt;. – Os seus escritos estão todos cheios do espírito do Sagrado Coração, sobretudo as suas homilias sobre a Incarnação, o seu tratado do amor de Deus, os seus sermões sobre o Cântico dos cânticos.&lt;br /&gt;Explicando este texto: «Olhou para as fendas de pedra», e mostrado que estas fendas sõ as chagas de Jesus Cristo, sobretudo a do lado através da qual se vê o seu Coração: «Oh! Exclama, porque chegamos ao Coração dulcíssimo de Jesus, não suportamos que dele nos separem. Ah! Como é doce, como é bom habitar neste Coração! Que tesouro precioso o vosso Coração, ó misericordioso Jesus! Pérola incomparável encontrada esquadrinhando o vosso corpo! Darei tudo para o possuir. Trocarei todos os pensamentos e afectos da minha alma por ele. Fixarei todos os meus desejos no Coração do meu Senhor Jesus, e sem nenhuma dúvida, ele me alimentará com o seu amor. Lá, neste Templo, o Santo dos Santos, nesta arca preciosa, viverei, adorarei, louvarei o Senhor. Lá estará a vítima que sem cessar lhe oferecerei, o altar no qual oferecerei todos os meus sacrifícios, sobre o qual as mesmas chamas de amor com que o seu arde consumirão o meu».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. Retiradas de S. Bernardo: encontrarei neste Sagrado Coração um modelo para regular os movimentos do meu, um fundo para me desempenhar do que devo à justiça divina, e um lugar seguro onde, estando a coberto dos naufrágios e das tempestades, direi com David: encontrei o meu coração para orar a Deus. Sim, encontrei este Coração na divina Eucaristia, encontrando aí o Coração do meu soberano, do meu bom amigo, do meu irmão, o Coração do meu amável Redentor… &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio S. Bernardo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-3008700188970775843?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/3008700188970775843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/3008700188970775843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/20-de-agosto-sao-bernardo.html' title='20 de agosto - São Bernardo'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-4066983486023819861</id><published>2009-08-19T01:01:00.000-03:00</published><updated>2009-08-19T01:01:01.038-03:00</updated><title type='text'>19 de agosto - O Bem-Aventurado João Eudes</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;16 Para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; 17 e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, 18 a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus (Ef 3, 16-19).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. O Padre Eudes é um dos santos que melhor conheceram a largura, a altura e a profundidade do Coração de Jesus e do Coração de Maria. Meditou e descreveu-os muito bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Santo Apóstolo dos Sagrados Corações, obtende-me a graça de imitar o vosso amor pelo Coração de Jesus e de Maria e o vosso zelo pela sua glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;O precursor de Margarida Maria. –&lt;/strong&gt; O Padre Eudes, a maravilha do seu século, no dizer de M. Olier, depois de ter penetrado até ao mais íntimo das almas de Jesus e de Maria e depois de ter perscrutado os seus mistérios, tão tardou a encontrar um alimento para a sua piedade na devoção aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. Esclarecido pelas luzes sobrenaturais da Irmã Maria des Vallées e provavelmente também pelas suas próprias revelações, não quis ter outro termo do seu amor e das suas homenagens senão estes Corações Sagrados, Resolveu consagrara a sua vida a estabelecer e a propagar o culto destes dois Corações, que uniu como não fazendo senão um todo moral, considerando-os como um mesmo Coração em unidade de espírito, de sentimento, de vontade e de afeto.&lt;br /&gt;Começa a sua propaganda em 1640, e a primeira grande revelação de Margarida Maria não data senão de 1673. «Ele foi, diz o Padre Regnault (director do Mensageiro do Sagrado Coração), um zelador excepcional ao qual cabe a honra insigne de ter sido o primeiro a trabalhar na propagação do culto do Sagrado Coração». - «O Padre Eudes, diz o cardeal Perraud, foi suscitado por Deus para preparar o mundo cristão a receber a grande devoção da qual uma revelação miraculosa devia confiar mais tarde o apostolado à visitandina de Paray».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;O culto dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria&lt;/strong&gt;. – O Padre Eudes começou por fundar duas congregações, consagradas aos sagrados Corações de Maria. A sua Congregação de Padres propagou esta devoção em várias dioceses. Depois erigiu confrarias dedicadas à mesma devoção e obteve para elas a aprovação da Santa Sé. Fundou várias capelas em honra dos dois Sagrados Corações. A do Santo Salvador na diocese de Coutance é designada numa bula de Clemente X sob o nome preciso de igreja do Coração de Jesus e de Maria. A sua construção deu lugar às liberalidades mais generosas da parte de todas as classes da sociedade. O Padre Eudes preparava assim o espírito público em França para receber as manifestações de Paray-le-Monial.&lt;br /&gt;Até 1670, o Padre Eudes tinha unido mais ou menos constantemente os dois Corações do Filho e da Mãe, considerando-os na sua união moral. A partir desta altura, faz de cada um destes Corações o objecto de um culto especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;O culto do Sagrado Coração de Jesus&lt;/strong&gt;. – O Padre Eudes redige então esta missa deliciosa do Sagrado Coração que se chamou a missa do fogo tanto é animada por um amor ardente. Foi aprovada em várias dioceses. Escreve o seu belo ofício, que exprime tão bem o espírito suave e terno de Jesus, e que nos revela, como diz o Padre Le Doré, os tesouros de doçura, de misericórdia e de bondade que encerra o Coração tão cheio de amor do divino Mestre. São como outros tantos jactos de fogo que se escapam um atrás do outro do Coração de Jesus e da alma que canta o seu amor, as suas grandezas e os seus encantos.&lt;br /&gt;Várias comunidades religiosas adoptaram o ofício da missa, nomeadamente as beneditinas do Santíssimo Sacramento e a abadia de Montmartre.&lt;br /&gt;No seu livro sobre o Coração adorável de Jesus, publicado em 1670, o Padre Eudes exprime já todos os sentimentos que Margarida Maria devia receber diretamente do Coração de Jesus pouco tempo depois.&lt;br /&gt;Como ela, une a reparação ao amor. Diz-nos que um dos sentimentos do Coração de Jesus que mais merece ser o objeto da nossa devoção é esta imensa dor de que está penetrado desde a sua agonia até ao Calvário, e que o inundaria todos os dias, se a dor pudesse entrar no céu.&lt;br /&gt;Mostra-nos também no Coração de Jesus o altar de ouro do divino amor, a cidade de refúgio das almas provadas, e ensaiado já o tesouro de todas as graças e de todas as reparações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Senhor, com S. João Eudes, como com todos os apóstolos do vosso divino Coração, consagro-vos o meu pobre coração, para o consagrar ao vosso amor e à reparação que esperais dos vossos amigos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com o Padre Eudes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-4066983486023819861?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/4066983486023819861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/4066983486023819861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/19-de-agosto-o-bem-aventurado-joao_19.html' title='19 de agosto - O Bem-Aventurado João Eudes'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-9137265891293366814</id><published>2009-08-18T01:58:00.000-03:00</published><updated>2009-08-18T01:58:00.158-03:00</updated><title type='text'>18 de agosto - Ainda a fé do centurião</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1 Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. 2 E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3 Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo (Lc 7, 1-3).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. Admirável exemplo de humildade e de fé! Este pagão tocou o Coração de Jesus e obteve do Salvador um elogio e um milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Vejo como poderei tocar o Coração de Jesus, indo a Ele com humildade e com uma fé simples e confiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Humildade.&lt;/strong&gt; – O centurião está cheio de humildade. Duas vezes envia mensageiros a Jesus. Julga-se indigno de aparecer ele mesmo diante do Salvador. Ouviu contar os milagres do Salvador. Acredita neles com a simplicidade de uma criança. O seu servo está doente, espera que Jesus o vá curar. Envia primeiro os anciãos da Sinagoga, que considera mais dignos do que ele para serem atendidos. Depois quando Jesus se aproxima, envia-lhes os seus amigos com esta mensagem: «Senhor, não vos incomodeis a vir; não sou digno que entreis na minha casa e não ousei aparecer diante de vós; mas dizei somente uma palavra de longe e o meu servo será curado». Admirável simplicidade, Nosso Senhor louvou estas disposições que não encontrou entre os Israelitas, e a Igreja, entusiasmada por este acto de fé e de humildade, inseriu-o no cânon da missa como preparação para a santa comunhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Fé simples&lt;/strong&gt;. – A fé do centurião iguala a sua humildade. Este homem é admirável na sua fé e na sua confiança. Ouviu contar os milagres de Cristo, isso lhe basta. Não duvida do seu poder divino e tem confiança na sua misericórdia. Envia uma primeira mensagem por veneráveis Judeus para pedirem ao Salvador, para vir curar o seu servo. Estes cumprem a sua missão com dedicação, pedem com insistência a Nosso Senhor para vir a casa do doente: «O centurião, dizem, merece este favor, é um homem honrado, que gosta da nação judaica e que mandou construir a sinagoga». Nosso Senhor sente-se tocado, e põe-se a caminho. Durante este tempo, o jovem piora; mas a fé do centurião não desfalece, parece mesmo afirmar-se ainda mais.&lt;br /&gt;Envia outros mensageiros, amigos seus, dizer a Nosso Senhor: «Não vale a pena virdes a minha casa, não sou digno. Dizei apenas uma palavra e o meu servo será curado. Toda a natureza vos obedece, como os meus soldados me obedecem, digo-lhes: Ide ali, e eles vão; vinde aqui, e eles vêm. E quando digo ao meu servo: Faz isto, ele faz».&lt;br /&gt;Este pagão tinha dado o exemplo mais admirável de fé e de confiança e a mais bela lição de obediência.&lt;br /&gt;Nosso Senhor ficou muito admirado com ele: quo audio, Jesus miratus est; e no-lo propõe como exemplo de fé e de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Cura.&lt;/strong&gt; – A fé do centurião obtém uma dupla recompensa. A primeira é uma confirmação por Nosso Senhor de todas as promessas feitas aos gentios pelos profetas. – Em verdade vos digo, diz Nosso Senhor aos discípulos: Os povos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão parte no reino dos céus com os patriarcas Abraão, Isaac e Jacob, enquanto que os filhos de Israel serão rejeitados. – A segunda recompensa foi a cura imediata do servo que amava. – Vai, manda-lhe dizer Nosso Senhor, ser-te-á feito segundo a tua fé e a tua confiança. – E o servo foi curado naquele mesmo instante.&lt;br /&gt;Nós vamos muitas vezes a Nosso Senhor. Talvez o recebamos todos os dias na santa comunhão, e os nossos defeitos não se curam. Qual pode ser então a causa disso? É que a nós falta humildade, fé e confiança. Vamos a Nosso Senhor por rotina, com tibieza, com uma fé fraca. O nosso espírito e a nossa imaginação levam lá todas as suas distracções habituais. A vida dissipada do dia transborda mesmo sobe as nossas comunhões. Temamos que Nosso Senhor sinta por nós amargura, como sentiu quando viu a frieza dos filhos de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Senhor, não sou digno que venhais a mim na santa comunhão, nem nas vossas visitas habituais, reconheço-o hoje e humilho-me. Suplico-vos, bom Mestre, dizei uma palavra e a minha alma será curada da sua doença.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com Nosso Senhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-9137265891293366814?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/9137265891293366814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/9137265891293366814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/18-de-agosto-ainda-fe-do-centuriao.html' title='18 de agosto - Ainda a fé do centurião'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-8537818324858328229</id><published>2009-08-17T01:57:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T01:57:00.610-03:00</updated><title type='text'>17 de agosto - A fé do centurião</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;8 Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. 9 Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faz isto, e ele o faz. 10 Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta (Mt 8,8-10).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. Este oficial romano, homem justo e recto, dá-no sum admirável exemplo de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Colocai, Senhor, uma fé viva no meu coração, peço-o ao vosso divino Coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;As qualidades da fé&lt;/strong&gt;. – A perfeição da fé, diz S. João, é crer no amor de Nosso Senhor por nós (Jo 4, 16). Tal era a lei do bom centurião.&lt;br /&gt;A fé deve ser esclarecida, não pede, no entanto, um luxo exagerado de provas. Os judeus pediam sempre novos prodígios para acreditarem. Jesus censura-os por isso (Jo 4, 48). O centurião soube que Jesus curava muitos doentes com uma bondade extrema, isso lhe basta.&lt;br /&gt;A fé deve ser confiante e firme. Assim foi a do centurião. Não duvida, tem confiança, insiste, sabe que Jesus pode curar à distância.&lt;br /&gt;A fé deve estar penetrada de humildade. O nosso oficial não ousa ir ele mesmo ter com Jesus, envia um ancião da sinagoga, depois um vizinho. Não se julga digno que Jesus entre debaixo do seu tecto.&lt;br /&gt;A fé fortifica-se no meio das provas. Nosso Senhor com frequência provou a fé por meio de uma primeira recusa, como aconteceu com a mulher cananeia.&lt;br /&gt;É preciso confessar a própria fé e não ter vergonha. O centurião fez isto de um modo magnífico, ele que era estranjeiro e pagão e que admirava os judeus pela vivacidade da sua fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Poder da fé&lt;/strong&gt;. - «Tudo é possível a quem tem fé», dizia Nosso Senhor ao pai do pobre lunático (Mt 9). – A fé é a força que triunfa do mundo, repetem os apóstolos nas suas epístolas (Jo 1; Heb 11).&lt;br /&gt;A fé obtém a cura da alma e do corpo, Nosso Senhor mostrou-o a respeito do paralítico: curou-o e perdoou-lhe os pecados.&lt;br /&gt;A fé comanda toda a natureza e opera os maiores prodígios. S. Paulo recordava aos hebreus todas as maravilhas da fé no antigo testamento (Heb 11): as bênçãos de Abraão, os milagres de Moisés…&lt;br /&gt;É na medida da sua fé que os doentes obtêm de Nosso Senhor a sua cura, os possessos a sua libertação.&lt;br /&gt;Era necessário recordar aqui todos os milagres de Nosso Senhor e citar todo o evangelho. – “Não encontrei tanta fé em Israel”, exclama Nosso Senhor diante da humildade crente do centurião. - «Ó mulher, como é grande a tua fé!», diz à cananeia. - «Credes que o possa fazer?», pergunta aos cegos de Cafarnaum». - «Se podes crer!», responde ao pai do lunático: tudo é possível a quem crê. - «Que seja feito segundo a vossa fé!», diz em várias circunstâncias. - «Senhor, se quiserdes, diz o leproso de Galileia, podeis purificar-me». - «Crê somente e a tua filha viverá», diz a Jairo. – A vários repete: «A vossa fé vos salvou». Aos apóstolos que se afligem por não poderem operar algumas curas, Nosso Senhor revela o motivo da sua impotência: «É por causa da vossa incredulidade». - «Homens de pouca fé, onde está então a vossa confiança?», diz-lhes, no meio dos terrores da tempestade. – Promete-lhes que operarão prodígios se tiverem a fé somente como um grão de mostarda. – E a última censura que lhes dirige, antes de subir ao céu, é de terem tão lentamente acreditado nas testemunhas da sua ressurreição. – Senhor, aumentai a minha fé e curai-me de todas as minhas enfermidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Como a fé se adquire, se recupera e se aumenta&lt;/strong&gt;. – A fé adquire-se e aumenta-se por um vivo desejo, por uma oração ardente, por actos repetidos.&lt;br /&gt;«Senhor, ajudai à impotência da minha fé!», exclamava o pai do lunático (Mt 9).&lt;br /&gt;«Porque é que então, dizem os apóstolos ao Salvador, que não pudemos expulsar este demónio do lunático?» - «Por causa da vossa falta de fé, responde Jesus». Em verdade vos digo: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: «Transporta-te daqui para ali», e ela deslocar-se-ia. Diríeis a esta amoreira: «Arranca-te e vai plantar-te no mar», e ela obedecer-vos-ia imediatamente, e nada vos seria impossível».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-8537818324858328229?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/8537818324858328229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/8537818324858328229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/17-de-agosto-fe-do-centuriao.html' title='17 de agosto - A fé do centurião'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-3260207781536948762</id><published>2009-08-16T01:56:00.000-03:00</published><updated>2009-08-16T01:56:00.282-03:00</updated><title type='text'>16 de agosto - São Joaquim</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor e se compraz nos seus mandamentos. 2 A sua descendência será poderosa na terra; será abençoada a geração dos justos. 3 Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre (Sl 112, 1-3).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. A Igreja aplica estes louvores a S. Joaquim no seu ofício. Não a ninguém mais do que a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Sim, venerável patriarca, a vossa descendência é tão gloriosa como santa, porque é Maria e Jesus mesmo. Adoptai-me também como irmãozinho de Jesus e como vosso filhinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: A sua santa vida. – Joaquim era da tribo de Judá, e da raça de David por Matan. O seu nome significa «Preparação do Senhor». Do seu sangue, de fato, foi preparada Maria que foi o templo do Senhor. A sua juventude deve ter sido admiravelmente piedosa e santa, para que tenha sido escolhido como esposo de Sta. Ana, a venerável mãe da santa Virgem.&lt;br /&gt;Viviam juntos, diz S. Jerónimo, numa admirável santidade. Faziam três partes dos seus bens: a primeira era destinada a ajudar o templo de Jerusalém; a segunda era distribuída pelos pobres, e a terceira servia para o sustento da casa.&lt;br /&gt;Viviam um modo de vida muito simples, vida de oração e de trabalho, como devia ser a da Sagrada Família de Nazaré. Joaquim levava o seu modesto rebanho para a montanha, Ana ocupava-se com os trabalhos da casa e do Jardim. Encontravam-se para a hora da oração.&lt;br /&gt;Os padres da Igreja, e em particular Sto. Epifânio, S. Jerónimo e S. João Damasceno, louvam a vida de recolhimento, de piedade e de humilde trabalho de S. Joaquim e de Sta. Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: A sua gloriosa paternidade. – Ana e Joaquim tinham chegado a uma idade avançada sem terem filhos. Resignados à vontade de Deus, suplicavam no entanto ao Senhor que pusesse cobro aos seus votos dando-lhes um fruto da sua santa união. Ambos multiplicavam as orações e as boas obras para obterem este favor. Prometiam ambos consagrarem a Deus o filho que lhes seria concedido.&lt;br /&gt;Um dia em que Joaquim rezava na montanha em que apascentava o seu rebanho, e Ana no seu jardim onde tinha feito um pequeno santuário, os seus bons anjos visitaram-nos e anunciaram-lhes que Deus tinha atendido as suas preces e que iam ser consolados com o nascimento de uma criança, que chamariam Maria.&lt;br /&gt;O dia 8 de Setembro foi o dia deste nascimento miraculoso, que honramos com uma terna devoção.&lt;br /&gt;O privilégio da Conceição imaculada de Maria ergue bem alto a glória e a santidade de S. Joaquim e de Sta. Ana. Foram portanto isentos de toda a concupiscência no acto que deu a vida à Virgem Imaculada. Foram subtraídos às consequências do pecado de Adão e de Eva.&lt;br /&gt;Eram como anjos vivendo sobre a terra em corpos humanos. Que vida de oração, de recolhimento e de ódio ao pecado isso supõe! Que exacta mortificação e que perfeito domínio sobre a carne e as suas cobiças! Saudemos estes dois serafins da terra, renovemos as nossas resoluções de modéstia e coloquemo-las sob a sua proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: O grande sacrifício. – Joaquim e Ana experimentavam uma suprema alegria em educar o anjo que Deus lhes tinha dado. Os seus corações fundiam-se de amor na contemplação deste pequeno ser todo celeste. Mas não esqueciam a promessa que tinham feito a Deus de lhe consagrarem a criança. Era preciso levar Maria ao templo. Teriam podido usar demoras esperando que ela tivesse alguns anos mais, mas a sua fidelidade e a generosidade dos seus corações igualavam a sua pureza. A criança não tinha senão três anos quando a deram a Deus. Era mais do que o sacrifício de Abraão. Era muito deixar Isaac, que era amável e doce, mas deixar Maria! Separar-se deste pequeno ser angélico! Joaquim e Ana não hesitaram.&lt;br /&gt;Que lição para nós todos! Para os pais que se opõem à vocação dos seus filhos ou lhes retardam a execução; para nós mesmos que somos surdos tantas vezes a um apelo de Deus, a uma graça que nos pede um esforço, um sacrifício, um despojamento. Que a festa de hoje nos traga um acréscimo de generosidade!&lt;br /&gt;S. Joaquim apagou-se, como S. José, numa morte calma e toda em Deus, e o seu culto vai sempre a crescer.&lt;br /&gt;Honrando-o, consolamos o Coração de Jesus que se sente tocado e nos é agradecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Que confusão a minha perante vidas tão santas! Não vou pôr mais ordem na minha vida e decidir-me a preferir a vida interior, a calma, o recolhimento, a oração?&lt;br /&gt;Felizes aqueles que têm o coração puro, bem-aventurados aqueles que rezam fielmente levando uma vida modesta e humilde no trabalho, na piedade e na caridade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com S. Joaquim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-3260207781536948762?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/3260207781536948762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/3260207781536948762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/16-de-agosto-sao-joaquim.html' title='16 de agosto - São Joaquim'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-845007583452910906</id><published>2009-08-15T01:54:00.000-03:00</published><updated>2009-08-15T01:54:00.239-03:00</updated><title type='text'>15 de agosto - Assunção da Santíssima Virgem</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Se encontrardes o meu amado, que lhe direis? Que desfaleço de amor (5, 8). - Levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem (Cant 2, 13). - Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, pura como o sol, formidável como um exército com bandeiras? (Cant 6, 10)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. – Jesus e Maria desejavam ardentemente a sua reunião. A entrada de Maria no céu foi um triunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. – Maria tornou-se lá em cima a nossa mediadora junto do Coração de Jesus, o canal das graças divinas e o sustentáculo da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: A bem-aventurada morte da santíssima Virgem. – Nosso Senhor deixou esperar bastante tempo a sua santa mãe. Era para bem da Igreja nascente, para lhe deixar uma Mãe para a educar, uma Mestra para a instruir, uma Consoladora no meio das perseguições. Maria apoia os apóstolos, descobre aos Evangelistas os segredos da vida escondida do seu divino Filho, anima os primeiros mártires, inspira às virgens e às viúvas os celestes atractivos da pobreza.&lt;br /&gt;Depois vem a hora da sua morte. Ela sem dúvida é advertida pelos anjos. Repete o seu Ecce Ancilla. Os apóstolos estão reunidos pela vontade divina. Maria dá-lhes os seus últimos conselhos e despede-se. Não tem bens temporais para legar aos homens, mas deixa-lhes os seus preciosos méritos.&lt;br /&gt;Jesus vem diante dela. Ela desfalece de amor, como a esposa do Cântico. Jesus convida-a para as núpcias eternas. Vinde, diz-lhe, vinde, minha Mãe bem-amada, vinde receber a vossa coroa de Rainha do céu e da terra. Maria repete, sem dúvida, estas últimas palavras que Jesus disse na cruz: «Meu Deus, coloco a minha alma nas vossas mãos». Depois expira de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: A ressurreição de Maria. – Maria deixou o seu corpo sobre a terra, como um último sacrifício. Mas Nosso Senhor não quer abandonar à corrupção do túmulo este corpo que lhe esteve tão unido. Desperta o corpo de sua Mãe bem-amada, como despertou Lázaro. Maria ressuscita no terceiro dia, como Jesus. Ela esperou a chamada do seu Filho glorioso: «Levanta-te, apressa-te, minha Mãe bem-amada, e vem». O céu todo inteiro se prepara para a festa. Os anjos exclamam: «Quem é esta, que avança como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, e terrível como um exército? Quem é esta, que sobe para nós, apoiada sobre o seu bem-amado?» (Cant 6, 8). É a Virgem Imaculada, é a Mãe do Salvador, é a Esposa do Rei dos céus. Os anjos fazem-lhe o cortejo, assim como as almas dos justos da antiga lei: David e Abraão, os seus antepassados segundo a carne, com os reis de Judá. Eva que lhe cede o título de Mãe dos viventes; S. José que lhe foi à frente; os profetas que a tinham entrevisto nas suas visões; S. João Baptista, o grande mártir; os santos Inocentes, irmãozinhos de Jesus.&lt;br /&gt;Ó minha Mãe, misturo a minha voz à de toda a corte celeste. – Sois digna de toda a veneração: Tu gloria Jerusalem, tu laetitia Israel; sois a alegria e a glória de toda a cidade dos céus. Deus vos abençoou acima de todas as mulheres da terra.&lt;br /&gt;Mas que são os nossos louvores? Eis a Santíssima Trindade que a acolhe: o Pai recebe-a como a mais perfeita das suas filhas; o Filho coloca-a à sua direita como sua Mãe imaculada; o Espírito Santo reconhece-a como sua esposa privilegiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: No céu. – O Profeta real repete o seu admirável epitâlamo: «Vejo à vossa direita, ó meu Príncipe, uma Rainha vestida com um manto de ouro todo adornado de bordados. As virgens, depois dela, apresentam-se ao meu Rei com santa alegria» (Sl 44). – Isaías, transportado pelo espírito de Deus, canta num arroubamento sublime: «Eis a Virgem que devia conceber e dar à luz um Filho».&lt;br /&gt;A voz de Deus domina todas as exclamações de alegria: «Vinde minha esposa, diz, vinde, minha bem-amada, vinde do Líbano para ser coroada» (Cant).&lt;br /&gt;A Santíssima Trindade concede a Maria a auréola do Martírio, do doutoramento e da virgindade, ornamenta a sua augusta fronte com a coroa real. Eis a Rainha de glória, mas também Rainha de bondade e de misericórdia. Vinde a ela vós todos que estais em dificuldade. O seu poder não tem outros limites que os do amor que o seu Filho tem por ela. Ela é o asilo dos pecadores, a protectora dos justos, a esperança e o sustentáculo da Igreja, o refúgio dos povos e dos reis.&lt;br /&gt;Os espíritos celestes são os seus ministros, o género humano os seus súbditos, as três Igrejas o seu reino. Ela é três vezes Rainha. – O segredo do seu poder é o amor que lhe leva o Coração de Jesus. Se o Coração de Jesus é a fonte das graças e o tesouro do céu, quem melhor do que Maria pode ir até a esta fonte e abrir este tesouro? Este coração, não é feito /160 do sangue e da carne de Maria? Rainha do Sagrado Coração, abençoai-nos – se o Sagrado Coração de Jesus é o sol da cidade celeste, o Coração de Maria é como a lua brilhante que nos transmite os seus raios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Irei junto da verdadeira Judite para que ela salve o seu povo; junto da verdadeira Ester, para que ela peça graça para o povo de Deus. Ó Maria, dizei a Jesus que já não há vinho no meu coração, pedi-lhe que mude a água para lá colocar o vinho do fervor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com Maria, Rainha do céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-845007583452910906?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/845007583452910906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/845007583452910906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/15-de-agosto-assuncao-da-santissima.html' title='15 de agosto - Assunção da Santíssima Virgem'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-5753305226427369897</id><published>2009-08-13T22:30:00.000-03:00</published><updated>2009-08-13T22:30:01.089-03:00</updated><title type='text'>14 de agosto - A Samaritana</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11 Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? 12 És tu, porventura, maior do que Jacob, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? 13 Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; 14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna (Jo 4, 10-14).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. É Nosso Senhor que é o dom de Deus, vamos beber às fontes do seu Coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Dai-me, Senhor, a água preciosa da vossa graça e do vosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;É Jesus e o seu Coração que são o dom de Deus&lt;/strong&gt;. – É Nosso Senhor que é o dom de Deus. O seu Pai amou tanto os homens que lhes deu o seu Filho único, para os resgatar, para lhes comunicar a sua graça e os reconduzir a si. É portanto somente por Nosso Senhor que podemos ir ao Pai.&lt;br /&gt;E Nosso Senhor mesmo ama tanto os homens aos quais o seu Pai o deu, que Ele mesmo dá os primeiros passos para os ganhar ao seu amor.&lt;br /&gt;Nós ficamos muitas vezes surdos as estes passos que são as suas doces inspirações e a graça dos seus sacramentos. Se o conhecêssemos melhor, se soubéssemos melhor qual é este nosso amigo que nos fala no segredo do nosso coração e que solicita o nosso amor, apressar-nos-íamos para irmos ter com ele e lhe pediríamos estas águas vivas da graça, que tanto deseja espalhar.&lt;br /&gt;Deseja tanto possuir o coração dos homens e nós pensamos tão pouco nele! Se o conhecessem melhor, todos os corações se abririam a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Para conhecermos bem Nosso Senhor, é preciso estudar o seu coração e os prodígios do seu amor. &lt;/strong&gt;– É preciso penetrar o mais adiante que for possível no conhecimento de Nosso Senhor, dos seus mistérios, dos seus benefícios, dos seus sacrifícios e sobretudo do amor do seu Coração, o único inspirador de tudo o que fez por nós. Quem não conhece o Coração de Jesus pretenderá em vão conhecer Nosso Senhor, tem dele apenas um conhecimento superficial.&lt;br /&gt;Para estudar o Coração de Jesus, é preciso ver e reconhecer em tudo o que ele fez pelos homens o amor que o inspirou. Faz-se mendigo para solicitar o afecto dos nossos corações: Sto ad ostium et pulso. É Ele quem primeiro o diz: «Dai-me de beber». E o que é que lhe damos para saciar a sua sede de amor? Indiferença, frieza, esquecimento, quando não é mesmo ofensa e ultraje.&lt;br /&gt;Para conhecer bem Nosso Senhor, é preciso penetrar-se desta verdade: que ama os homens, que tudo o que fez, fê-lo por amor por eles, e que não tem maior desejo do que de ser amado por eles; que tem sede de entrar nos seus corações, de os possuir, de os encher inteiramente de si mesmo. O amor do Coração de Jesus por nós é a única luz que pode guiar-nos com segurança, se queremos aplicar a nossa inteligência ao estudo da sua vida e das suas obras. Quem estuda Nosso Senhor deste modo, conhece-o melhor que todos os outros.&lt;br /&gt;Para conhecer Nosso Senhor desta maneira que excita o coração a amá-lo, basta um pouco de simplicidade e de bondade de coração: Sentite de Domino in bonitate et in simplicitate cordis quaerite illum (Sab 1, 1). É o primeiro conselho que nos dá o livro da Sabedoria.&lt;br /&gt;Depois de ter estudado Nosso Senhor desta maneira, exclamaremos como o salmista: «Confessemos bem alto a bondade do Senhor» (Sl 117).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Quem conhece o Sagrado Coração, bebe com alegria nesta fonte de água viva. &lt;/strong&gt;– Quando alguém conhece o Sagrado Coração, o amor começa e com ele a sede de amor. Os que não conhecem Nosso Senhor senão com a sua razão têm ainda sede, como os que bebem água do poço de Samaria; mas os que o conhecem com o coração, já não têm sede de outra coisa. Unir-se a Jesus cada vez mais, é o seu único desejo: Unam petii a Domino, hanc requiram, ut inhanitem in domo Domini omnibus diebus vitae meae (Sl 26). Os seus corações são conquistados. Vão por si mesmos a esta fonte que deve saciar a sua sede para a eternidade. Vão directamente ao amor de Nosso Senhor, porque compreendem que a sua sede é de ser amado. O amor uma vez acendido aquece por graus, o coração torna-se uma fornalha ardente onde a graça penetra cada vez mais e traz consigo esta fonte de água viva que jorra até à vida eterna.&lt;br /&gt;Se procuramos um objeto ao qual possamos dar todos os nossos afectos, vamos a Jesus, vamos beber na fonte do seu amor. Ele realizará todos os nossos desejos. É para o amar que o coração do homem foi feito. Indo a Nosso Senhor pelo afecto, atingimos o nosso fim mesmo desde esta vida. Todo outro afecto deixaria o nosso coração na inquietação e na perturbação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Estudarei Nosso Senhor no seu coração considerando os motivos de amor que inspiraram todos os seus actos. Farei hoje frequentes actos de amor e manifestarei o meu amor pela aceitação alegre de todos os pequenos sacrifícios que pedem a minha regra e o meu emprego. Peço-vos com simplicidade, ó meu bom Mestre, a graça de vos amar e de sentir vivamente a sede do vosso amor. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com o Sagrado Coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-5753305226427369897?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/5753305226427369897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/5753305226427369897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/14-de-agosto-samaritana.html' title='14 de agosto - A Samaritana'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-7742564660721280656</id><published>2009-08-13T01:29:00.002-03:00</published><updated>2009-08-13T01:29:01.269-03:00</updated><title type='text'>13 de agosto - São João Berchmanns</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. 21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor (Mt 25, 20-21).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. Quem melhor do que S. João Berchmanns foi fiel nas pequenas coisas? Deus fê-lo grande no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Santo bem-amado, pedi a Deus por nós esta fidelidade nas pequenas coisas, com o amor do Sagrado Coração que é o seu inspirador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;A sua fidelidade&lt;/strong&gt;. – S. João Berchmanns é um modelo para todos. É sobretudo um modelo para todos os jovens, como S. Luís Gonzaga e S. Estanislau. Não pisou como eles debaixo dos pés coroas principescas; o que o elevou à santidade foi que tudo cumpriu, mesmo as coisas mais comuns, de uma maneira não comum, por motivos sobrenaturais, no espírito de uma fé viva, por puro amor por Deus, na intenção mais pura, na presença de Deus e numa união estreita e não interrompida com Nosso Senhor. – Tornou-se nisto para nós num magnífico exemplo. A sua vida tão curta e no entanto tão rica em virtudes e em méritos subiu para o trono de Deus, como um agradável holocausto do cumprimento fiel do seu dever e do seu puro e generoso amor. – Ele é um modelo muito especial para os noviços, para os estudantes, e mesmo para os irmãos Conversos, nos seus exercícios de piedade, nos seus trabalhos e nas suas funções.&lt;br /&gt;Que se lembrem todos como cumpria pontualmente, alegremente, com amor e zelo, as acções mais ordinárias e considerava-se feliz, vendo-se mesmo indigno de prestar durante toda a sua vida serviços aos padres da companhia de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Uma feliz morte coroa uma vida santa&lt;/strong&gt;. – S. Berchmanns morreu, é sabido, abraçando e apertando sobre o seu coração, as suas regras, o seu rosário e a sua cruz.&lt;br /&gt;Felizes os que podem como ele morrer com um coração confiante e alegre, com as santas regras, pelas quais devem ser julgados, – como imitadores fiéis das virtudes de Maria, a santíssima e puríssima Mãe de Deus, à qual consagraram uma devoção filial, - como amigos da cruz, o instrumento da redenção.&lt;br /&gt;Felizes aqueles que, como S. Berchmanns, encontraram durante a sua vida na oração a Maria, na cruz do seu Deus, do seu mestre e esposo, no cumprimento das suas santas regras e de todos os seus deveres, a sua alegria, as suas delícias, o seu apoio, o seu todo.&lt;br /&gt;Felizes os que na pureza do corpo, da alma e do coração, na humildade e na desconfiança de si mesmos, no amor puro, sobrenatural, se esquecem a si mesmos e não procurando senão a glória de Deus e a salvação das almas, serviram o seu Deus, seguiram Jesus, o seu Senhor e Mestre, na via da cruz, dos sofrimentos e do sacrifício!&lt;br /&gt;Semelhante morte é preciosa aos olhos de Deus. Escutam então da parte de Deus este convite: «Vinde, bom e fiel servidor, porque fostes fiel nas pequenas coisas, estabelecer-vos-ei sobre maiores; entrai na alegria do vosso Senhor».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;As suas virtudes&lt;/strong&gt;. – Foi a virtude da fidelidade, de amor da ordem, e da regularidade que levou S. João Berchmanns e inumeráveis santos a uma grande glória de felicidade no céu, sem que tivessem cumprido obras grandes e brilhantes diante do mundo. Porque é o coração com o seu amor, a vontade e a intenção, que têm valor aos olhos de Deus, e é dai que depende a recompensa e a punição.&lt;br /&gt;A vida de S. Berchmanns é conforme à da sagrada Família de Nazaré. A santa Virgem não fez nenhuma acção brilhante. As suas ocupações eram as do governo da casa e da vida de família, mas cumpria todos estes actos em união com Deus, no espírito do puro amor e com uma perfeição irreprimível. S. José foi elevado a uma tão grande santidade cumprindo as acções mais simples com uma grande perfeição. Viveu exteriormente como simples artesão, mas o seu coração estava todo ardente de amor por Deus.&lt;br /&gt;Nosso Senhor mesmo quis viver durante trinta anos uma vida toda comum e toda modesta, mas os seus actos mais simples eram animados pelo seu amor divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Caro santo, amastes e imitastes a vida de Nazaré, ajudai-me a obter de Deus a mesma graça. É preciso que eu ame, como vós, a minha regra, o meu rosário e a minha cruz, se quero contentar o Coração de Jesus e morrer como vós na alegria e na paz da alma. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com S. João Berchmanns.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-7742564660721280656?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/7742564660721280656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/7742564660721280656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/13-de-agosto-sao-joao-berchmanns.html' title='13 de agosto - São João Berchmanns'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-529877526640719812</id><published>2009-08-11T20:26:00.000-03:00</published><updated>2009-08-11T20:26:00.235-03:00</updated><title type='text'>12 de agosto (Dia de Padre Dehon) - Cura do surdo-mudo: da vigilância para evitar as recaídas</title><content type='html'>Hoje, a Congregação faz memória da morte de Padre Dehon. Leia sobre nosso fundador em &lt;a href="http://www.dehonbrasil.com/padredehon"&gt;www.dehonbrasil.com/padredehon&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;43 Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra. 44 Por isso, diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. 45 Então, vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro (Mt12, 43-45).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. Nosso Senhor mostra-nos o estado deplorável de uma alma que recaiu depois da sua primeira conversão. É uma advertência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Senhor, tornai-me vigilante e assisti-me, com medo de recair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;É preciso premunir-se contra as tentações ocasionais por falta de vigilância. &lt;/strong&gt;– A calma na qual se encontra uma alma que escapou ao demónio pode fazer nascer uma segurança perigosa, se não estiver atenta a alimentar com cuidado as intenções sobrenaturais nas quais reside a força de resistência da alma. A tentação é às vezes uma prova querida ou permitida por Nosso Senhor para provar a virtude. Foi assim que Tobias foi tentado, porque era agradável a Deus. Mas o mais das vezes a origem mesma da tentação e os seus desenvolvimentos vêem de uma falta de vigilância. Esta tentação é a mais comum e a mais perigosa. Nosso Senhor mandou-nos rezar ao seu Pai para que nos preserve: Et ne nos inducas in tentationem.&lt;br /&gt;Nosso Senhor advertiu-nos bem: «Vigiai e rezai para que não entreis em tentação». É preciso rezar sempre e nunca desfalecer, disse ainda, porque não sabeis a que hora virá o ladrão (Mt 24, 43). Estas são advertências solenes muitas vezes repetidas pela Sagrada Escritura.&lt;br /&gt;Trata-se da salvação eterna. É para a alma uma questão de vida ou de morte, porque ninguém pode prever as terríveis consequências de uma queda grave e, por mais forte razão, de uma recaída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Para uma alma consagrada a Deus, a vigilância consiste na exacta observância dos seus deveres de estado e da sua regra&lt;/strong&gt;. – Seria tentar Deus contar com a super-abundância do seu socorro, quando nada fizemos para o merecermos /151 e sobretudo quando agimos de maneira a desagradar a Deus. A incúria, a preguiça espiritual não são coisas de natureza a atrair a graça. Aliás, a graça é um dom gratuito, Nosso Senhor concederá este dom aos que o profanam? Aquele que é negligente no cumprimento dos seus deveres de estado pode dizer que exerceu esta vigilância protectora que teria podido afastar a tentação ou chamar a graça divina? Rezou quando recitou negligentemente ou por rotina fórmulas de oração; quando deixou o seu espírito ocupar-se de coisas estranhas mesmo durante a santa missa; quando não prestou senão uma atenção distraída à meditação; quando cumpriu sem cuidado ou por motivos puramente humanos os deveres do seu estado? O cumprimento fiel dos próprios deveres em espírito de fé e de amor segundo as nossas regras tem a virtude de transformar as nossas acções em oração contínua e mesmo de fazer delas um acto contínuo de caridade.&lt;br /&gt;É por esta fidelidade que cumprimos o preceito: «Vigiai e orai para que não entreis em tentação».&lt;br /&gt;Quem é tíbio e negligente está grandemente exposto às tentações. Cada acto de negligência abre uma porta ao inimigo. S. Pedro descreve o furor deste inimigo comparando-o a um leão pronto a atirar-se à sua presa para a devorar. E o Evangelho que meditamos hoje diz-nos que o demónio vencido volta com outros sete piores do que ele. Estes avisos deviam bastar para nos acautelarmos contra a falta de vigilância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Uma alma consagrada ao Sagrado Coração deve observar a vigilância por amor a Nosso Senhor. –&lt;/strong&gt; Às considerações ditadas pelos interesses prementes da salvação, uma alma consagrada ao Sagrado Coração deve acrescentar um outro motivo. Se esta vigilância salutar é um preceito e o único preservativo contra a tentação, é também um meio de testemunhar o nosso amor a Nosso Senhor. A vigilância está atenta a nada omitir daquilo que é prescrito, a nada fazer daquilo que é proibido, a fazer o melhor possível tudo o que se faz. Torna-nos delicados nas pequenas coisas. Não há nada que agrade tanto ao Coração de Jesus como esta delicadeza nas mínimas coisas. Ofereçamos, portanto, a Nosso Senhor como um sinal de amor a resolução de estarmos vigilantes e o cuidado com o qual nos manteremos nesta resolução. Agindo assim, não somente nos anteciparemos às tentações, mas santificar-nos-emos e daremos ao Sagrado Coração uma grande consolação.&lt;br /&gt;Nosso Senhor, tocado pelo nosso amor, proteger-nos-á com uma solicitude incessante.&lt;br /&gt;Os seus anjos velarão por nós: Angelis suis mandavit de te ut custodiant te in omnibus viis tuis (Sl 90, 11).&lt;br /&gt;Nosso Senhor abrigar-nos-á como debaixo de um escudo: &lt;em&gt;Scuto circumdabit te veritas ejus&lt;/em&gt; (Sl 90, 5).&lt;br /&gt;Cobrir-nos-á com as suas asas, como uma galinha cobre os seus pintainhos: Scapulis suis obumbrabit tibi et sub pennis ejus sperabis (Sl 90, 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Ofereço a Nosso Senhor a resolução de observar uma estrita vigilância sobre mim mesmo durante este dia, por amor pelo Sagrado Coração, que é tão cheio de amor por mim. – Não perderei de vista Nosso Senhor: Oculi mei semper ad Dominum, e Ele me salvará de todos os embustes. Dignai-vos tomar cuidado de mim, Senhor, tende piedade de mim, sou como um órfão sem recursos (Sl 24). Recordar-me-ei durante o dia desta ameaça terrível: o estado daquele que recai é pior do que antes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com Nosso Senhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-529877526640719812?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/529877526640719812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/529877526640719812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/12-de-agosto-dia-de-padre-dehon-cura-do.html' title='12 de agosto (Dia de Padre Dehon) - Cura do surdo-mudo: da vigilância para evitar as recaídas'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-1035278715825626062</id><published>2009-08-11T01:25:00.001-03:00</published><updated>2009-08-11T01:25:00.160-03:00</updated><title type='text'>11 de agosto - O Coração de Jesus e os padres</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. 16 Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça (Jo 15, 15-16).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. O padre é o amigo pessoal e íntimo de Jesus Cristo. Como João Batista, é o amigo do Esposo das almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Senhor, ajudai os vossos padres, derramai sobre os seus corações a graça e caridade que inundam o vosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;A vocação sacerdotal&lt;/strong&gt;. – A vocação ao apostolado é um acto do beneplácito divino (Heb 5, 4). É o Pai quem separa do mundo aqueles que destina ao sacerdócio e que os dá ao Filho (Jo 17, 6).&lt;br /&gt;Não é o padre que escolhe Jesus; mas é Jesus Cristo quem escolhe o padre e o coloca na sua Igreja, para que aí cresça em ciência, em santidade, em zelo, e que aí produza um fruto duradouro (Jo 15, 16).&lt;br /&gt;Nosso Senhor reza longamente antes de chamar os seus apóstolos. – Rezemos a Deus como Ele, para que envie dignos operários para a sua vinha.&lt;br /&gt;A vocação impõe sacrifícios. É preciso deixar tudo e tomar a sua cruz para seguir Jesus. Acontece mesmo que a vocação encontra na família oposições que é preciso vencer (Lc 14, 26).&lt;br /&gt;Os apóstolos deixaram tudo imediatamente para seguirem Jesus. A sua generosidade é uma garantia de salvação e de glória (2Pd 1,10).&lt;br /&gt;Deve fortalecer-se a própria vocação pela oração, pelo estudo da boa doutrina e pelas obras santas (2Tes 2).&lt;br /&gt;Estejamos nas mãos de Deus para toda a boa obra segundo a sua vontade e o seu apelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Grandezas e virtudes do sacerdócio&lt;/strong&gt;. – O padre é o embaixador oficial de Deus junto das almas (2Cor 13, 20); é a luz do mundo e o sal da terra.&lt;br /&gt;É um outro Cristo, continua Cristo sobre a terra. Receber um padre, é receber Jesus Cristo mesmo e o seu Pai (Lc 10, 16).&lt;br /&gt;Todos os dias opera o maior milagre do Salvador, no santo sacrifício da missa. Como Cristo, tem a chave das consciências e os seus juízos são ratificados no céu (Jo 20, 23).&lt;br /&gt;O padre é o homem de Deus e das almas; a sua função própria é oferecer a Deus sacrifícios e orações por si e pelos irmãos. Mesmo se separado do mundo, é preciso que viva no mundo, mas sem tomar o seu espírito (Heb 5; Jo 17).&lt;br /&gt;A ciência é-lhe absolutamente necessária, senão é um cego conduzindo outros cegos (Lc 6, 39).&lt;br /&gt;De espalhar pelas suas virtudes o bom odor de Jesus Cristo (2Cor 2).&lt;br /&gt;«Tomemos cuidado, diz S. Paulo aos presbíteros de Corinto, em não darmos a ninguém ocasião de escândalo, para que o nosso ministério não seja censurado. Mas mostremo-nos em todas as coisas tais como devem ser os ministros de Deus, com uma grande paciência nas tribulações, nas perseguições, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns; pela pureza, pela ciência, por uma doçura perseverante; pelos frutos do Espírito Santo, por uma caridade sincera; pela palavra da verdade, pela força de Deus, pelas armas da justiça; na honra ou na humilhação; sempre alegres, mesmo na provação e na pobreza…» (2Cor 6).&lt;br /&gt;Tal é o carácter do verdadeiro apóstolo, sempre zeloso, ardente e paciente.&lt;br /&gt;É preciso que o padre seja bom, que se compadeça em todos os infortúnios, que tenha piedade das vítimas da ignorância e do erro (Heb 5).&lt;br /&gt;O seu desinteresse constitui a sua glória (Mt 18, 20).&lt;br /&gt;Deve velar como um pastor sobre o seu rebanho e dar às suas ovelhas os seus cuidados e a sua dedicação (Mt 13, 25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Labores, provas e recompensas&lt;/strong&gt;. – O padre é um trabalhador e um semeador, tem uma tarefa rude (Jo 4, 35).&lt;br /&gt;É um soldado infatigável de Cristo, um lutador intrépido (2Tim 2). Deve estar disposto a tudo sofrer por amor dos eleitos e pela glória de Deus.&lt;br /&gt;É a cruz que fecunda o ministério do padre, por isso deve estar constantemente unido a Cristo sobre a cruz (Jo 12, 26). Discípulo e continuador de Cristo, o padre não pode ser tratado de outro modo senão como o seu Mestre (Mt 10, 24).&lt;br /&gt;A perseguição inerente ao ministério sacerdotal não faz senão reavivar a graça e o zelo no padre e aproveita grandemente às almas (2Cor 4, 8).&lt;br /&gt;O padre tem o direito à confiança e ao afecto filial dos fiéis. Mas pelo seu lado terá uma conta rigorosa a prestar da sua administração (Heb 13, 17).&lt;br /&gt;Uma magnífica recompensa está reservada ao padre, administrador fiel da sua família paroquial; um castigo rigoroso espera o administrador infiel.&lt;br /&gt;«Estai preparados, tinha dito Nosso Senhor, e tende as vossas lâmpadas acesas, a lâmpada das boas obras. – É para nós ou para todos que dizeis isto?» diz-lhe S. Pedro. – Qual é então, responde-lhe Nosso Senhor, o administrador fiel e prudente que o Senhor colocou à frente da sua casa para dar a cada um na hora conveniente a sua medida de trigo? (Não é o padre?). Se o Senhor, à sua chegada, encontra este servo fiel, cumulá-lo-á de bens» (Lc 12, 41).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Tenhamos, portanto, uma elevada ideia do sacerdócio, que é o dom mais maravilhoso do Coração de Jesus. Agradeçamos a Nosso Senhor por ter dado à sua Igreja o sacerdócio novo que ultrapassa em dignidade e em fecundidade o sacerdócio levítico tanto quanto o sacrifício eucarístico ultrapassa os holocaustos da antiga lei. – Peçamos ao Senhor da messe que dê à sua Igreja muitos santos sacerdotes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com Jesus, Pontífice supremo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-1035278715825626062?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/1035278715825626062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/1035278715825626062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/11-de-agosto-o-coracao-de-jesus-e-os.html' title='11 de agosto - O Coração de Jesus e os padres'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-5296722229873384842</id><published>2009-08-10T01:43:00.000-03:00</published><updated>2009-08-10T01:43:00.135-03:00</updated><title type='text'>10 de agosto - São Lourenço</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;8 Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, 9 como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre (2Cor 9,8-9).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. A Igreja faz-nos ler hoje estas palavras em que S. Paulo glorifica o justo que dá os seus tesouros aos pobres. A caridade de S. Lourenço é, como o seu martírio, um dos seus títulos de glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Ilustre mártir, obtende-me um amor por Jesus e pelo próximo ardente como a chama que consumiu as vossas carnes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;O desejo do sacrifício&lt;/strong&gt;. – O ilustre diácono S. Lourenço era verdadeiramente um santo do Sagrado Coração, estava tão cheio de amor por Nosso Senhor! Era espanhol. O papa Sixto II tinha-o conhecido em Espanha onde tinha sido governador, e tinha-o conduzido a Roma onde foi o seu arquidiácono e o seu esmoler.&lt;br /&gt;Preso no momento em que celebrava os santos mistérios, o pontífice vê-se condenado à morte. Já caminhava para o suplício e o seu diácono seguia-o chorando. O coração de Lourenço batia em uníssono com o Coração de Jesus. Como ele desejava oferecer-se em sacrifício pelas almas. «O pai, dizia a S. Sixto, para onde ides sem o vosso filho? Ó santo pontífice, para onde ides sem o vosso diácono? Nunca oferecíeis o sacrifício sem que eu vos servisse no altar…» O pontífice enternecido respondeu-lhe: «Não vos abandono. Um maior combate vos está reservado. Seguir-me-eis dentro de três dias».&lt;br /&gt;Jesus não tinha dito: «Tenho sede de ser baptizado com um baptismo de sangue, e o meu Coração está totalmente oprimido por este desejo, que queria ver realizar-se sem tardar».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Aliviar os membros sofredores de Jesus Cristo&lt;/strong&gt;. – S. Sixto, antes de morrer tinha recomendado ao seu diácono de distribuir os bens da Igreja aos pobres. O diácono percorreu imediatamente toda a cidade de Roma para procurar os cristãos pobres nos seus redutos, consolá-los e encorajá-los. Lavava-lhes os pés, dava-lhes o beijo da paz, fazia esmolas a cada um e curava os doentes.&lt;br /&gt;Mas ao falar dos tesouros a distribuir aos pobres, o pontífice mártir tinha chamado a atenção dos perseguidores. O imperador Valeriano, imaginando que os cristãos tinham grandes riquezas em reserva, resolveu apoderar-se delas. Mandou vir S. Lourenço e perguntou-lhe onde estavam os tesouros de que tinha a guarda. O santo diácono respondeu-lhe sem se perturbar: «Dai-me um pouco de tempo para tudo dispor e vo-los farei chegar». O imperador concedeu-lhe três dias e colocou-o sob a vigilância de um cavaleiro chamado Hipólito. S. Lourenço falou ao cavaleiro dos tesouros espirituais e da glória do céu, e converteu-o. Hipólito recebeu o baptismo com a família e deu mais tarde a sua vida por Jesus Cristo. Lourenço percorreu toda a cidade para procurar os pobres e os enfermos que a Igreja assistia com as sus esmolas. Depois de ter reunido um grande número, veio apresentá-los ao imperador. «Príncipe, diz-lhe, aqui estão os tesouros da Igreja que prometi mostrar-vos». A riqueza da Igreja é sobretudo espiritual, as suas obras são os pobres que ela socorreu».&lt;br /&gt;Lourenço disse ainda: «Acrescento-lhe as pérolas e as pedras preciosas; são estas virgens e estas viúvas consagradas a Deus; a Igreja não tem outras riquezas». O espírito da Igreja foi sempre partilhar os seus recursos em três partes: uma para o culto de Deus, uma para os pobres, uma para a modesta sustentação do clero. Imitemos a caridade de S. Lourenço por aqueles que são pobres ou que sofrem, são os membros sofredores de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Sofrer por Jesus Cristo&lt;/strong&gt;. – O imperador furioso mandou despojar o santo dos seus vestidos e ordenou que lhe dilacerassem o corpo com açoites e unhas de ferro. O mártir rezava, com o sorriso sobre os lábios. Um anjo veio enxugar o suor da sua fronte e o sangue das suas chagas.&lt;br /&gt;À noite, o imperador mandou estendê-lo sobre uma grelha de ferro sob a qual acenderam um fogo de carvões para o queimarem lentamente. Estes tiranos eram mais cruéis do que tigres.&lt;br /&gt;O mártir virando-se para o tirano disse-lhe: «Estes fogos não são para mim senão refrigerantes, mas não será o mesmo daqueles que te atormentarão no inferno». Ao carrasco, dizia heroicamente: «Não vês que a minha carne está bastante grelhada deste lado, volta-me do outro».&lt;br /&gt;O santo, tendo rezado pela conversão de Roma e agradecido a Deus pela graça do martírio, expirou serenamente.&lt;br /&gt;Que lição sublime! O segredo desta coragem, é o amor do Salvador. S. Lourenço desejava dar a Jesus amor por amor e sacrifício por sacrifício. Era feliz por se imolar pela conversão dos pagãos. Tinha pressa em ir para o céu encontrar o Salvador bem-amado.&lt;br /&gt;Deus não nos pedirá um semelhante martírio, mas o Sagrado Coração de Jesus espera de nós uma grande generosidade nos sacrifícios quotidianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Quero redobrar de caridade por todos os que sofrem e que estão em dificuldade. Ofereço-me de novo ao Coração de Jesus para me sacrificar ao seu amor na regularidade, na paciência, na doçura, no recolhimento e nos sacrifícios quotidianos que lhe aprouver mandar-me.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com S. Lourenço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-5296722229873384842?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/5296722229873384842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/5296722229873384842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/10-de-agosto-sao-lourenco.html' title='10 de agosto - São Lourenço'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-6696156946251733697</id><published>2009-08-09T01:39:00.001-03:00</published><updated>2009-08-09T01:39:00.076-03:00</updated><title type='text'>09 de agosto - O Coração de Jesus e a juventude</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;16 E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? 17 Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. 18 E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; 19 honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? 21 Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me (Mt 19, 16-21).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. Nada amável como a juventude, quando está adornada de candura e de modéstia. Mesmo Nosso Senhor não resiste à sua atração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Mas quantos perigos ameaçam a sua inexperiência! Rezemos por ela, ajudemo-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Graças de ressurreição&lt;/strong&gt;. – A juventude com a sua franqueza, os seus ardores e a sua generosidade, com as esperanças que faz conceber, não é menos cara ao Coração do bom Mestre do que a infância. As graças de ressurreição que concede na sua vida mortal são para a juventude: Lázaro é ainda um jovem; a filha de Jairo é uma criança de doze anos; o terceiro é um adolescente, o filho único da pobre viúva de Naim.&lt;br /&gt;Como Jesus se mostra solícito e dedicado em todas estas circunstâncias! A sua emoção trai o seu coração.&lt;br /&gt;«Mestre, dizem as irmãs de Lázaro, aquele que amais está doente. – O nosso amigo Lázaro dorme, diz Jesus. Desde que Jesus vê Madalena e os amigos de Lázaro a chorar, estremece, perturba-se: «Onde o colocaram?», diz, e chora; e os Judeus diziam: «Vede como o amava». – E chegado junto do túmulo, Jesus chamou o seu amigo Lázaro com grandes gritos e Lázaro levantou-se (Jo 11).&lt;br /&gt;Jesus dirige-se a casa de Jairo junto do cadáver de uma menina de doze anos. Toma-a pela mão gritando-lhe: «Menina, levanta-te, sou eu que o quero». E ordena que lhe dêem de comer (Mt 9, 18).&lt;br /&gt;Para o filho da viúva de Naim, Jesus emociona-se de compaixão. Diz à mãe: «Não chore». Toca no caixão, diz em alta voz: «Jovem, eu te ordeno, levanta-te». Depois, entrega-o à sua mãe (Lc 7, 11).&lt;br /&gt;Jesus ama os jovens, e quer ganhar o seu coração para o dar a seu Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Curas e vocações&lt;/strong&gt;. – Há cena mais comovente do que a cura da filha da Cananeia? É uma mulher pagã que tem confiança em Jesus e que lhe vem implorar pela sua filha possuída do demónio. Nosso Senhor obriga-a a esperar, experimenta a sua fé, depois deixa-se tocar: «Ó mulher, diz, a tua fé é grande, vai, a tua filha está curada».&lt;br /&gt;E aquele pobre jovem, filho único de um pai desolado. O demónio possui-o e fá-lo sofrer terríveis tormentos. Como o bom Mestre se interessa, e com que autoridade proíbe o demónio de o atormentar para o futuro! «Mestre, diz o pai ajoelhado, suplico-vos, lançai os olhos sobre o meu filho, o meu filho único e tende piedade dele». - «Se podes acreditar», diz Jesus. Este pobre pai desfazia-se em lágrimas: «Creio, Senhor, dizia, mas aumentai a minha fé!» E, Jesus, com um tom de ameaça, gritou: «Demónio surdo e mudo, sai desta criança, ordeno-te, e nunca mais voltes».&lt;br /&gt;A cena da vocação do jovem é também muito tocante. Este jovem é bom, deseja a perfeição. Corre para diante de Jesus, ajoelha-se no caminho sem respeito humano, está tomado de uma terna afeição por Jesus: «Bom Mestre, diz-lhe. «Só Deus é bom», diz-lhe. Depois detém o seu olhar sobre ele, ama-o, queria dar-lhe a graça do apostolado. Convida-o à perfeição e ao desapego das riquezas, o jovem rico hesita e recua, como Jesus deve ter sofrido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Meios de salvação para os jovens&lt;/strong&gt;. – É a Eucaristia, primeiro e a união com Jesus. O Salvador que ama S. João, seu jovem discípulo, e que quer guardá-lo puro e santo, dá um cuidado particular à sua primeira comunhão, recebe-o sobre o seu Coração.&lt;br /&gt;Nosso Senhor indica também assim que a devoção ao Sagrado Coração é para os jovens uma salvaguarda especial. A sua idade especial tem necessidade de afeição, o apego ao Coração de Jesus é a fonte da pureza.&lt;br /&gt;Um outro meio é a direcção sacerdotal. Nosso Senhor recomenda-a a S. Paulo: Vade ad Ananiam. Fá-la recomendar aos jovens por S. Pedro: «Jovens, diz S. Pedro, submeteu-vos aos presbíteros e praticai a humildade: Adolescentes subditi estote senioribus». Os jovens devem pedir aos padres a direcção da sua vida (1Pd 5, 5).&lt;br /&gt;S. João aconselha aos adolescentes e aos jovens que se agarrem à palavra de Deus, ela será a sua força na resistência aos assaltos do inferno. A sua idade está ao alcance das seduções do mundo e das tentações da cobiça de Satanás (1Jo 2, 13).&lt;br /&gt;Como é que se alimentarão da palavra de Deus? Gostando de escutá-la quando ela é anunciada pelo padre, entregando-se com piedade à meditação quotidiana e às santas leituras marcadas pelo seu regulamento de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Convosco, ó meu Salvador, terei interesse pelos jovens, rezarei por eles. Se tiver alguma autoridade sobre eles, dirigi-los-ei nos vossos caminhos. Se eu próprio sou jovem, agarrar-me-ei aos meios de santificação que a Sagrada Escritura indica aos jovens: a comunhão fervorosa, a direção espiritual, a meditação e as piedosas leituras.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com Nosso Senhor amigo dos jovens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-6696156946251733697?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/6696156946251733697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/6696156946251733697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/09-de-agosto-o-coracao-de-jesus-e.html' title='09 de agosto - O Coração de Jesus e a juventude'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-2437824125701915726</id><published>2009-08-08T11:50:00.003-03:00</published><updated>2009-08-08T13:26:54.299-03:00</updated><title type='text'>08 de agosto - O Coração de Jesus perante os doentes e os que sofrem</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;17 E, descendo com eles, parou numa planura onde se encontravam muitos discípulos seus e grande multidão do povo, de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sídon, 18 que vieram para o ouvirem e serem curados de suas enfermidades; também os atormentados por espíritos imundos eram curados. 19 E todos da multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía poder; e curava todos (&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Lc&lt;/span&gt; 6, 17-19).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. A compaixão preveniente e delicada de Jesus pelos doentes é &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;inexprimível&lt;/span&gt;. Cura em massa todas as enfermidades que lhe são apresentadas.&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Senhor, o vosso coração é infinitamente &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;misericordioso&lt;/span&gt;, tende piedade de todas as minhas enfermidades físicas e morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Jesus veio à terra para curar e consolar os que sofrem&lt;/strong&gt;. – O velho Simeão saudou-o no templo como a consolação de Israel.&lt;br /&gt;Nosso Senhor aplica a si mesmo, no seu discurso de Nazaré, esta passagem do profeta Isaías: «O Espírito do Senhor está sobre mim, por isso me marcou com a sua unção; enviou-me a evangelizar os pobres, a curar os que têm o coração partido, anunciar a libertação aos cativos, dar a vista aos cegos, libertar os oprimidos, e publicar o ano da &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;misericórdia&lt;/span&gt; do Salvador e o dia da retribuição». - «E hoje, diz o Salvador, fechando o volume, realiza-se a passagem do Evangelho que acabais de escutar» (&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Lc&lt;/span&gt; 4, 16).&lt;br /&gt;Que vinha fazer ao mundo, senão trazer-lhe uma consolação maior ainda que a sua infelicidade? Consolar os que sofrem, era o fim da sua vida. Era por isso que multiplicava os seus encorajamentos, os seus milagres, os seus benefícios. Foi pela nossa consolação que sofreu, que morreu e que instituiu a sua Igreja com os seus sacramentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;O Coração de Jesus e os doentes&lt;/strong&gt;. – Não é um doente de longe em longe que Nosso Senhor cura, opera curas em massa e em grande número.&lt;br /&gt;Em &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Cafarnaum&lt;/span&gt;, impõe as mãos a todos os doentes que lhe apresentam e todos são curados (&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Lc&lt;/span&gt; 4, 40). /139&lt;br /&gt;Algum tempo depois teve lugar esta cena tão comovente: uma multidão considerável seguiu-o ao longo do lago. A sua habitação é assaltada por esta multidão que lhe apresenta um grande número de doentes. Uma virtude miraculosa saía dele para os curar. Chegam a descobrir o tecto da casa, para chegarem a apresentar ao Salvador um paralítico estendido sobre um &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;catre&lt;/span&gt;. O Salvador, tocado pela sua fé cura ainda este doente depois de todos os outros (&lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Lc&lt;/span&gt; 3).&lt;br /&gt;Na primeira Páscoa, opera tantos milagres que um grande número de Judeus é conquistado para a fé (&lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Jo&lt;/span&gt; 2, 23).&lt;br /&gt;Na sua primeira missão na Galileia, Nosso Senhor cura toda a fraqueza e toda a enfermidade (&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Mt&lt;/span&gt; 4).&lt;br /&gt;Sobre o Monte das Bem-&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;aventuranças&lt;/span&gt;, multidões de infortunados doentes, vindos da Judeia e mesmo de Tiro e de Sídon, são curados apenas pelo toque do seu manto.&lt;br /&gt;Antes da primeira e da segunda multiplicação dos pães, Jesus cura primeiro as multidões dos doentes e de enfermos que se comprimem à sua volta.&lt;br /&gt;Desde o início das missões de &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Pereia&lt;/span&gt;, Nosso Senhor renova os milagres das missões de Galileia, e em cada etapa são curas tão &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;extraordinárias&lt;/span&gt; como numerosas (&lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Mt&lt;/span&gt; 19).&lt;br /&gt;«Por toda a parte aonde Jesus chegasse, diz-nos S. Marcos, nas aldeias e nas cidades colocavam os doentes no meio das praças públicas, pedindo-lhe que lhes permitisse tocarem ao menos na borda do seu manto. E todos os que lhe tocavam eram curados» (&lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Mt&lt;/span&gt; 6).&lt;br /&gt;Os apóstolos, enviados pelo Mestre, operam em todos os lugares em seu nome os mesmos prodígios (&lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;Mt&lt;/span&gt; 11).&lt;br /&gt;Mesmo no dia dos Ramos, &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;vemo&lt;/span&gt;-lo curar ainda, nos átrios do Templo, os cegos e os coxos que lhe imploram (&lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;Mt&lt;/span&gt; 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;O Coração de Jesus e os aflitos&lt;/strong&gt;. – Não é somente pelos doentes que o Coração de Jesus é compassivo, é por todos os que sofrem e que se encontram em dificuldade.&lt;br /&gt;Como é bom para com as almas provadas pela perda daqueles que lhe são caros, com &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;Jairo&lt;/span&gt;, cujo filho bem-amado acaba de morrer; com a pobre viúva de &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;Naim&lt;/span&gt; que leva o seu filho único à sepultura, com Marta e Madalena que choram o seu irmão. Está emocionado até ao fundo da sua alma, chora. As suas lágrimas comovem os próprios judeus. Apela ao poder divino para ressuscitas os mortos.&lt;br /&gt;A sua compaixão sobre Jerusalém é imensa, chora sobre as tribulações /140 futuras desta cidade ingrata e culpável.&lt;br /&gt;Num movimento de compaixão sem medida, abre os seus braços a todos os infortúnios: «Vinde a mim, diz, vós todos que sofreis e que sois esmagados sob o peso do trabalho e da dor; vinde e vos aliviarei».&lt;br /&gt;No caminho do calvário, esquece os seus próprios sofrimentos para se compadecer das filhas de Jerusalém e convidá-las a chorar pelos castigos que cairão em breve sobre a sua pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resoluções. – &lt;em&gt;Senhor, aquele que amais está doente. Sim, tenho confiança de que amais o meu pobre coração, apesar das suas fraquezas e das suas faltas. Vós mo provastes de mil maneiras. Mas este pobre coração está doente. Sou pobre, Senhor, miserável, desnudado de tudo, cego e esfomeado de fervor. O vosso coração é tão &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;misericordioso&lt;/span&gt;! Curai-me, tende piedade de mim.&lt;br /&gt;Colóquio com Jesus, curando os doentes.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-2437824125701915726?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/2437824125701915726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/2437824125701915726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/8-de-agosto-o-coracao-de-jesus-perante.html' title='08 de agosto - O Coração de Jesus perante os doentes e os que sofrem'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-8937088543150428663</id><published>2009-08-07T13:39:00.000-03:00</published><updated>2009-08-08T13:40:56.073-03:00</updated><title type='text'>07 de agosto - O Coração de Jesus e os que estão desprovidos de bens da terra</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;19 Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. 20 Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça (Mt 8, 19-20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Primeiro Prelúdio. Jesus escolheu uma vida pobre para consolar os pobres e para lhes obter as bênçãos divinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Senhor, inspirai-me o desapego dos bens terrenos e a dedicação aos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;O exemplo de Jesus&lt;/strong&gt;. – Ele escolheu a pobreza como sua parte: «Jesus, rico de todos os bens do céu e da terra, fez-se pobre, diz-nos S. Paulo, para nos enriquecer com a sua pobreza» (2Cor 8, 9). Repara a nossa sensualidade.&lt;br /&gt;Desde o seu nascimento e toda a sua vida, Jesus quis conhecer o desnudamento. Ele, Filho de Deus e Filho de David, é repelido por todos em Belém, e nasce num estábulo como o mais pobre dos pobres.&lt;br /&gt;Durante o exílio no Egipto, ninguém saberia dizer a penúria da Sagrada Família. Viveram sem dúvida de esmolas, e o Filho de Deus ensaiou sem dúvida os seus primeiros passos estendendo a mão à caridade pública.&lt;br /&gt;Em Nazaré, o criador do mundo afadiga-se no trabalho para ganhar o pão quotidiano. Os Nazarenos, espantados com a sua sabedoria, exclamam: «Não é este um carpinteiro e o filho de um carpinteiro?».&lt;br /&gt;Na sua vida apostólica, percorre vastas províncias a pé, vive de pão de cevada e de peixes secos; para se alimentar a si e aos seus e para ajudar aos pobres nada mais tem do que as esmolas de algumas piedosas mulheres.&lt;br /&gt;Assim como viveu no desnudamento, morre despojado de tudo sobre a cruz, e o seu corpo vai repousar num sepulcro emprestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;As suas preferências&lt;/strong&gt;. – O Coração de Jesus dá as suas preferências aos pobres porque praticam mais facilmente a humildade e o desapego.&lt;br /&gt;Os primeiros adoradores de Jesus são pobres pastores.&lt;br /&gt;A maior parte dos seus apóstolos são pobres pescadores, não tendo outra fortuna senão os seus barcos e as suas redes. Vive com eles durante três anos, apesar da rudeza dos seus costumes.&lt;br /&gt;A primeira das bem-aventuranças é em favor dos pobres, e promete-lhes a realeza do céu.&lt;br /&gt;As multidões que o seguem e o envolvem, que o aclamam e se juntam a ele, são sobretudo pessoas simples e pobres. Não trazem ao segui-lo nem provisões nem dinheiro. Duas vezes multiplica miraculosamente os pães e os peixes para que estes caros pobres não desfaleçam no caminho.&lt;br /&gt;É glória para ele evangelizar os pobres; apela à profecia de Isaías, o qual marcou a evangelização dos pobres como uma das provas da missão do Messias.&lt;br /&gt;É tão pobre, ele e os seus, que lhe é necessário fazer um milagre para pagar o tributo do Templo (Mt 17).&lt;br /&gt;Quer que os seus apóstolos cumpram as suas missões como serviço e no desnudamento da pobreza: «não tenhais ouro, nem prata, nem bolsa na vossa cintura, nem sacos de viagem, nem muda de vestidos. Dar-vos-ão o pão da esmola» (Mt 10, 9).&lt;br /&gt;Preferi, dizia-lhes, a sociedade dos pobres, assim não tereis de responder a convites faustosos, que vos deixariam sem méritos (Lc 14, 12).&lt;br /&gt;Aflige-se por tantas almas abandonadas pelo egoísmo farisaico, e que jazem como rebanhos sem pastores (Mt 9).&lt;br /&gt;Bom para com todos, guarda as suas preferências pelos pequenos e pelos humildes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;A caridade&lt;/strong&gt;. – Com que insistência Nosso Senhor volta a cada instante ao dever da esmola aos seus caros pobres! «Dai aos pobres, diz, e a vossa alma será purificada das suas faltas» (Lc 11, 41). Mesmo os duros e orgulhosos fariseus serão perdoados, se consentirem em dar o seu supérfluo aos pobres.&lt;br /&gt;Assemelha-se aos mais desprezados de todos, e considera-se obrigado por todo o bem que lhes será feito (Mt 10, 42). Os seus pobres são outros que ele mesmo. É segundo a nossa caridade ou dureza a seu respeito, que será pronunciado no último juízo se somos dignos da bênção ou da maldição eterna (Mt 21, 31).&lt;br /&gt;São os pobres que convida para o festim do reino dos céus (Lc 14, 21). Toda a sua simpatia vai para o pobre Lázaro, abandonado pelo mau rico, e atribui-lhe uma compensação eterna no céu (Lc 16, 19). /137&lt;br /&gt;O único estremecimento de alegria que manifesta na sua vida, vem do facto de que o Pai se digna revelar aos simples e aos pequenos, os mistérios que esconde aos sábios e aos prudentes; e exprime então nitidamente a sua preferência: «O meu Pai colocou tudo nas minhas mãos, diz, chamo quem eu quero ao seu conhecimento, vinde portanto a mim vós que penais e sofreis e vos consolarei» (Mt 11, 25).&lt;br /&gt;O Coração de Jesus tem preferidos, amigos que escolheu e que se prendem a ele na vida religiosa, mas é sob a condição de que abracem a pobreza como ele e se façam os amigos dos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Bom Mestre, fazei reinar no meu coração o desapego, como reinava no vosso. Que sacrifícios vou fazer hoje para vos imitar mais? Dai-me também o espírito de compaixão pelos pequenos, pelos humildes, pelos que sofrem. Perdoai-me todas as concessões que fiz demasiadas vezes ao espírito de cobiça e de sensualidade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com Jesus pobre e mortificado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-8937088543150428663?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/8937088543150428663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/8937088543150428663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/07-de-agosto-o-coracao-de-jesus-e-os.html' title='07 de agosto - O Coração de Jesus e os que estão desprovidos de bens da terra'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-7883789982130924962</id><published>2009-08-06T13:36:00.000-03:00</published><updated>2009-08-08T13:38:09.795-03:00</updated><title type='text'>06 de agosto - Transfiguração de Jesus</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tomando consigo a Pedro, João e Tiago, subiu ao monte com o propósito de orar. 29 E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura. 30 Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias, 31 os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém. 32 Pedro e seus companheiros achavam-se premidos de sono; mas, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões que com ele estavam. 33 Ao se retirarem estes de Jesus, disse-lhe Pedro: Mestre, bom é estarmos aqui; então, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés, e outra, de Elias, não sabendo, porém, o que dizia. 34 Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de medo ao entrarem na nuvem. 35 E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi (Lc 9, 28-35).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. Jesus revela-nos a sua divindade e Deus coloca-nos sob a sua condução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Senhor, ensinai-me a rezar, a conhecer-vos, a amar-vos e a seguir-vos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Aprendamos a rezar.&lt;/strong&gt; – Jesus manda muitas vezes os seus discípulos rezar. Hoje, toma à parte os seus preferidos, Pedro, Tiago e João, para os fazer rezar mais longa e intimamente. Estes três representam particularmente os pontífices, os religiosos, as almas chamadas à perfeição.&lt;br /&gt;Para rezar Jesus gosta da solidão, a montanha onde reina a paz, a calma, onde pode ver-se a grandeza da obra divina sob o céu estrelado durante as belas noites do Oriente.&lt;br /&gt;A transfiguração é uma visão do céu. É uma graça extraordinária para os três apóstolos. Não nos devemos agarrar às graças extraordinárias que são por vezes o fruto da contemplação. Pedro agarra-se a isso. Engana-se. Queria ficar lá: «Façamos três tendas», diz. Não sabia o que dizia. A visão desaparece numa nuvem.&lt;br /&gt;Há aqui uma lição para nós. Entreguemo-nos à oração habitual, à contemplação. Não desejemos as graças extraordinárias. Se vierem, não nos agarremos a elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Os frutos da festa&lt;/strong&gt;. – É primeiro o crescimento da fé. Os apóstolos testemunham-nos que viram a glória do Salvador. «Não são fábulas que vos contamos, diz S. Pedro (2Pd 1, 16), fomos testemunhas do poder e da glória do Redentor. Ouvimos a voz do céu sobre a montanha gritando-nos no meio dos esplendores da transfiguração: É o meu Filho bem-amado, escutai-o».&lt;br /&gt;S. Paulo encoraja a nossa esperança recordando a lembrança da glória do salvador manifestada na transfiguração e na ascensão: «Veremos a glória face a face, diz, e seremos transfigurados à sua semelhança» (2Cor 3, 18). – Esperamos o Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo terrestre e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso» (Fil 3, 21).&lt;br /&gt;Mas este mistério é sobretudo próprio para aumentar o nosso amor por Jesus. Nosso Senhor manifestou-nos naquele dia toda a sua beleza. O seu rosto era resplandecente como o sol. Os apóstolos, testemunhas da transfiguração, estavam totalmente inebriados de amor e de alegria. «Que bom é estar aqui», dizia S. Pedro: Bonum est nos hic esse! «Façamos aqui a nossa tenda». A beleza de Cristo transfigurado, contemplada pelo pintor Rafael, inspirou-lhe a obra-prima da arte cristã.&lt;br /&gt;Nosso Senhor falava então da sua Paixão com Moisés e Elias: nova lição de amor por nós. O Coração de Jesus, mesmo na sua glória, não pensa senão em nós e nos sacrifícios que quer fazer por nós.&lt;br /&gt;Lições também de penitência, de reparação, de compaixão pelo Salvador.&lt;br /&gt;Porque teve de sofrer tanto para nos resgatar, choremos os nossos pecados, amemos o nosso Redentor, consolemo-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Escutai-o.&lt;/strong&gt; – A voz do Pai celeste diz-nos: Escutai-o, ispum audite, palavra cheia de sentido, como todas as palavras divinas. Deus dá-nos lá o seu divino Filho por guia, por chefe, por mestre.&lt;br /&gt;Escutai-o, fala-nos nas leis santas do Evangelho e nos conselhos de perfeição.&lt;br /&gt;Fala-vos nas vossas santas regras, se sois religiosos; no vosso regulamento de vida, se sois do mundo.&lt;br /&gt;Fala-vos pelos vossos superiores, pelo vosso director. Têm a missão para vos dizer a vontade divina.&lt;br /&gt;Fala-vos pela sua graça, na oração, na união habitual com ele. A palavra de Deus nunca vos falta, é a vossa docilidade que falta habitualmente.&lt;br /&gt;Esta palavra divina «Escutai-o» espera de vós uma resposta. Não basta apenas uma promessa vaga: «hei-de escutar». É preciso uma disposição habitual: «escuto, escuto sempre; falai, Senhor, o vosso servo escuta». Escutarei no começo de cada acção, para saber o que devo fazer e como devo fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Sim, Senhor, conduzi-me pela vossa palavra sempre presente, pelas minhas regras, pelos meus superiores, pela vossa graça, pelas vossas luzes. Falai, Senhor… Loquere, cor Jesu, quia audit servus tuus. Que pede de mim, neste momento, o Coração de Jesus? Que devo fazer, neste momento, para o amar, o consolar e o compensar? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com Jesus transfigurado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-7883789982130924962?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/7883789982130924962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/7883789982130924962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/06-de-agosto-transfiguracao-de-jesus.html' title='06 de agosto - Transfiguração de Jesus'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6621400426938445307.post-7433374990332147550</id><published>2009-08-05T13:33:00.000-03:00</published><updated>2009-08-08T13:36:00.701-03:00</updated><title type='text'>05 de agosto - Basílica de Santa Maria Maior</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;10 E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. 11 Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas (Mt 2, 10).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Prelúdio. Como os Magos, o nobre patrício João e sua esposa, advertidos por Deus, honraram Jesus e Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Prelúdio. Ó Jesus, por Maria, nesta festa, dai-me o favor de renovar em mim as graças de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Esta festa é como o Natal de Verão&lt;/strong&gt;. – A Providência reproduziu, em Roma, de algum modo os lugares santos da Palestina. A basílica de Santa Maria Maior é como Belém. Possui o presépio.&lt;br /&gt;A basílica de Santa Cruz de Jerusalém, em Roma, é como o Calvário. Está construída sobre uma camada de terra que Santa Helena mandou vir do Calvário; possui as mais belas relíquias da Paixão: a Verdadeira cruz, o título da cruz, a cruz do bom Ladrão, etc..&lt;br /&gt;A basílica de S. João de Latrão, em Roma, é o Cenáculo. Possui a mesa da Ceia, aí são feitas as ordenações.&lt;br /&gt;A festa de Santa Maria Maior recorda o Natal e Belém. Tudo faz pensar nisso: a neve que marcou o lugar da Igreja, segundo a tradição; o presépio que está lá; as relíquias dos santos Inocentes; o corpo de S. Jerónimo, o santo de Belém e o custódio da gruta.&lt;br /&gt;Durante os séculos de liberdade, os Papas iam oficiar a Santa Maria Maior no Natal.&lt;br /&gt;Esta basílica possui a imagem mais venerável de Maria. É atribuída a S. Lucas. É seguramente dos primeiros séculos. É o tipo das Virgens mães. A santíssima Virgem está sentada como uma rainha, apresenta às nossas homenagens o seu divino Filho, que é nosso Rei, como em Belém apresentava o seu Filho às adorações dos pastores e dos Magos.&lt;br /&gt;A Providência dá-nos neste dia como um Natal de Verão, saibamos aproveitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO PONTO: &lt;strong&gt;Os frutos da festa&lt;/strong&gt;. – Meditemos na festa do Natal e renovemos em nós os frutos do nascimento do Salvador. Façamos como se estivéssemos em Roma ou em Belém, adoremos Jesus menino no seu presépio ou sobre os braços de Maria.&lt;br /&gt;O principal fruto da festa é o amor por Jesus, que se fez homem por nosso amor, é o amor pelo Coração de Jesus que começa a bater por nós em Belém.&lt;br /&gt;Vamos ter com Jesus e com Maria hoje com a simplicidade dos pastores e com a generosidade dos Magos. Ofereçamos os nossos presentes: o ouro, o incenso e a mirra das nossas resoluções e dos nossos votos. Renovemos os votos que fizemos a Nosso Senhor.&lt;br /&gt;O mistério de Belém ensina a humildade, o ódio do pecado, o desapego. Nosso Senhor aniquilou-se, humilhou-se até se tornar criança na noite fria e no pobre estábulo de Belém. Ensina-nos o desapego das criaturas como o remédio para todas as nossas concupiscências.&lt;br /&gt;Os anjos cantavam a glória do divino Menino, os pastores corriam com simplicidade e com alegria para junto dele, os Magos vinham de bem longe trazer os seus tesouros. Que lições para meditar! Que exemplos para seguir!&lt;br /&gt;O mistério do Natal foi caro a todos os santos. Vários, como S. Jerónimo e Sta. Paula, fixaram-se em Belém. Já não eram capazes de se afastarem (arracher) deste santuário onde tudo prega o amor do divino Menino e a confiança nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO PONTO: &lt;strong&gt;Vamos a Jesus por Maria&lt;/strong&gt;. – Não é sem motivo que os Evangelhos nos mostram os pastores e os Magos encontrando o menino Jesus com sua Mãe. Vamos a Jesus por Maria. Ele está sempre com ela porque é o seu filho. Mesmo no Calvário, é colocado nas mãos de Maria. Mas é sobretudo em Belém que é preciso dirigir-se a Maria para encontrar Jesus. Ninguém vai ter com uma criança sem a concordância de sua mãe. Vamos ter com Maria, e é ela que nos vai introduzir junto de Jesus. Ela levantará o véu que cobre o menino, apresentá-lo-á sobre os seus joelhos.&lt;br /&gt;S. Caetano de Thienne passava muitas vezes as noites junto do presépio, em Sta. Maria Maior, sobretudo no tempo do Natal. Não podia deixar de meditar no delicioso mistério de Belém. Um dia a santa Virgem apareceu-lhe e entregou-lhe o menino Jesus que pôde conservar alguns momentos nos seus braços.&lt;br /&gt;Vamos ter com Maria e peçamos-lhe que coloque nos nossos corações o amor do divino Menino e as graças do mistério do Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Resoluções. – Tenho o costume de me recordar todas as manhãs dos mistérios de Belém e de Nazaré. Para o fazer, irei sempre primeiro ter com Maria e pedir-lhe-ei para me fazer conhecer e amar Jesus menino. Irei ao Coração de Jesus com Maria e por Maria, nada me poderá recusar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Colóquio com Maria e Jesus menino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6621400426938445307-7433374990332147550?l=www.dehonbrasil.com%2Fpadredehon%2Fanoscj' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/7433374990332147550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6621400426938445307/posts/default/7433374990332147550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.dehonbrasil.com/padredehon/anoscj/2009/08/05-de-agosto-basilica-de-santa-maria.html' title='05 de agosto - Basílica de Santa Maria Maior'/><author><name>www.dehonbrasil.com</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06395288600897258752</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12780484108055419049'/></author></entry></feed>
